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João Leote - a grande revelação do fado - mora em Portimão e canta no Boa Esperança

O Algarve sempre foi e, felizmente continua a ser um genuíno viveiro de artistas, músicos, poetas e escritores. Alguns atingem o estrelato, mas têm de sair da região e procurar outros destinos para viver e dar azo às oportunidades de triunfar; outros ficam pelo caminho, ou passam a carreira a atuar nos bares, hotéis e casinos algarvios para sobreviver.

Há dias, descobrimos um jovem estudante de Portimão, que diz que não abdica dos estudos, mas tem a paixão pelos palcos, possuidor de uma excelente voz, boa presença, facilidade em aprender, simpatia a rodos e a humildade necessária para não se «armar em vedeta».

Senhores e senhores, apresentamos o jovem talentoso João Leote.

João Filipe Nunes Leote, 17 anos, natural de Portimão, estudante do 12º ano na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, no Curso de Ciências e Tecnologias, área da Saúde e Ciências Farmacêuticas, está a dar que falar por cantar e representar como «gente grande» no palco do Teatro do Boa Esperança.

O João Leote, à primeira vista é, um jovem como centenas de outros que se veem na rua, nas escolas, ou seja, um rapaz normal, no entanto, acaba de saltar do anonimato para a ribalta dos palcos das cantigas e da representação de um dia para o outro.

É, há cerca de um mês, a grande revelação do Teatro do Boa Esperança Atlético Portimonense, integrado no elenco da Revista à Portuguesa “Eles Querem €… Fado e Baile” e, o público rende-se à sua voz, postura e desempenho  ao lado do mestre Carlos Pacheco que lhe deu a mão ao fim de três anos para pisar os palcos.

O ator e encenador das últimas revistas do Boa Esperança disse no no final da peça, que o jovem fadista um dia e, já lá vão três anos, lhe havia pedido para entrar na revista. “Ele frequentava a nossa Escola de Fado, era um gaiato de 14 anos, na altura tínhamos como atração a fadista Ana Marques e não dava. «Vai aprendendo e continua a estudar que qualquer dia chamo-te». Não era fácil, até porque a revista sempre teve como atração uma fadista e não tinha a certeza de que uma voz masculina agradaria, quanto mais um jovem desconhecido”, explicou Carlos Pacheco. Como continuou na Escola de Fado e a cantar por aí, “este ano arrisquei e em boa hora”, finalizou o ator e presidente do Boa Esperança Atlético Portimonense.

No final de um espetáculo da revista, o «Algarve Mais News» conversou de uma forma informal com João Leote que referiu: “Desde pequeno que gostei de cantar, mas só me iniciei no fado quando abriu no Boa Esperança a Escola de Fado, comecei a gostar cada vez mais. Depois passei a receber convites para cantar em alguns restaurantes e concursos de fado e aqui estou. Ainda parece um sonho”, esclarecendo, porém, que só aos 14 anos é que se inscreveu na Escola de Fado. “Sempre ouvi fado a partir dos nove anos em casa na rádio, aliás, só eu é que gosta e que ouve fado”.

João Leote não esquece os ensinamentos e não se cansa de agradecer aos músicos Vítor do Carmo e Tó Correia da Escola de Fados, e questionado como se sente por ser acarinhado pelo público, diz: “A aceitação das pessoas tem sido muito positiva, têm gostado muito, os colegas dizem-se que estou a ter um bom desempenho nesta revista”. Quando à família, refere que gostam muito e quanto ao futuro: “É natural que surjam alguns convites porque a revista tem muita visibilidade, mas o principal objetivo é aprender cada vez mais porque esta experiência é diferente do que tudo o que tenho feito, É isso, aprender e evoluir cada vez mais”. João Leote afirma que por ser ainda jovem tem facilidade em aprender os textos e que também gosta de teatro. “Até porque desde pequeno que venho ver as revistas do Boa Esperança. Sempre tive este sonho de um dia estar ali (no palco), e só aqui em Portimão é que vi o teatro de revista, ainda não tive oportunidade de ir a Lisboa ver os grandes musicais”, adiantou o jovem cantor e ator. “Já ouvi falar nos espetáculos do La Feria, mas nunca os vi, espero um dia ver”, acrescentou e, seres um dia convidado, perguntámos: “(Quem sabe (risos) ”.

Entrevista; João Pina

Fotos: Robson Studio

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