Dia: 19 de novembro

Eleições autárquicas em Armação de Pêra com independentes em maioria pelos partidos Destaque

Estamos a 15 dias das eleições autárquicas e consequentemente para a Junta de Freguesia de Armação de Pêra, presidência e assembleia de freguesia, respetivamente, de Armação de Pêra com independentes em maioria pelos partidos

João Pina
Carteira Profissional de Jornalista Nº 4 408

Foram apresentadas as candidaturas:

CDU - Fortalecer Silves da Serra ao Mar com a sigla - Trabalho, honestidade e competência.

Candidata à Presidência da Câmara Municipal de Silves: Rosa Palma (CDU).

Candidato à Presidência da Assembleia Municipal de Silves: Vítor Rodrigues (Independente pela CDU).

Candidata à Presidência da Junta de Freguesia de Armação de Pêra; Alice dos Santos Estevão (CDU).

PSD - Juntos por Si! Por Armação de Pêra!

Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Silves: Rogério Pinto (PSD).

Candidato à Presidência da Assembleia Municipal: Martins dos Santos (PSD).

Candidato à Presidência da Junta de Freguesia de Armação de Pêra: Ricardo Pinto (PSD).

PS - Armação Melhor

Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Silves: Fátima Matos (PS).

Candidata à Presidência da Assembleia Municipal: Sofia Belchior (PS).

Candidato à Presidência Junta de Freguesia de Armação de Pêra: Mário Nobre de Oliveira (Independente pelo PS)

Em Armação de Pêra verifica-se o que regiamente acontece no resto do país, apenas um alheamento aos políticos, ou um grande «cartão amarelo» às eleições e, depois os habituais queixumes e críticas quanto às políticas dos governos, câmaras municipais e juntas de freguesia nos quatro anos seguintes.

Os portugueses e, neste caso concreto, os armacenenses estão cansados das promessas mentirosas dos autarcas, da sua arrogância do “quererem saber só dos seus interesses, familiares e amigos”, disse um residente há dias, “nem sei se vou votar no dia 1 de outubro”, acrescentou. É esta mentalidade que os armacenenses devem de mudar já no próximo ato eleitoral e, não depois criticar quem for eleito. “E acha que vale a pena votar, todos querem o mesmo, não sei não, aliás, é dia de futebol…”, adiantou outro armacenense enquanto consertava as redes da pesca.

Aproveitamos para apelar através destas despretensiosas palavras – expressem as vossas críticas para melhorar a vila de Armação de Pêra democraticamente e em silêncio no minuto ou dois que é o tempo de votar através da cruz no vosso partido e candidato que julguem o mais capaz – não à abstenção no dia 1 de outubro.

Não vamos analisar nem promover nenhuma candidatura e respetivos cabeças de lista à Junta de Freguesia de Armação de Pêra.

De uma forma geral, desde Ricardo Pinto, PSD, Alice Santos, CDU e Mário Nobre Oliveira, todos prometem resolver o «pesado e grave problema da limpeza em Armação de Pêra», ou seja, a falta de limpeza na vila e os muitos caminhos limítrofes para a povoação. Também, e há várias décadas que, de quatro em quatro anos se fala o que fazer ao «casino velho», à antiga praça, à nova sede da Junta de Freguesia, ao acabamento das obras no Estádio Municipal, às cheias na baixa da vila e à afamada compra de uma parte da praia.

São questões pertinentes, nas quais a Câmara Municipal de Silves tem sempre a primeira e última palavra a dizer e tem de haver bom sendo entre o executivo camarário e as forças da oposição, o que não se tem verificado.

Antes das eleições e durante as campanhas eleitorais e exprimindo-nos em termos populares – é o vale tudo, desde que não se entre em ofensas pessoais – depois, quem ganha as eleições toma posse para “governar o concelho ou a junta de freguesia” e, quem perdeu, toma possa como oposição.

Porém, e durante quatro anos, os líderes da câmara e da junta, com maioria ou sem maioria devem entender-se, não sendo ditadores e quem está na oposição deve exercê-la de forma construtiva.

Da mesma forma, as câmaras municipais e juntas de freguesia, inclusive, que sejam de partidos diferentes e rivais, devem praticar boas relações institucionais e não conviver numa guerra aberta durante os mandatos.

Um problema que Armação de Pêra e Silves registam há décadas, mesmo quando o partido da câmara seja da mesma cor do que lidera a junta de freguesia.
De quem é a culpa?
Desde o «25 de abril» que se cultiva este estado de guerra permanente…

Há que mudar mentalidades de governar e sobretudo democráticas.

Faltam cerca de 15 dias para as eleições, os partidos apresentaram-se com mais ou menos assistências, aliás, podem-se contar as pessoas que são militantes dos partidos de cujas listas fazem parte, pelo que são considerados independentes que «vão a jogo» só por causa de retirar a maioria a um dos partidos que eventualmente venha a ser o vencedor.

Entretanto, o PSD que se apresentou no Largo da Fortaleza registou uma excelente moldura humana e uma boa produção do evento, com excelentes intervenções em que o candidato Ricardo Pinto «arrasou» e explicou que não brinca em serviço.

A CDU teve uma casa, aliás, Largo da Fortaleza com cerca de 300 pessoas e bons discursos dos vários candidatos, com Alice dos Santos Estevão como cabeça de lista e receber muitos aplausos de uma franja da população de Armação de Pêra muito para além dos «pescadores».

O PS apresentou-se na Praceta da Rua Álvaro Gomes, “uma zona que está ao abandono, não fosse as três pastelarias lá existentes. Desde o mês de Junho que está um amontoado de pedras de calçada na praceta, por lá ficaram desde a reparação da conduta de água”, anunciou o candidato Mário Nobre Oliveira, no entanto, recebeu muito pouca assistência, não o impedindo, todavia, de lançar umas farpas ao atual executivo…

Sugerimos aos candidatos que aproveitem bem estes últimos dias de campanha, façam-na «boca a boca», ou «porta a porta», umas almoçaradas e jantares, «cada um paga a sua parte, porque só «postar» no Facebook o que os respetivos amigos e assessores escrevem não vão lá. Em Armação de Pêra, a população idosa não quer saber das redes sociais e os mais jovens não andam no Facebook, pelo que não existem 100 residentes recenseados na vila que leem o que os candidatos publicam.

A finalizar a presente matéria e a 15 dias das eleições autárquicas, como sói dizer-se, "a minha alma está parva" como são escolhidos e aceites os candidatos às juntas de freguesia deste país.

Quaisquer pessoas com licenciaturas, quartas-classes, trabalhadores, desempregados, reformados, aventureiros, velhos, novos, sobretudos, inexperientes, Chicos-espertos. 
Vale tudo, incluindo, uma boa dose de lata para se candidatar.

E o pior deste processo, é que os partidos aceitam tudo e todos.
É preciso é apresentar um candidato e uma lista à pressa.

Sempre aprendi e verifiquei ao longo da vida que para desempenhar determinada tarefa ou concorrer a qualquer emprego, tem de se estudar e adquirir preparação para as funções.

Será que os partidos políticos pedem currículos vitae, pedem informações, ou até registos criminais e policiais dos candidatos a candidatos e averiguam os seus verdadeiros ideais políticos e motivações para as candidaturas?

Não está em causa a seriedade dos candidatos que aparecem no meu subconsciente, mas, um pouco pelo país fora acontecem situações de candidaturas saídas do nada e depois queixam-se da abstenção cada vez mais acentuada.

É, óbvio que, existe candidaturas preparadas com anos de antecedência, estratégias montadas a prazo. Afinal, a política é uma profissão remunerada e com futuro certificado após terminados os respetivos mandatos.

Como diz um amigo meu: "Na política, o melhor «tacho» é ser-se ex-deputado, ex-presidente de junta ou de câmara, por que há sempre a eventualidade de ganhar o Euro milhões, ou seja, chegar a secretário de Estado ou ministro de qualquer pasta".

E, assim, vamos caminhando até dia 1 de outubro e nas eleições não há milagres, nem vídeo árbitros que só veem o que lhes interessa ver...

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