Dia: 21 de outubro

Concerto de ano novo com «Reflect»

Pois é.

Já faz 13 anos que fiz um dos meus primeiros concertos.

Tinha 17 anos...

E foi mesmo ali, em frente à Igreja, num Concerto de Natal.

Em Armação de Pêra.

Hoje o concerto é de Ano Novo e eu já tenho 29.

Mas continuo aqui.

Com umas centenas de concertos depois deste.

Com uns quantos álbuns editados.

Com parte de mim entre as estrelas.

Mas antes do concerto que começa, para mim, não sou ninguém.

Um ninguém que se transforma em alguém perante uma oportunidade.

E cabe-me a mim, naquele momento, mostrar quem sou com a oportunidade que tenho.

Cabe-me a mim, naquele momento, mostrar porque mereci cada oportunidade até àquela.

Cabe-me a mim, naquele momento, ser orgulho para todas as pessoas que ao longo destes 13 anos me ajudaram a escrever a minha própria história.

Porque vocês - que me ouvem e seguem - são também oportunidade para mim;

A oportunidade de fazer parte da vossa vida através desta extensão da minha à qual decidi, um dia, chamar Reflect.

Mas nunca foi fácil.

"As pessoas" teimam em acreditar que as artes são para os baldas.

Para os que não gostam de estudar.

Para os que não conseguem ser mais nada.

Como se fosse pequeno.

Mas o que seria da vida sem pessoas teimosas e sonhadoras como eu?

O que seria da vossa sala sem o quadro que penduram na parede?

O que seria da vossa memória sem as músicas que vos marcaram?

O que seria da vossa felicidade sem a dança que partilharam com alguém que amam?

Quem seríamos nós sem todos os espetáculos que aplaudimos?

Qualquer pessoa pode aprender técnica.

Qualquer pessoa pode decorar conceitos, espetá-los numa prova e ter uma nota emoldurável.

Mas poucas são as pessoas que nos arrepiam com aquilo que não se aprende.

Com paixão. Com sentimento. Com emoção. Com energia.

Com quem são.

E isso não está nas letras das palavras das frases das páginas de livro nenhum.

Está dentro do peito daqueles teimosos sonhadores que acreditam que a vida pode ser mais

do que uma folha de cálculo.

Há 13 anos que acredito nisso, e isso, fez-me ficar.

Hoje, far-me-á ir.

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