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“Eles Querem €… Fado e Baile”, em Armação de Pêra, na noite de 29 de julho . “Vai ser giro e rir até ao fim e, até nós, no palco nos descontrolamos a rir às vezes”

 “Eles Querem €… Fado e Baile”, pelo que se aguardam que milhares de pessoas a passar férias na vila de Armação de Pêra vão estar presentes na noite de 29 de julho, nos jardins panorâmicos do antigo Minigolfe para rir à gargalha com o melhor espetáculo de revista à portuguesa e exibição nos palcos do país. A popular revista do “Boa Esperança de Portimão” regressa, assim, através e responsabilidade da Junta de Freguesia, sob a liderança de Ricardo Pinto, a Armação de Pêra, repetindo, decerto o sucesso que apresenta há mais de meio século.

 É o espetáculo do povo para o povo, no qual a burguesia e os novos-ricos são retratados com barrigadas de riso servidos pelo mestre do improviso, Carlos Pacheco, portimonense de gema que vive para o teatro e do teatro.

 Desde o passado mês de fevereiro, data de estreia da revista no Teatro do velhinho Boa Esperança, no entanto, acolhedor e com o mínimo de condições para a cultura e entretenimento na cidade capital do barlavento algarvio, que esgotou em todas as sessões às sextas-feiras, sábados e duas matinées aos domingos, ou seja, cerca de 30 mil espetadores já aplaudiram a revista.

 Nos dias de hoje é «obra», nem nos bons tempos do Parque Mayer, em Lisboa, ou Sá da Bandeira, no Porto – a tradicional revista de carnaval do Boa Esperança de Portimão em cena até ao mês maio em Portimão e depois em tournée pelo Algarve até setembro/outubro – contínua sem perda de público.

 De êxito em êxito, Carlos Pacheco, a «alma genial» da troupe portimonense a longevidade das revistas mantém-se ao longo dos anos com muitas horas de ensaios e de preparação técnica e a confeção das roupas, cenários e o mais difícil é compor os textos e músicas sempre diferentes e da autoria do referido Carlos Pacheco que comanda cerca de 30 pessoas, entre bailarinos, atores, carpinteiros e técnicos de som e luz.

 Nesta temporada sobem ao palco, além de Carlos Pacheco, os atores Flávio Vicente, Telma Brazona, Sandra Rodrigues e Miguel Ângelo, que entre o guião escrito e decorado, improvisam muito com grande à vontade e profissionalismo e seguram as deixas do público e inventam sem desnorte do quadro.

 Carlos Pacheco referiu ao «Algarve Mais Notícias» acerca do espetáculo a apresentar em Armação de Pêra: “Continuamos a fazer crític porque é um mal necessário da Revista à Portuguesa e gostamos muito. No entanto, criticamos com leveza para que as pessoas descontraiam e continuem a vir. Não queremos aborrecer com as politiquices e as desgraças do país. Queremos dar-lhes noites bem passadas, que riam porque o rir faz bem e não paga por enquanto Iva” e a finalizar a conversa informal, o artista salienta que a grande revelação desta revista é o jovem João Leote, ou seja mais uma descoberta do Boa esperança: “O João já há três anos que quis entrar no espetáculo, na altura, disse-lhe que noutra oportunidade iria mostrá-lo ao grande público. Este ano e, para não ter sempre uma fadista, que, aliás, estava indisponível, falei com ele e uma das minhas preocupações foi que conquistasse o que está a alcançar, ou seja, fazer em palco o que lhe pedi e expliquei”, acrescentando:“Existem dois elevados momentos sérios que dão a garantia de um grande espetáculo de revista. A parte cómica e a parte musical. Aproveitei o João para cantar vários géneros musicais e sempre de registos diferentes”.

 Quanto a conselhos, Carlos Pacheco refere que o João é dono de uma voz que já faz dele um fadista de muito bom nível, e que a sua presença no palco como ator conquistou o público que não poupa com aplausos no cada vez que entra em palco. No entanto, acrescenta:“Já lhe disse que é preciso continuar a trabalhar muito e todos os dias. O sucesso é por vezes efémero, para se alcançar demora anos, mas pode perder-se de um dia para o outro. Receitas não há! Além do talento, humildade, seriedade no que se faz, no querer aprender sempre... Nada de vedetismos e de se pensar que se tem o «rei na barriga» para toda a vida”.

 A finalizar e acerca da apresentação do “Eles Querem €… Fado e Baile”, Carlos Pacheco adianta: “Novidades deste espetáculo? São as mesmas de todos os anos, as fofoquices e o que se diz à boca fechada na vila sobre a política local, as «bocas» dos negócios da praia, as possíveis candidaturas à câmara de Silves para o próximo ano, a limpeza, o Clube de Futebol “Os Armacenenses” e o novo plantel que quer continuar a subir de divisão. Sinceramente, ainda não sei, a nossa participação no espetáculo é à base do improviso e do que ouvimos e nos contam no próprio dia da revista”, e “Vai ser giro e rir até ao fim e, até nós, no palco nos descontrolamos a rir às vezes”, finaliza Carlos Pacheco.

 

Modificado emquarta, 13 julho 2016 11:03

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