Vivaldo Gonçalves num «vai vem» de Lagoa/Armação de Pêra/Lagoa com as contas de uma loja de lingerie, máquina fotográfica e o computador com o olho nos likes no Facebook Destaque
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Vivaldo Gonçalves regressa ao seu Algarve e renasce a paixão pela fotografia, no entanto, afirma que gostava de ter mais tempo livre para ir aos lares de idosos, como já aconteceu algumas vezes, quando o “Grupo SOS Música Popular” vai actuar, para aqueles que bem necessitam do apoio destes e de outros grupos, que os animam naqueles momentos. Enfim é mesmo uma paixão que tenho pela fotografia!
Entrevista: João Pina
Carteira Profissional de Jornalista Nº 4 408
Fotografia: Vivaldo Gonçalves
Vivaldo Gonçalves, nascido e residente em Lagoa, tendo efetuado os estudos secundários na Escola Industrial e Comercial de Silves e, em 1968 ingressou nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), no centro de Alverca, em 1974. Passados seis anos de tropa, o jovem Vivaldo Gonçalves foi para a ”Mague”, “fazer um curso de desenhador/traçador, de seguida fui para uma filial da “Mague”, que era a “Sermague”, na Castanheira do Ribatejo, onde se fabricavam os postes de alta tensão, para a “EDP”, que mais tarde seria a “REN”, relembra o nosso interlocutor, prosseguindo a narrativa da sua vida: “Em 1978, fui para as oficinas da EDP/REN, em Sacavém, para o fabrico dos respectivos postes de alta tensão, na função de programador de trabalhos, em 1985, vim para a Subestação de Tunes, até à reforma”. Ainda, antes do serviço militar na aeronáutica, recorda que na juventude sempre foi um rapaz alinhadinho e brincalhão, com todos os amigos: “e, na altura das férias escolares, ajudava o meu pai nos trabalhos agrícolas no campo e na venda do leite, muitas vezes porta a porta em Lagoa e no Carvoeiro”. Quanto aos amigos de infância, relembra que ainda os preserva todos, “anualmente temos um jantar convívio, que há 30 anos é sempre no dia 15 de Agosto, neste jantar convívio, lá estão alguns amigos de infância, antigos colegas da EICS e também alguns amigos das OGMA”, até por que, “de 1968 a 1985, sempre vivi em Alverca”.
Vivaldo Gonçalves regressa ao seu Algarve e renasce a paixão pela fotografia
“Desde que vim para o Algarve, em 1985, fiquei muito ligado ao ramo de actividade dos meus sogros, uma pequena loja em Armação de Pêra. Em 2002, passamos para uma nova loja que compramos em Armação de Pêra, que é bem conhecida de todos os habitantes e não só, que é a “Loja Mimi Pargana” e demos seguimento à actividade dos meus sogros”.

Aos 67 anos de idade, Vivaldo Gonçalves divide-se no «vai vem» de Lagoa/Armação de Pêra/Lagoa enchendo as 24 horas com as contas da “Loja Mimi Pargana, a máquina fotográfica e o computador com o olho nos likes no Facebook, tudo por que há uns anos, Vivaldo Gonçalves aderiu às redes sociais e passou a publicar as suas imagens fotográficas. Criou, aliás, algumas categorias que hoje em dia já se tornaram obrigatórias dadas ao interesse e gosto dos seguidores, como: «Hora do cafezinho», «Por do sol», «Nascer do sol», «Anoitecer», «Reflexos» e, sem dar por tal, tornou-se num repórter viajante ou de viagens, Aliás, pelo que sabemos, não cobra dinheiro pelas fotografias, publica-as, as pessoas vêem-nas nas redes sociais, devem «sacá-las», mas, este hobby, desde as máquinas, acessórios, combustível e outras despesas de deslocações e horas e horas de máquina em punho tem custos. Como financia tudo isto? É o próprio?, lançamos a questão: “Quanto à paixão pela fotografia, pois sempre tive, mas só depois da reforma, é que o bichinho da fotografia, começou a crescei. Comecei a ter mais tempo livre, mas sempre como um hobby, a loja esteve sempre em primeiro lugar. As fotos começaram com uma máquina Sonyi compacta, depois uma Canon 450D e por último uma Canon 700D, depois claro está, as respectivas objectivas. Entretanto, começo a publicar as fotos no site do “Olhares”, depois no “Google Earth”, ementes, aparece o Facebook e aí os diversos Grupos. Agora, também no “Google Maps”, fotos que tiramos, dos locais por onde passamos e que já conta com mais de 2.000.000 de visualizações, enfim, é mesmo uma paixão e um hobby”, sublinha Vivaldo Gonçalves.
Nas andanças de máquina fotográfica em punho, estamos cientes de que Vivaldo Gonçalves tem fotografado tudo e todos, mas que critérios e escolhas, perguntamos: “No que diz respeito a fotografar pessoas, quando faço, é mais em grupos de amigos e fica mais restrito, embora, saiba que há muitos amigos que gostam de aparecer nas fotos de eventos, mas, também há alguns que não gostam de ser fotografados naquele local. Um dia estava a fotografar um evento num hotel, um senhor chega-se ao pé de mim e disse-me que não queria aparecer nestas fotos no Facebook, eu respondi-lhe que aquelas fotos eram apenas para serem publicadas no site do hotel e era muito restrito, mesmo assim não queria aparecer. Também, há episódios destes, o senhor lá sabia porque é que não queria ser visto …”
Já no que diz respeito a gostos pessoais, Vivaldo Gonçalves afirma: “Gosto muito de fotografar paisagens e lá aparecem os tais reflexos, por vezes tanto nas praias, como edifícios, nomeadamente, nos hotéis por onde passo, também o pôr-do-sol, tanto no campo como na cidade e, por último, também, uns nocturnos que estou a gostar muito de fazer esse tipo de fotografia”.
Fotografia analógica e digital
Com o aparecimento do digital, perguntamos a Vivaldo Gonçalves, o que pensa sobre se as pessoas guardam as fotografias para o resto da vida, sobretudo, para deixarem aos herdeiros, ou acabam por guardar nos computadores e respectivos suportes com os riscos de se perderem? “Entre a fotografia digital e analógica, claro está que a digital, é mais fácil de trabalhar, não gostamos, apaga-se, no entanto, temos que ter mais conhecimentos, tanto para a máquina fotográfica, como para os computadores e se tivermos alguns programas para editar as respectivas fotos, mais conhecimentos temos que adquirir. Se quisermos fotografar tudo em manual, aí torna-se necessário mais conhecimentos, porque o que menos custa, é fazer um clique…”, adianta, completando a resposta, acrescenta: “Com esta questão do digital, a maioria das pessoas guardam as fotos no computador, ou até mesmo no telemóvel, são poucos os que conheço que mandam imprimir as suas fotos”.
Do conhecimento público é, uma recente expedição a Marrocos, em que Vivaldo Gonçalves integrou de objectivas às costas e que deu que falar na zonado Barlavento Algarvio, ao que o próprio responde: “Recentemente fui fazer uma expedição fotográfica a Marrakech, a convite do meu amigo Luciano Marques, da agência de viagens “Olá Europa”, do “Grupo Vamos Fugir”, o que correu muito bem e que culminou depois no passado fim-de-semana 20 e 21 de janeiro, no “Hotel Holiday Inn Algarve”, em Armação de Pêra, a exposição fotográfica da respectiva expedição a Marrakech, com um jantar convívio e pelo que me pareceu, foi um sucesso”.
Antes de finalizar esta pequena conversa jornalística, Vivaldo Gonçalves referiu à nossa curiosidade e de interesse público: “Aproveito para informar, que nunca fiz nenhum curso de fotografia, apenas sou um autodidata, mas o muito pouco que sei, devo aos amigos e à minha persistência. Tem sido a perguntar a um e a outro e eles vão-me dando umas dicas, qual a melhor objectiva para aquela foto, a exposição de tempo, enfim, um sem número de funções que temos mesmo que saber e que ainda tenho muito a aprender” e, quanto ao futuro é peremptório: “De momento apenas publicar as fotos que vou tirando no dia-a-dia em alguns de locais por onde passei. Gostava de ter mais tempo livre para ir aos lares de idosos, como já aconteceu algumas vezes, quando o “Grupo SOS Música Popular” vai actuar, para aqueles que bem necessitam do apoio destes e de outros grupos, que os animam naqueles momentos. Enfim é mesmo uma paixão que tenho pela fotografia!”.
Ver mais imagens fotográficas em baixo na galeria:
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