Dia: 20 de Ago

O financiamento da Educação não é uma despesa! É um investimento fundamental para o País! "Temos de dotar a Educação de uma maior verba, talvez até da maior parcela do orçamento geral do Estado.

 

O Governo liderado pelo socialista António Costa tomou posse a 26 de novembro do ano transato, e a menos de dois meses de governação o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, cientista que trabalhou 15 anos fora de Portugal e, aos 38 anos, deixou Cambridge e voltou para se estrear na política pelo Partido Socialista, está, como aliás, os antigos ministros da área da educação a reformular os modelos e regras no ensino em Portugal. O «Algarve Mais News» quis saber o que está a acontecer na educação a nível de escolas, professores e alunos, nomeadamente no Algarve.

 Em entrevista ao Professor do Quadro de Nomeação Definitiva, Carlos José Dias Ferreira da Silva, a exercer funções como Diretor do Agrupamento de Escolas Silves Sul, que abranges as escolas E. B. 2,3 de Algoz, Escola E. B. 2,3 de Armação de Pêra, Escola E. B 1 de Alcantarilha, Escola E. B. 1 de Algoz, Escola E. B. 1 de Armação de Pêra, Escola E. B. 1 de Pêra, Escola E. B. 1 de Tunes, Jardim de Infância de Alcantarilha, Jardim de Infância de Pêra, Jardim de Infância Tunes, Jardim de Infância de Algoz e Jardim de Infância de Armação de Pêra, apresentamos aos leitores o “ponto de vista” do experiente docente e agora Diretor de Escolas do referido professor, Carlos Silva.

 Já foi apresentado o novo modelo de avaliação e, segundo, palavras do ministro Tiago Brandão Rodrigues, o ensino básico deve ser tratado como um todo e integrar avaliação e aferição de forma faseada, devendo manter-se apenas o exame do 9.º ano. Respondendo a esta questão, Carlos Silva, refere: “Em primeiro lugar o que é essencial é que cada novo governo perca a tendência de deixar uma “marca” na educação. A Educação é uma área extremamente séria e importante para ser gerida por decretos e normas pontuais que se alteram sempre que muda o governo. É urgente para o desenvolvimento do País que se inicie um debate alargado a toda a sociedade para se definir como queremos educar e formar as nossas crianças e os nossos jovens. É importante rever a Lei de Bases do Sistema Educativo, é importante atualizar as orientações e as metas curriculares de modo a se definir um plano global integrado para a educação em Portugal. Depois, de definirmos como queremos que seja a Educação em Portugal, temos dotar a Educação de uma maior verba, talvez até da maior parcela do orçamento geral do Estado, o financiamento da Educação não é uma despesa, é um investimento fundamental para o País. Depois, devemos focar-nos na qualidade dos processos de ensino e de aprendizagem. E, por último, avaliar de forma sistemática e metódica todo o sistema de ensino, de modo a validar as políticas educacionais definidas. Depois disto, poderemos falar da avaliação e da aferição dos alunos, dos professores, dos diretores e das escolas, até lá, estamos unicamente a reunir dados para as estatísticas nacionais e europeias. Avaliar sem ter metas, parâmetros, descritores e outros itens desta ordem, definidos e publicados é uma falácia”.

Um número considerável de docentes com cerca de 60 anos reformou-se recentemente, pensamos que a média etária dos docentes em Portugal será entre os 45 e os 55 anos. Ao entrarmos numa sala de professores de qualquer escola básica e secundária, designadamente nas grandes cidades, apercebemo-nos que faltam jovens professores. No agrupamento de Escolas Silves Sul e no Algarve em si, também se verifica esta situação? “O nosso Agrupamento tem uma equipa docente constituída por professores de várias idades, desde os 25 aos 60 anos. E esta convivência e a troca de experiências pessoais, culturais e profissionais, enriquecem toda a comunidade educativa. Esta característica aliada à grande diversidade da formação inicial de cada um dos nossos professores, permite que os mais jovens aprendam com os professores mais experientes e estes adquiram os novos conhecimentos científicos e pedagógicos que os professores mais jovens nos trazem das universidades, e é este processo que gera em nós uma equipa docente forte nas didáticas e empenhada pedagogicamente”, diz o entrevistado, acrescentando acerca de que alguns dirigentes defendem o trabalho parcial, alegando que, por cada professor com mais de 50 anos que trabalhe a meio tempo ou de outra forma parcial, pode libertar-se quase um horário para um outro professor. “O trabalho docente é efetivamente de grande um desgaste psicológico e físico. O grande número de horas de expressão oral leva à existência de um número elevado de professores com problemas de voz, problemas de audição pela exposição constante a um ambiente com muito ruído e de visão pelo constante necessidade de estudo que esta profissão acarreta. Por tudo isso era importante que os professores a partir dos 50 anos passassem a trabalhar com um número reduzido de turmas, dedicando-se no restante horário de trabalho a acompanhamento e aconselhamento dos professores mais jovens, coordenação de projetos pedagógicos, desenvolvimento de programas de inovação pedagógica, tutorias pedagógicas com alunos, trabalho especifico com grupos de alunos em apoio pedagógico, desenvolvimento de seminários de interesse de toda a comunidade escolar e desenvolvimento de momentos de formação para os outros professores. Com uma comunidade docente assim organizada estou certo que todos ganhariam. É essencial que os professores se sintam compreendidos e apoiados pela tutela, e principalmente sintam bem-estar quando entram pelos portões da Escola”.

 O novo responsável do Ministério da Educação assume a “luta e o combate ao insucesso escolar” como a sua “maior prioridade” e afirma a “promoção do sucesso escolar” como a “pedra basilar, a base onde assenta toda a atividade de todas as escolas deste país”. É consensual a ideia de que a qualidade dos professores é o fator mais importante em Educação. Conseguiremos definir o que é um bom professor. Como se garante um corpo docente de qualidade, questiona-se: Não só se consegue definir um bom professor como é essencial que se defina esse perfil. Mas isso deve começar na Universidade, os cursos de formação inicial de professores devem ser de grande qualidade e tão exigentes como os curso de formação de médicos. A Educação é essencial para o desenvolvimento de um povo. Um professor ajuda a formar e a educar as crianças e os jovens que irão mais tarde construir o nosso futuro e das gerações vindouras. Por isso comecemos aplicar testes psicotécnicos e provas de admissão aos cursos de formação de professores, para que à entrada da Universidade selecionemos os melhores, que simultaneamente devem ter o perfil adequado para a formação científica e humanística de jovens. Depois tenhamos a atenção devida em formar e preparar professores capazes de ser inovadores e criativos no ato de ensinar, interessados e empenhados no ato de aprender, e atentos e afetuosos no acompanhamento dos seus alunos. Um bom professor é aquele que ao longo da sua carreira vai ganhando a admiração e o respeito dos seus alunos, dos seus pares e de toda a comunidade educativa”. Em relação aos professores deve-sedefinir metas e como é feito com os alunos? “Aos professores devem-se criar as condições essências para que possam exercer a sua profissão de forma eficiente e digna. Devemos criar condições de atualização da sua formação, deveríamos de três em três anos parar a nossa atividade letiva e durante um semestre académico, frequenta um conjunto de unidades curriculares isoladas (UCI) numa universidade, de modo a evoluirmos cientifica e pedagogicamente, isso sim seria uma verdadeira formação contínua. Não podemos querer que um professor no final de um dia de aulas, frequente uma ação de formação, sabendo que quando chegar a casa tem ainda que preparar as aulas para o dia seguinte. Quando falo em dignidade é criar as condições para que nos atualizemos e nos aperfeiçoemos sem prejudicarmos a qualidade das nossas aulas e os nossos alunos. Ou estou focado na minha formação ou estou focado na qualidade das minhas aulas e nos interesses dos meus alunos”, sublinha Carlos Silva.

 Há quem defenda capacidades a atingir em cada etapa do seu progresso profissional, desde o professor «estagiário» até chegar a «mestre» na profissão:Não partilho dessa estratificação de professor “estagiário”, “contratado”, “efetivo” ou outro qualquer designação. Para nós, são todos professores, uns são mais jovens, outros mais experientes, mas somos todos professores. E a nossa obrigação é sermos capazes de partilhar estratégias, metodologias, matérias e experiências, como professores devemos adotar uma atitude otimista e positiva perante as dificuldades que nos vão surgindo ao longo da carreira. Uma carreira que sabemos que não é fácil, mas que é sem dúvida uma das mais nobres profissões que existe. Alias, Professor ao contrário do senso comum, é a mais antiga profissão do mundo, pois não haveria evolução do ser humano se um individuo não tivesse ensinado a outro, como sobreviver às intempéries, aos riscos e aos perigos que os mais remotos antepassados da nossa espécie sofreram”.

 

As capacidades, segundo, o entendimento de outros docentes, não são só pedagógicas. Há que ter a capacidade de se adaptarem aos alunos que têm pela frente e aclararem diferentes estratégias, de comunicação, de se relacionar com pais, colegas e diretores são importantes. Outro entendimento e à medida que os professores vão alcançando diferentes patamares, com o apoio da escola, devem ser compensados financeiramente, enquanto a definição de metas e avaliação também se deve aplicar aos diretores das escolas. Quer manifestar-se quanto a estes itens? “A um professor hoje em dia é pedido que desempenhe diversos papeis, e muitas vezes papeis muito difíceis, com grande carga emocional, o que nos leva muitas vezes a alterações da nossa estrutura psicoemocional, e que nos leva a equacionarmos valores e conceitos que tínhamos como garantidos. Não é fácil quando vemos os nossos alunos sofrer. E em determinadas idades os nossos jovens sofrem muito, porque crescer custa muito, dói e magoa. Mas crescer e envelhecer são coisas extraordinárias que fazem parte da vida, e nós professores trabalhamos com a vida, com o futuro, com seres humanos que querem ser mais felizes e queremos contribuir para isso. Por isso é evidente que um trabalho tão especializado e carregado de tantas emoções e sensações gera um desgaste psicológico e físico que deve ser compensado, inclusive financeiramente. Repare que em relação às responsabilidades que a nossa profissão assume para com a sociedade, com a comunidade e com o coletivo nacional somos a profissão pior remunerada”.

 E quem avaliaria? É a favor de uma inspeção independente e constituída por professores, mas de outras escolas? “Sobre a avaliação de professores, diretores e de Escolas penso que devemos ser supervisionados e auditados para depois sermos avaliados. Isto é, primeiro é necessário fazer supervisão, acompanhando, orientando, corrigindo, apresentando e propondo outras estratégias e metodologias, para que se possa evolui e ganhar novas qualificações pedagógicas e científicas, depois é necessário efetuar auditorias que originem planos de melhoria credíveis e exequíveis, para depois executar a avaliação e a classificação da Escola, do diretor e dos professores. Isto num processo sistematizado bem planeado e com um cronograma bem definido que seria executado por equipas externas ligadas a entidades externas às escolas, mas que conheçam as escolas e a sua realidade. Cada escola deveria ter uma equipa externa de acompanhamento e auditoria. Só podemos melhorar se identificarmos os nossos pontos fracos para os transformarmos em pontos fortes. As Escolas podem sempre melhorar, e querem melhorar. Mas não será com este tipo de avaliação que isso vai acontecer"

 É melhor não conhecer os avaliadores para se evitar constrangimentos pessoais? Há quem coloque a questão da competência de professores de fora para avaliar outros? O que se deve fazer, nomeadamente aos avaliados negativamente? “Se o processo de formação à entrada da universidade selecionar aqueles que realmente estão vocacionados para formar e educar crianças e jovens. Se a formação inicial for exigente e com rigor científico e pedagógico. Se a formação continua for uma formação séria e eficiente quer do ponto de vista da atualização científica e didática, quer do ponto de vista pedagógico, efetuada nas universidades. Se os professores mais experientes tiverem parte da sua componente letiva destinada a acompanhar e a apoiar os professores mais jovens. E se o papel da Escola for valorizado e reconhecido pela comunidade. Dificilmente terão professores avaliados negativamente, pois qualquer inconsistência didática, científica ou pedagógica terá sido retificada no momento certo”.

 Acha que, há uma boa oportunidade de fazer alterações na formação, colocação e avaliação dos professores, uma vez que nos próximos 10 anos deixarão o sistema milhares e há uma nova geração a entrar? “Como disse anteriormente é urgente e essencial fazer uma reforma adequada aos objetivos e aos desafios do futuro. No nosso Agrupamento desde 2007 quando assinamos o primeiro Contrato de Autonomia que percebemos que no futuro (já hoje) um jovem que não domine as ferramentas informáticas existentes e pelo menos não fale duas línguas estrangeiras estaria num novo paradigma da iliteracia. Razão pela qual no currículo dos nossos alunos, o estudo da Informática inicia-se no 1ºano e decorre sequencialmente até ao 9º ano de escolaridade. Enquanto começa a ter contato com a Língua Inglesa a partir dos cinco anos, ainda no Pré-escolar, desenvolvendo-se a sua aprendizagem até ao final do 9ºano. No 5ºano de escolaridade todos os nossos alunos têm uma segunda língua estrangeira obrigatória, o que penso que será caso único nas escolas públicas nacionais. Por outro lado a área das expressões, que é essencial para o desenvolvimento integral das nossas crianças, tem nos nossos Jardins de Infância, uma importância especial, razão pela qual desenvolvemos semanalmente, com o apoio de professores especializados, momentos de Expressão Plástica, Expressão Musical e de Expressão Dramática e Corporal. Momentos esses que têm sequencialidade pedagógica, com o mesmo procedimento durante os quatro anos do 1º ciclo. Também o Desporto e a Expressão Física e Motora são considerados essenciais para que os nossos alunos tenham bem-estar e uma vida saudável, desenvolvendo nós um trabalho sistematizado e rigoroso desde o Pré-escolar até ao final do 3º ciclo”.

 Foram registadas cerca de 20 alterações aos processos de avaliação nas escolas portuguesas nos últimos 16 anos por vários ministros da educação. Será que os governantes na área da educação pretendem ficar na história como profetas do ensino, em vez de procurarem a estabilização e manutenção dos respetivos programas? “Conhece o átrio da entrada da sede do Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro em Lisboa? Pois nesse átrio do ministério mais importante para o desenvolvimento da Nação, não existe nenhuma referência à educação, às crianças, aos jovens alunos, ou aos professores. Está decorado (?) com fotografias de todos os ministros da educação… penso que isto por si só responde à sua questão”.

Afinal que propostas e alterações foram apresentadas pelos responsáveis do Ministério da Educação do atual governo?

 No passado dia 13 deste mês o novo ministro da educação esteve reunido com os diretores das Escolas do Algarve, para explicar o que vai mudar no sistema de avaliação externa. Teremos provas de aferição no 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade já este ano letivo. Os exames nacionais de Português e de Matemática do 9.º ano mantêm-se no calendário escolar, e os testes de inglês PET – Preliminary English Test, da Universidade de Cambridge, são suspensos. Passaremos a ter provas de aferição e os testes nacionais do 9.º ano após a última semana de aulas. No 2.º ano, são feitas provas de aferição a Português e Matemática, ambas com uma componente de Estudo do Meio. Em 2016/2017, estas provas de aferição terão uma componente na área de Expressões. Neste ano letivo, no 5.º e 8.ºanos, são feitas provas de aferição, a Português e a Matemática, estas provas de aferição, não têm influência na avaliação final dos alunos. Os resultados serão devolvidos às escolas, para análise, e transmitidos aos encarregados de educação. Tememos que esta ansia de legislar e de mudar, e de reformular não termine aqui. As Escolas saberão dar as respostas adequadas para garantirmos a estabilidade e a serenidade necessárias para que o processo de aprendizagem decorra com normalidade”.

É sabido entre os alunos, pais e encarregados de educação que o Diretor Carlos Ferreira da Silva, para além, de professor por convicção, é um homem de consensos, dialogante e sempre interessado e pronto para ajudar quem precisa no âmbito das suas funções. Igualmente, são conhecidas, as boas relações que mantém com a Junta de Freguesia de Armação de Pêra e, das outras localidades que pertencem ao Agrupamento de Escolas Silves Sul, bem como com as demais instituições, colaborando em prol das populações e que não tem que estar diretamente relacionado com a educação. O que o levam a ter esta boa relação, ou a educação deve começar em casa das pessoas, nas ruas, e todos, incluindo as instituições têm responsabilidades para com os jovens? “Em primeiro lugar dizer que o Agrupamento se orgulha do facto dos parceiros institucionais, Câmara Municipal de Silves e Juntas de Freguesia de Tunes/Algoz, Alcantarilha/Pêra e de Armação de Pera, acreditar no nosso projeto e nos apoiarem incondicionalmente. Depois referir a importância que as Associações Sociais e Culturais, e os Clubes Desportivos têm para a concretização do nosso Projeto Educativo. Referir ainda o apoio de inúmeras empresas e empresários locais que nunca negaram qualquer apoio solicitado pela Escola. Estes apoios são concretizados de forma empenhada todos os dias e a Escola está reconhecida por isso. É maravilhoso quando uma Escola pode dizer, como é caso da nossa, que a sua comunidade se revê no trabalho que fazemos, que confiança no nosso empenho, que acredita no profissionalismos dos nossos funcionários e dos nossos professores e no esforço que todos nós desenvolvemos para que os nossos alunos venham ter no futuro  um projeto de vida consistente. As famílias são essências para que a Educação tenha sucesso. Daí a importância que damos aos Pais e encarregados de educação. A nossa disponibilidade para os escutar e para ouvir as suas sugestões deve ser total, não podemos esquecer que os Pais confiam na Escola. Se assim não fosse não nos confiavam todas as manhãs o que têm de mais precioso, os filhos. Não os podemos desapontar, temos e damos sempre o nosso melhor, todos os dias, em todos os momentos. Costumo dizer que para que tudo corra bem na Escola basta tratar as nossas crianças e jovens como gostaríamos que tratassem os nossos filhos. Tem que ser a comunidade a dizer como quer que a Escola seja, pois a Escola é da comunidade”.

 Finalmente, como sente e vê o Agrupamento de Escolas Silves Sul no presente ano letivo e no próximo futuro? “Aplicámos no novo Agrupamento Silves Sul, muitos conceitos, consolidados no projeto de autonomia do antigo Agrupamento de Escolas de Algoz, que remontavam a 2007. Tal procedimento permitiu a conceção pelo novo agrupamento de uma identidade e de uma imagem de marca própria, resultante da capacidade de redefinir a sua missão e os seus objetivos, projetando, organizando e controlando de forma sistemática o desenvolvimento das suas atividades em função do contexto em que se inserem, com o envolvimento dos diversos parceiros, preservando a qualidade e especificidade do serviço público da educação. O Agrupamento de Escolas Silves Sul diferencia-se positivamente das outras escolas da região, pela qualidade e excelência do seu ensino, pela oferta formativa diversificada, pelo plano de estudos único e inovador, e principalmente pelo sucesso académico e escolar. Temos uma Escola, onde as aulas são de 60 minutos, com equipas pedagógicas por ano de escolaridade, efetuamos reuniões semanais dos conselhos de ano, desenvolvemos uma cultura de mérito e o fomento do sucesso pleno (sucesso escolar a todas as disciplinas). No Pré-escolar introduzimos uma vertente mais acentuada da Prática da Psicomotricidade e da Expressão Artística. No 1º Ciclo reforçámos a aprendizagem da Língua Portuguesa e da Matemática de modo a que todos os alunos transitem para o 2º ciclo sabendo ler e escrever de forma consistente e dominando as operações matemáticas básicas; reforçámos as atividades experimentais na Área de Estudo do Meio; iniciámos a aprendizagem de Inglês e da Informática a partir do 1º ano; reforçamos a aprendizagem da Educação Artística e da Expressão Físico-motora; e introduzimos o Desporto Escolar a partir do 3º ano. No 2º ciclo e 3º Ciclo, demos especial atenção ao reforço da Língua Portuguesa e da Matemática com aulas práticas com um par pedagógico uma vez por semana em sala de aula; introduzimos uma segunda língua estrangeira obrigatória desde o 5.º ano ( os nossos alunos no 2º ciclo aprendem logo duas línguas estrangeiras); e a aprendizagem das TIC desenvolve-se em todos os anos de escolaridade do ensino básico. Temos com base neste Contrato de Autonomia desenvolvido um trabalho rigoroso e preciso, numa lógica de progressiva autonomia, antecipando inovações curriculares e pedagógicas que a administração educativa tem acolhido e tem tentado generalizar a nível nacional. Temos conseguido apresentar resultados de gestão muito satisfatórios que nos permitem consolidar práticas educativas e organizacionais que se traduzem no alcance do sucesso académico através de uma prática de rigor e exigência, de trabalho e de estudo, à qual os nossos alunos se adaptaram e os pais e encarregados de educação agradecem. Por tudo isto sinto-me muito honrado e feliz por pertencer a esta maravilhosa equipa do Agrupamento Silves Sul. Quanto ao futuro tenho a certeza que a nossa comunidade e os nossos parceiros continuarão a apoiar o Projeto Educativo do Agrupamento para que os nossos alunos venham a ser homens e mulheres felizes, capazes de construir um futuro melhor e mais feliz. Pela nossa parte mantemos o compromisso de trabalharmos com empenho e dedicação, para uma escola pública de qualidade e excelência”.

Entrevista e fotos: João Pina

 

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