Dia: 21 de Set

André Sousa do areal da Praia de Armação à Feira do Livro de Lisboa com “Pedacinhos de Mim” sorri e “Jura Amar-te” Destaque

Uma notificação nas redes sociais aguça-me o apetite das palavras desmontadas do trivial e do certinho das frases, ainda que, escritas por um amigo e companheiro da letras de textos ousados e criadores de um romantismo desusado.

João Pina

Carteira Profissional de Jornalista Nº 4 408

Cá longe, junto aos mares do sul, viajo muitas com tais palavras, às costas, bebendo, da prosa deste escritor idolatrado pelas jovens de idade. Mas, sobretudo por idosas jovens de espírito que com ele, André, revivem paixões antigas transversalmente da prosa pintada de delícias sonhosas e, ainda que, esquecendo os meus cabelos brancos apetece-me embarcar agora no barco do amor meio louco à descoberta da afeição pela escrita.

Passando pelas palavras à solta e escritas nas madrugadas, o algarvio filósofo do amor qual cigano da magia sonhadora, faz-nos almejar a utopia do céu-aberto.

"São três da manhã e o sono parece não querer chegar.

As memórias são tantas: os dias vividos, as fotografias espalhadas por esta mesa e a certeza... de que te amo acima de tudo nesta vida.

Poderia passar o resto dos meus dias a escrever-te, a contar-te tudo o que despertas em mim, tudo o que fizeste para mudar a minha história.

No fim de contas, fizeste de mim um homem melhor, um lutador que te abraça nas noites frias, que te beija nos instantes de loucura, que te protege em todos os dias desta nossa paixão".

São desabafos de André Sousa, paridos na penumbra da paixão de um escritor jovem, porém, talentoso, reais ficcionados a partir da vera vida escudada numa paixão secreta, ou pura e simplesmente transformados numa musa que o faz escrever e sonhar um dia d’ enlaçar em mil beijos? “É a vida que se desenha no meu peito. Talvez pela vontade de viver o amor em toda a sua plenitude. É acreditar que o infinito é bem mais real do que cada sonho que conseguimos alcançar.

O amor desenha-se em cada letra que escrevo. Nas frases compostas na madrugada, ou naquelas ondas que me envolvem o corpo em tardes quentes de verão.

Eu vejo o amor em cada expressão, em olhares preenchidos de alma, em sorrisos que se esboçam ao passar de quem deixa a sua marca. Para mim o amor é isso mesmo... algo incompleto que se vai completando todos os dias, em todos os versos, em todos os sentidos”, concluo de ler mais um enxerto de um poema de André Sousa, o escritor nascido e criado em Armação de Pêra, com presença assegurada na Feira do Livro de Lisboa 2017.

Quem é André Sousa?

Tem mais de 140 mil seguidores nas redes sociais, o escritor-fenómeno com presença assegurada no próximo dia 10 de junho, pelas 16,00 horas, na Feira do Livro do corrente ano, na banca da “Chiado Editora”.

Natural de Armação de Pêra, emigrou para Lisboa, lançando em 2010 o blogue "Pedacinhos de Mim" que tem quase 3 milhões de visitas, onde ainda, publica diariamente as suas prosas e poesias, tendo, igualmente, dois livros lançados: um de poesia que já vai na sua segunda edição - "Juro Amar-te" (2015) - e um diário de amor que está prestes a esgotar - "O Homem que me fizeste ser" (2016).

"Amo-te para além do teu corpo.

Dessa pele em que me perco, desse teu sorriso em que me encontro.

Amo-te para lá de tudo aquilo que eu sou,

Muito para além de tudo aquilo que tu és.

Amo-te na simplicidade de um beijo dado à luz do teu amar,

Na esperança de que a saudade irá morrer num abraço,

Num regresso apressado, numa mão cheia de sonhos.

Amo-te para além de tudo aquilo que tens,

Desse olhar que me faz pedir mais, dessas mãos que deslizam sobre o meu rosto,

Desse teu jeito de me mostrares que a vida é feita para se aproveitar,

Para se sentir... em cada momento só nosso.

Amo-te para além de mim mesmo,

Por tudo aquilo que me fazes ser contigo, por tudo aquilo que não deixamos por dizer, por cada história que temos por contar.

Amo-te em cada noite em que nos perdemos nas horas,

Em que nos amamos sem qualquer demora, em que somos bem mais do que o prazer.

É desta forma que te amo...

Sempre que dás tudo de ti, sempre que te dou tudo de mim,

Sempre que não somos o fim...

De um princípio que nunca se esgota em nós".

Passando pelas suas palavras à solta escritas nas madrugadas, o algarvio filósofo do amor qual cigano da magia sonhadora, faz-nos almejar a utopia do céu-aberto.

Conhecendo como te conheço desde garoto a correres pelo areal da praia de Armação de Pêra, questiono-me, aliás pergunto-te, como aprendeste a ser romântico e morares a «tua rua da vida de fábulas ou da aparência da vida». Ou a possibilidade de «residires a meias; de dia como um jovem licenciado que trabalha no meio das ditas pessoas normais e de noite ancorado no vale dos lençóis».

Tais saberes, quais tiradas lá do fundo coração, não fazem parte da aprendizagem das universidades, é, a isto que se chama um «romântico assolapado ou a um escritor vestido de cor-de-rosa flamejando de eterna paixão».

Os sentimentos nunca serão aprendidos. Nem mesmo em cada noite que passamos em claro a delinear textos que são cópias de tudo aquilo que lemos nos livros. A vida divide-se em duas partes: aquela em que não somos nós – carregada de obrigações e burocracias – e aquela em que somos tudo aquilo que queremos.

É nessa parte da vida que encontramos os sentimentos, sempre que não os tememos, sempre que os seguramos com as duas mãos.

O amor que sinto... não o explico. Por isso escrevo quase sem pensar. O que se pensa deixa de ser sentido, correto? Então mais vale ir na maré, largar as amaras (medos) que nos prendem e... chegar a caminhos nunca antes percorridos, sublinha André Sousa.

"Não desistas de mim... não partas e deixes aqui a saudade de tudo aquilo que fomos.

Por maior que seja a distância... faz com que este sentimento resulte.

Jamais poderemos amar aquilo que não nos pertence, mas não é isso que ambos sentimos.

Quantas vezes sonhas comigo?

Eu dou por mim a sonhar contigo toda a noite.

A falta do teu corpo envolve-me e eu sinto que te perco a cada hora que passa.

Não sei o que fazer. O meu desejo parece desvanecer... sempre que ouço um barulho e não te vejo entrares por esta casa.

Quero-te muito para além da dor que o amor nos causa,

Para além das lágrimas caladas que vou colecionando e guardando numa gaveta repleta de recordações.

Não desistas de mim...

Peço-te que não desistas antes de tentar. Antes de tentarmos os dois.

Porque é nesses momentos que vemos a diferença entre uma simples paixão e um grande amor.

E se o sentimento é verdadeiro... será sempre duradouro,

Deixará para sempre a sua marca -

Em tudo aquilo que faças.

Não desistas de mim... assim como eu não desisto de te amar".

Verdadeiro, duradouro, sentimentos ímpares «made in André Sousa», meditados, quiçá, no miradouro da Penha de França e que te acompanham no dia-a-dia de uma maratona sem meta anunciada:

“É no desconhecido que encontro a minha motivação. Deixo-me levar sem pensar seriamente no dia de amanhã.

Acho que acabo por agir como um louco. Porque um louco é livre e vive nos seus próprios pensamentos distorcidos. É isso que me faz avançar, porque nem sempre podemos ser tão sãos (porque a sanidade faz de nós máquinas e essas não conseguem sentir).

A verdade vive sempre em cada um de nós. Eu tenho a minha verdade, a Maria tem a sua verdade e o António tem a dele. E o que diferencia a verdade de cada um? A sua própria forma de ver o mundo.

Por isso vou caminhando - errando e aprendendo, perdendo e conseguindo.

Assim vou vivendo... a amar cada marca que vão deixando em mim”.

Vamos regressar a um passado recente:

Que recordações tem o escritor dos anos de escola secundária e onde? Como era o jovem André? Bem comportado nas aulas, alinhado e sempre com os livros debaixo dos braços, esferográfica ou iPhone preparados para escrever? Ou ainda, num banco de jardim ou numa esplanada em frente à praia de Armação de Pêra? O primeiro emprego? Os tempos de funcionário da Junta de Freguesia de Armação de Pêra e o contato com os seniores da tua terra?

“Confesso que o André sofreu muitas mudanças no seu percurso. Todos nós passamos por fases, por aquela rebeldia de jovens que pensam ter o mundo nas mãos, ou até mesmo por tempos em que nos sentimentos mais em baixo. Recordo com saudade alguns momentos que passaram e agora... olhando para trás, vejo que tudo teve o seu instante para que possa estar onde estou agora.

Nunca fui muito de estudar, preferia viver as coisas, andar pela rua, divertir-me, sentir-me. Só quando cheguei à faculdade é que levei tudo um pouco mais a sério. Licenciei-me em Sociologia e vi que me faltava um pouco mais, que precisava avançar e tirei o Mestrado em Educação Social. Admito que não gosto nem nunca gostei de levar muito certa, gosto que poder ter margem para pensar, para criar, para inovar.

Foi isso que encontrei ao trabalhar durante o tempo que estive com os seniores no Pólo de Educação ao Longo da Vida de Armação de Pera. Mais do que enriquecimento curricular e profissional, ali sai muito mais rico enquanto pessoa. Sei que nunca na minha vida irei encontrar pessoas como aquelas, pessoas que amam sem barreiras, pessoas que abraçam como quem cuida, pessoas que dão tudo o que têm em si. Existem noites em que a saudade aperta, não nego, mas tenho todas elas comigo no coração e isso conforta-me – até aos dias de hoje.

Ter sido acolhido na Junta de Freguesia foi uma experiência incrível. Deram-me toda a margem de manobra para poder criar novos projectos, para poder ajudar todos aqueles que mais precisavam. Foi lá que criei o gosto para procurar e bater a todas as portas para encontrar soluções para quem me procurava com uma mão cheia de problemas.

Tudo isto marcou-me, e ainda hoje em qualquer lugar que esteja falo destas gentes e destes momentos com todo o carinho que posso sentir”, referiu André Sousa nesta espécie de jogo de ping-pong entre o poeta escritor e o jornalista também escritor.

Ainda, sentado, nos muros das «sete colinas dos miradoiros de Lisboa», depois de cinco minutos de olhos cerrados, o que é que os olhos do escritor poeta veem, alcançando o olhar dos muros da Fortaleza de Armação de Pêra com o que vês desses miradoiros milenares de Lisboa?

“Ainda vejo um caminho longo pela frente. A vida é feita de pequenos sacrifícios que nos fazem chegar a grandes vitórias. Passo a passo vou chegando a novos lugares, a novos olhares, a novos corações – de todos aqueles que, mais do que me lerem, sentem tudo aquilo que escrevo.

Sei que aqui tudo é diferente da minha "casa". E a nossa "casa" será sempre só uma. Apesar de maior, nada nos garante que seja melhor. Aqui residem as oportunidades, aquelas bases que precisamos para que a vida nos possa sorrir de outra forma. É aqui que agora encontro o meu lugar, que encontro tudo aquilo que preciso para continuar a seguir um caminho que me tem dado muitas alegrias.

Tenho a certeza que fomos feitos para voar, para irmos para onde quisermos, para sentirmos e vivermos tudo o que pudermos. Mas... quando é para regressar e para sentir... acabamos sempre por regressar ao ponto de partida. É tudo isso que nos torna humanos. E sabe bem sentir-me humano! Sempre que abro a janela, vejo para além do horizonte e consigo sentir o cheiro a mar entrando tão longe dele, daquele mar que me viu crescer”.

 

Modificado emquarta, 24 maio 2017 19:57

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