Dia: 19 de janeiro

O outro lado de Fidel Castro que chegou a ser mais rico que a Rainha Elizabeth

Ontem, acordei com a morte do ditador

Emocionado, armado em lírico romântico,

escrevi poema de homenagem ao fingidor

Em poucas horas soube da vida de cântico

e, que, em 47 anos roubou o povo sem dor

morrendo, como dono de Cuba excêntrico,

riquíssimo, qual guerreiro, imperador sedutor

O meu olhar a Fidel aquando recebi a notícia da sua morte

Hastala vista 

Partiste pela noite, no silêncio

do mundo, meu herói de palavras

doces a mel, também, amargosas,

e de raciocínio aguerridas saborosas

Foram, meses e anos, Fidel Castro

a reinar a Ilha de Cuba, bem a fundo,

como o último baluarte comunista

na luta contra o império capitalista

Partiste em paz, aos noventa anos,

nesta noite, de 25 de novembro,

sofrendo pelo povo de mil danos

Lutaste pela utopia da esperança

e deste aos cubanos a contradança

de sorrisos de Hastala vista,

cantando a alegria d' amores mista

e, da desgraça dos teus, fizeste a graça

do povo cubano que hoje bebe pla taça

com a bandeira que ninguém ultrapassa

O outro lado de Fidel Castro que chegou a ser mais rico que a Rainha Elizabeth

 De acordo com a classificação da Revista Forbes dos 10 governantes mais ricos do mundo, a fortuna de Fidel Castro cresceu muito nos últimos anos, uma vez que, em 2003 era estimada em 110 milhões de dólares.

Passados dois anos depois (2005), a sua riqueza cresceu para 550 milhões ded dólares (quantia cinco vezes maior), segundo notícias da agência EFE divulgada no jornal uruguaio El Observador.

A sua fortuna chegou a 900 milhões de dólares em 2012, ou seja, o património dobrou. “Nós supomos que Fidel Castro tem o controle económico do país através de uma rede de empresas estatais, incluindo o Centro de Convenções, Cimex, lojas de varejo e a empresa Medicuba, que vende vacinas e outros produtos farmacêuticos produzidos em Cuba”.

Parte da fortuna advém, também, da produtora de rum Havana Club, que foi vendida por 50 milhões de dólares à francesa Pernod Ricard, segundo dizem especialistas, esta verba só pode ter sido reunida dessa forma.

Em 2012, o presidente cubano era o sétimo líder mais rico do mundo, segundo a Forbes, sendo que, as rainhas Elizabeth da Inglaterra e Beatriz da Holanda ficaram abaixo de Fidel na classificação, cujas fortunas somadas foi estimada em 800 milhões de dólares.

Porém, acima da sua fortuna, ainda estavam: rei da Arábia Saudita, Abdullah Bin Abdelaziz, que estava no topo da tabela, com 21 bilhões de dólares, seguido pelo sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, com 20 bilhões; o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa bin Zayed Al Nahyan, com 19 bilhões de dólares; o Emir de Dubai, Rashid bin Mohamad, com 14 bilhões, o príncipe de Liechtenstein, Hans-Adam, com 4 bilhões, ou Príncipe de Mônaco, Albert II, com um bilhão de dólares.

O estudo de 2012 aponta que Fidel Castro passou para trás fortunas como: do presidente africano da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que somava 600 milhões; da Rainha Elizabeth II da Inglaterra, com US 500 milhões e, finalmente, da Rainha Beatriz da Holanda, com 270 milhões.

Como se explica a riqueza de Fidel Castro?

É o que mostra o analista político equatoriano Héctor Cespede, conforme publicação no site Al Final:

Grande parte dos frutos gerados pela economia cubana vai para os bolsos de Fidel, que com a outra parte paga a fidelidade dos generais que mantêm sob mão de ferro o povo cubano. Além disso, a venda do petróleo da Venezuela, 40 por cento do turismo de negócios e a venda de moeda estrangeira na ilha tornaram-se monopólio absoluto dos irmãos Castro há várias décadas, já que, mensalmente, os irmãos Castro se apropriam de cerca de 30 milhões de dólares, segundo fontes de inteligência.

Alguns exemplos do patrimônio de Fidel Castro: 30 mansões espalhadas pelo país; a casa onde Fidel mora, que tem sua réplica exata no subterrâneo, que serve como abrigo antinuclear onde se pode, teoricamente, permanecer 12 meses sem sair e que o povo cubano desconhece; a frota de Mercedes Benz blindados de Fidel.

Os irmãos também adquiriram um avião Iliuchin particular de mais de 100 milhões de dólares e outro VIP, que estão prontos 24 horas por dia para realizar a fuga da família no caso da queda do regime; helicópteros particulares; a ilha particular em Cayo Piedra, entre outras.

Ex-segurança de Fidel Castro revela vida luxuosa do ditador

“Apesar do que sempre fala, Fidel Castro nunca abandonou os confortos capitalistas, nem escolheu viver com austeridade. Muito pelo contrário, o seu modo de vida é de um capitalista sem limites”, diz o ex-guarda-costas do “Comandante” no livro “La Vie Cachee Fidel Castro”, com possível tradução de “A Vida Oculta de Fidel Castro”, segundo divulgação no Portal Conservador.

O livro escrito pelo jornalista francês Axel Gylden conta a história que nenhum idealista quer ouvir: o “paraíso socialista” é governado há 55 anos por homens que vivem com luxos inimagináveis para muitos líderes de avançados países capitalistas.

Em entrevista ao The Guardian, Gylden adiantou alguns detalhes chocantes. Por exemplo, o ex-presidente cubano vive na ilha privada de Cayo Piedra, localizada ao sul da Baía dos Porcos, e conforme descrito por Sanchez, lá foi construído um Jardim do Éden.

Para sair desse paraíso para o resto de Cuba usa um iate de luxo, a Aquarama II, construído com madeira importada de Angola e quatro motores doados por Leonid Brezhnev, um dos últimos presidentes da União Soviética e que por terra, geralmente se deslocam em Mercedes-Benz.

Porém, as propriedades dos irmãos Castro, não estão limitadas a estas. Em Havana têm as suas próprias mansões, incluindo um Bangalore com porto, um centro médico, uma quadra de basquete e até mesmo uma pista para jogar boliche no telhado.

Entre outras extravagâncias, o ex-presidente sempre se desloca com uma escolta de dez seguranças. Dois deles devem ter o mesmo tipo de sangue e fator, a ser potenciais doadores, se necessário.

Além de fumar os melhores charutos cubanos, é um amante do whisky, sendo o seu favorito, o caríssimo Chivas Regal, importado da Escócia.

As denúncias de Sánchez mostram que seu estilo de vida está longe de ser a negação de que sempre se vangloriou. Nas últimas décadas, ele passou como chefe de governo a acordar tarde e somente começar a trabalhar, depois do meio-dia. Quando era visitado por um de seus amigos, como o recentemente falecido Gabriel García Márquez, passava grande parte do dia em caça submarina na sua ilha particular.

“Era como um deus. Eu degustava cada palavra que ele falava e acreditava em tudo que dizia, seguindo-o em todos os lugares e também teria morrido por ele”, assim sentia Sanchez e muitos daqueles que serviram Fidel Castro.

Mas então eu percebi que muitas coisas estavam erradas. O líder sentia que “Cuba lhe pertencia.”

“Foi o seu amor pela maneira de ser semelhante a um proprietário de terras do século XIX. Para ele, a riqueza era um instrumento de poder, de sobrevivência política e de proteção pessoal”, dizia o amigo. “E eu continuei lembrando como ele guardava centenas de diamantes em uma caixa de charutos Cohiba”, acrescentando: “Às vezes, Fidel tinha a mentalidade de um pirata do Caribe”.

“Esta é a primeira vez que alguém do círculo íntimo de Castro fala, alguém que fazia parte do sistema e foi testemunha ocular dos eventos que descreveu. Isso muda a imagem que temos dele. Não apenas seu estilo de vida contradiz suas palavras, mas colocam em questão a sua psicologia e motivações”, resume o autor do livro.

 

Poemas de João Pina

Texto compilado da Revista Forbes

Modificado emdomingo, 27 novembro 2016 03:43

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