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Já morreram 64 pessoas e 136 feridos. “TODOS OS ANOS, entre junho e agosto, é sabido que rebenta a época dos fogos

“TODOS OS ANOS, entre junho e agosto, é sabido que rebenta a época dos fogos e há que dar trabalho aos jornalistas, como que castigados voam para as serras atrás dos bombeiros sacrificados, para reportar as tragédias do verão – só que este ano já morreram 64 pessoas e 136 feridos que estavam no sítio errado à hora errada – e, então, a notícia virou tragédia mundial e o país banhado em lágrimas hipócritas quase que festeja como se tratasse de um feito para o Guiness book”.

Por João Pina

Carteira Profissional de Jornalista Nº 4 408

Nestes dias que marcam o fim da primavera e anunciam o início de mais um verão; tempo de excessos quentes e, que não são propriamente ditos mais um verão, mas, também, mais uma época de incêndios.

De grandes fogos, de dias e noites pelas noites adentro em que as televisões nos encharcam de reportagens de serras cheias de mato, pinheiros, eucaliptos, casas, palheiros a desaparecer entre barrotes queimados da mesma forma como os vendilhões da ocasião encharcam os fregueses de patranhas e desculpas escabrosas.

São os faustosos dias da democracia fascista, desta democracia de m**da em que os políticos de direita, de esquerda, do centro e dos blocos do faz de conta, que depois de baralhadas as cartas parciais todos acordam de que descordar não leva a lado nenhum e que votos mais votos vai tudo dar aos mesmos tachos da repartição milionária dos fundos da EU, que maioritariamente não vão para os seus bolsos, mas sim, para as contas em Offshore espalhadas pelos paraísos da roubalheira. 
E, nestes dias de verão de 40 graus à sombra, em que já morreram 64 pessoas queimadas em comunhão de gritos com cães, gatos, vacas, ovelhas, cabras e outros animais amigos, mas, também abandonadas à negligência humana a meias com a estupidez da mentalidade de alguns políticos que só sabem olhar para as suas barrigas ciosas de dinheiro fácil.
Rebobino a fita do tempo num regresso de épocas idas em que existiam centenas de Guardas Florestais, Guardas Rios, Cantoneiros, que a par de GNR, Guardas-fiscais, PSPs. Polícias de Viação e Trânsito, Funcionários da Alfândega, da Carris, Bombeiros e, também, os famigerdos PIDEs e, que eram os braços armados dos sistemas da "velha senhora", igualmente, guardadores das florestas, das ribeiras e dos rios.

A diferença de 43 anos e de mentalidade entre os outros senhores e os de hoje é, que, se antigamente havia cambalhaços podres, hoje há corrupção viva; se nos outros tempos aos ministros não lhes faltava nada; hoje os ministros de uma forma geral, há sempre exceções, ficam milionários num simples mandato, mas não são só os ministros, mas sim e também, a cambada de bajuladores de secretários, assessores todos enriquecem como fios condutores da corrupção ativa. 

Os fogos são um grande negócio, assim, como os do papel que até fazem dólares falsos aos milhares, aos milhões de euros – o papel - que vem dos pinheiros e dos eucaliptos mal ardidos – o negócio dos canadairs, aeronaves de combate a incêndios são um grandioso negócio de notas de mil transformadas em milhares de euros por dia a lançar água mal despejada que nem insetos mata quanto mais apagar fogos e, tudo por falta de vigilantes e manutenção no tratamento das florestas plantadas para arder, uma vez que sem guardas florestais que tiveram de abandonar as casas fortes ao fogo e ir para o desemprego por extinção dos postos de trabalho programado pelos sabichões do tempo dos doutores da classe política/treta/mercenária.

Todos os anos, entre junho e agosto, é sabido que rebenta a época dos fogos e há que dar trabalho aos jornalistas como que castigados voam para as serras atrás dos bombeiros para reportar as tragédias do verão – só que este ano já morreram 64 e 136 feridos que estavam no sítio errado à hora errada – e, então a notícia virou tragédia mundial e o país banhado em lágrimas hipócritas quase que festeja como se tratasse de um feito para o Guiness book.

Esta é a verdade, tal como na grande tragédia na Ponte Entre os Rios há 16 anos, em Castelo de Paiva, em que morreram 59 pessoas, e que depois de uma semana ou duas já não era notícia nos jornais, também, no final de julho esta tragédia de Pedrógão Grande deixa de ser notícia.

Pior que tudo, é que estes males acontecem todos os anos e das promessas de resolver o assunto de uma vez, ou quase, a história repete-se para gáudio dos madeireiros e empresas de papel e seus derivados anos após anos.

E os Guardas florestais e o Guarda Rios?

Enquanto os idosos morrem queimados em suas casas nas serras, os sabichões do tempo na altura dos fogos ordenam o corte das estradas, o fechamento de transportes entre as aldeias espalhadas nos montes, encurralando as pobres criaturas que ficam presas nos quintais a apagar os fogos com baldes cheios de água dos poços das suas propriedades.

Como é possível, que aquelas 64 pessoas que morreram e outras 136 ficaram feridas por que foram impedidas de fugir nos seus automóveis, ou desaparecerem a pé, pelo simples facto de as estradas estarem fechadas sem saída e entrada para as ajudas.

Agora, é tempo de enterrar os mortos, regressar a casa e reconstruí-las.

Esperamos que o dinheiro da EU lhes vá parar às mãos e que não seja preciso que os desalojados apresentem certidões das Finanças e da Segurança Social de que não são devedoras ao Estado Papão…

Modificado emterça, 20 junho 2017 18:34
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