Dia: 19 de janeiro

Financiamento dos partidos ou extorsão legalizada?

Foi aprovado pela Assembleia da República o financiamento dos partidos na semana passada, completamente a socapa dos portugueses, incluindo, a comunicação social tão atenta ao que se passa no Parlamento.

Com estas leis, cessam, ainda e, à pressa os processos crimes por falta de pagamento atempado de Ivas que alguns partidos tinham a correr.

Além, destas benesses que os partidos passam a receber às descaradas como donativos financeiros isentos de impostos, verbas quase impostas por altura das eleições a troco de promessas eleitorais, aliás, extorsões agora legais, aos grandes empresários e empresas com promessas mentirosas por parte de todos os partidos.

Bem à moda algarvia, “está o baile armado” com a lei aprovada, a vergonhaça política passou para as mãos de Marcelo Rebelo Sousa.

Assim sendo, o Presidente da República suspende por uns dias o seu “reinado dos afectos e das selfies” e veta esta merda de lei e recambia-a ao Parlamento, ou assina-a e participa nesta autêntica extorsão de fundos a favor dos partidos políticos, passando, afinal, a ser um político banal sem os “ter no sítio” quando os devia ter…

João Pina

Nos meus desalinhos das horas reviradas

Ando por aqui, nas vidas, diga-se, pelas minhas, ora vivendo e desvendando arrepiando caminhos.

Pela janelas e portas abertas entram-me pássaros de bico aberto a piar por pão aos miolos - lá vai uma carcaça desfarelada -, depois, a gata Nina roça-se ciumenta na perna andante cansada e lá lhe passo a mão pelo pelo preto e branco - revira os olhos - quase a vir-se de comichão à laia de orgasmo felino, toma lá metade de um filete de pescada - lambesse armada em gata fina - como as putas depois de pagas à hora.

Dormi uma sesta noturna, esfrego os olhos antes da meia-noite, assaltei os restos do frigorífico e escuto na televisão que o Prof. Marcelo foi operado à barriga por causa das dores da lei do financiamento descarado aos partidos - mal tenha alta vai de boleia até Pedrogão - e depois de meditar no meio dos pinheiros ardidos, vinga-se das dores que a geringonça lhe provoca e veta a lei dos mamões mercenários que mandam nesta porra de vida...

E, nos meus caminhos da vida, vou-me à vida para vale de mantas...

João Pina

O meu Natal

A Noite de Natal e o dia propriamente dito de Natal de 2017, quiçá, a maior crença religiosa familiar através dos séculos já passaram.

E, a data exploradora, acabou, também, uma das maiores, ou talvez a maior corrida aos hipermercados e afins para comprar fatos, barretes de Pai e Mãe Natal e toda a gama de brinquedos para as crianças, os quais supostamente vão descer pelas chaminés ou postos à porta das casas, apartamentos, vivendas, deixados pelo Pai Natal a pedido das criancinhas, as quais nem sabem quem foi na história, Jesus Cristo, muito menos o teor da Bíblia e, o poder que já teve a “Igreja” e continua a ter.

Apartando, porém, um ou mais milhões de euros que a maioria das famílias gastou em brinquedos para apontar nos cartões de crédito e que terão de pagar a bem ou a mal, recordo, a minha participação natalícia na casa da cunhada ou antiga, já nem sei, mas que considero sempre a minha grande amiga, Eugénia, madeirense de gema, algarvia adotada,como eu, e a viver em Alcantarilha.

Em jeito de homilia cristã, a minha prelecção acerca de Eugénia Santos, daí a minha presença na sua casa em ocasiões festivas, é ter à minha frente uma mulher humilde, séria, mais que mãe, irmã e tia. 
É, acima de tudo, a matriarca da família que tem sempre a porta aberta para receber, ajudar, ceder uma cama, dar de comer, visitar a família e amigos nas horas difíceis, qual “Maria Madalena madeirense” a resolver os problemas de terceiros e a oferecer prendas do seu “Menino Jesus” a todos desde a idade de bebés até aos “entas”.
Sempre gostei e amo a “Mãe Natal”, Eugénia que é pura e tem como sentimentos a fraternidade e espírito humanista, que não põe o barrete de natal, mas que oferece amor e muita amizade…

Assim, ontem e hoje, os familiares mais chegados e a residirem na região e, amigos madeirenses, comeram e beberam a tradicional “carne em vinha de alhos” e sobremesas de fazer limpar os lábios com as mãos doces…

João Pina

 Um ano a chegar ao fim e, mais uma noite 
 a sós comigo só, mas, feliz à hora de jantar 
 sem jantar, até por que almocei com amigos próximos 
 e ainda tenho o sabor da refeição e da companhia 
 vinícola e da minha namorada Nikon que nunca largo.

 No meu retiro criativo, observo apaixonado 
 alguns dos últimos trabalhos deste ano, 
 aliás, destes dias e, como costumo dizer, 
 estes quadros ainda estão na incubadora, 
 precisam de respirar e secar os cheiros das tintas.

 João Pina

 

 

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