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Política (41)

“Câmara, fui eu presidente daquela casa, não, não fui (...)"

 Fui eu presidente daquela casa, não, não fui. Se me interrogassem hoje, como a um criminoso, diria que não, veementemente.

Joaquim Vairinhos

Aquela casa é como um castelo inglês, virado a norte e cheio de fantasmas, com bolores nas paredes e líquidos de alquimia nos alicerces.
Sim, e não é de dia que ela trama, é de noite!
Quantas vezes ela me sussurrou em sons cavos das entranhas, erraste.
Nem pensam o que eu ouvia naqueles dias de névoas cinzentas quando intrigas ficam pesadas, insuportáveis.
E como ela se ria, da minha ingenuidade de acreditar que tudo era verdade na transparência dos preliminares.
E eu, infantil, acreditava que todos me diziam o que pensavam.
Altaneiro entrava pela porta principal sem recorrer aos becos na certeza de marcar presença.

Oh, meu Deus que criança fui não percebendo que era dos becos que lhe provinham os maus alimentos.
Mas que podia eu fazer, se a vaidade me atraia pela sua fachada. 

Era como vogar numa nuvem de algodão rosa doce quando lá entrava.
E quando ela dos meus me escorraçava, com sorrisos brancos, puros, a desconfiança não me tocava.
Não, não fui presidente daquela casa.
Aquela casa branca virada a norte é por si governada. Se alguém que entra pela porta grande pensa que a tem, está enganado.
Sorte terá se não sair de lá, por ela, vilipendiado.

Joaquim Vairinhos, 10 de Maio de 2018.

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Mantive ao longo da Basquetebol: Um desporto correcto e excitante minha vida uma relação muito ecléctica com o fenómeno desportivo, bastante para lá do futebol.

(…) “Treinadores, dirigentes e árbitros vestem-se com elegância e tratam-se com cortesia. Cada vez que saio do Rehnus, venho com a alma lavada. Valeu o dinheiro que paguei, todos deram o melhor de si próprios, com suor e mestria nos lançamentos (…)”.

José Mendes Bota

A minha vida uma relação muito ecléctica com o fenómeno desportivo, bastante para lá do futebol.
Fui praticante federado de atletismo e andebol, dirigente associativo no ciclismo e em vários clubes, mas sempre acompanhei com interesse e paixão outras modalidades, num espectro tão vasto que vai da canoagem/vela ao esqui, passando pelo hóquei em patins e no gelo, golfe, futsal, natação, râguebi, voleibol, ténis, até o tiro ao arco não escapa, e que me desculpem os adeptos de outras variantes se acaso aqui as omiti.
A televisão tem permitido com cada vez mais pormenor e conforto assistir a estes espectáculos, mas confesso em causa própria de detentor de lugar certo em bancada de estádio de futebol, que nada se equipara ao espectáculo ao vivo, numa paleta de cores, sons, cheiros e emoções.
Infelizmente, sinto-me cada vez mais distante do chamado desporto-rei, que é hoje imperador em tudo o que pode manchar o ideal desportivo que mantenho intacto no reduto dos valores que perfilho. No futebol (mas não só) acontece o que de pior se poderia imaginar.
Violência e ódio sem limites; um discurso tão reles e tão baixo de dirigentes que deveriam ser modelo de discrição e comportamento; uma lógica materialista que ocupou todo o espaço da lealdade das relações entre os diferentes protagonistas, onde os chamados “agentes de jogadores” contaminam, distorcem e inflacionam as regras (?...) do mercado para montantes absurdos e irreais, e onde os media alimentam e alimentam-se da alienação brutal das massas populares; viciação de resultados, corrupção, comissões em pirâmide.
Tem tudo a ver com dinheiro e com interesses de poder.
Rio de tristeza, ao ver tantos progressistas de outrora hoje rendidos e calados perante esta manipulação mental global de transformação do planeta-bola. Tanto se criticava o antigo regime salazarista pela santíssima trindade da alienação do povo:
Fátima-Fado-Futebol.
Mas a que assistimos hoje senão a doses exponenciais de ópio das mentes?
O fenómeno é geral, mas vivendo no coração de uma Europa desenvolvida e estabilizada democraticamente há mais tempo, só posso testemunhar que Portugal bate todos os recordes negativos a vários níveis.
Aqui onde estou, não vejo telejornais em horário nobre (ou qualquer outro) a ocupar um terço do seu noticiário com rondas tricolores obrigatórias de cobertura de treinos e conferências de imprensa de uma pobreza de conteúdos mais do que franciscana, e intérpretes de terceira categoria.
Não assisto a horas e horas intermináveis e consecutivas de combates verbais, “desinstruídos” e inúteis entre chamados “comentadores” (onde não faltam trânsfugas da política…), a perorar antes, durante e depois do que se passa nos relvados do jogo jogado (quando jogado…), ao mesmo tempo, em simultâneo de todas as estações televisivas nacionais. Não deve haver produção de “chouriços” (conteúdos) mais fácil e mais barata…
Os jogadores agridem-se, desrespeitam os árbitros, queimam tempo de uma forma escandalosa, fazem teatro de má qualidade, o fenómeno futebolístico está a ultrapassar todos os limites da falta de vergonha de todo o tipo de protagonistas.
Perguntar-me-ei: “ainda gostas de futebol?”. Responderei: “ainda, mas cada vez menos!”.
Sinto-me desperto, longe da manada, com o espírito crítico mais apurado.
Sim, se as coisas não mudarem radicalmente no futebol, provavelmente só ocuparei o tal lugar na bancada uma vez por outra, cada vez mais raramente, serei mais selectivo na qualidade dos jogos televisivos que sintonizo.
Tal como noutros tipos de intoxicação, o desmame não é fácil de fazer de um dia para o outro. Precisa de outro leite de substituição.
Chego ao ponto que pretendo atingir com esta espécie de crónica. Descobri em Estrasburgo, onde passei a viver e trabalhar desde há dois anos, as virtualidades de um desporto que nunca tinha presenciado ao vivo: o basquetebol! O SIG Strasbourg é um clube de topo em França, que disputa a Liga dos Campeões na Europa, e do qual me tornei adepto com lugar marcado desde o primeiro momento que entrei num pavilhão que enche até às 6.000 pessoas.
O basquetebol é um jogo limpo.
Por regra, os jogadores não podem tocar nos adversários.
Não há agressões, não há palavrões, nem discussões estúpidas com os árbitros.
Não há um segundo de tempo morto. O cronómetro pára quando pára o jogo, e há limites estreitos para tentar marcar pontos.
Há música motivacional durante todo o espectáculo, entretenimento e distribuição de prendas aos espectadores nos tempos de paragem.
A assistência é correcta e civilizada, numa mescla equilibrada inter-geracional, avôs-pais-filhos-netos, mulheres e homens.
E o resultado do jogo discute-se até ao último segundo na maior parte dos desafios.
Pode uma equipa estar a perder por 10 pontos a 5 minutos do final, e acabar a vencer por 10 pontos de diferença.
É um cenário electrizante, o público envolve-se totalmente no apoio à sua equipa.
Treinadores, dirigentes e árbitros vestem-se com elegância e tratam-se com cortesia. Cada vez que saio do Rehnus, venho com a alma lavada. Valeu o dinheiro que paguei, todos deram o melhor de si próprios, com suor e mestria nos lançamentos.
Não me senti enganado, mas recompensado, mesmo se o SIG aqui ou acolá tropeça no resultado. Aconselho vivamente aos meus amigos que se informem, e experimentem ver por aí em Portugal se tiverem oportunidade. Abraço.
Estrasburgo, 5 de Maio de 2018
José Mendes Bota

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Embaixadora da Ucrânia promete desenvolver a cooperação com o Município de Faro

Inna Ohnivets identifica as vertentes culturais e de negócios como excelentes oportunidades

Numa reunião no dia 15 de março, com o Presidente da Câmara Municipal de Faro, Inna Ohnivets identificou as vertentes culturais e de negócios como excelentes oportunidades, afirmando ser sua intenção fortificar os laços de cooperação com o Município de Faro.

Inna Ohnivets, que se fez acompanhar do Primeiro Secretário da Embaixada, revelou a Rogério Bacalhau que pretende desde logo reforçar a participação cultural na programação da cidade, onde residem 934 cidadãos ucranianos (dados INE, 2015).

A diplomata considera ainda a possibilidade de atrair empresários ucranianos ao nosso concelho, reconhecendo que Faro constitui um território muito interessante para se investir nos dias de hoje, em áreas que vão das novas tecnologias ao turismo.

Para o Presidente da Câmara, Rogério Bacalhau, o encontro foi uma excelente forma de reforçar o relacionamento institucional e também pessoal, com a principal representante do Estado Ucraniano em Portugal, lembrando que este é o país de origem da mais numerosa comunidade imigrante residente no nosso concelho.

As manifestações de interesse sucedem-se comprovando o elevado potencial de atratividade de que o Município de Faro indubitavelmente dispõe hoje em dia, assumindo-se como uma cidade de negócios, conhecimento, lazer e multiculturalidade.

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A Deputada, Ana Passos reeleita Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Algarve

Na sequência do acto eleitoral que constituiu mais um marco na longa história do Partido Socialista, Ana Passos referiu no dia 10 de março, enquanto, presidente reeleita do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Algarve:

, com orgulho que vos saúdo com verdadeiro regozijo, pois este dia representa a continuidade de um projeto direccionado para uma causa tão nobre como a de participar na definitiva consagração dos Direitos das Mulheres”, acrescentando e agradecendo a confiança na candidatura “Igualdade=Mais Justiça Social”, orientada por propostas que visam aprofundar o debate sobre a Igualdade de Género e, “simultaneamente, trabalhar no sentido de serem legitimados os Direitos das Mulheres em todos os setores da sociedade portuguesa”, sublinhando: “Uma sociedade que queremos cada vez mais igualitária, mais justa e mais feliz”.
Segundo as palavras de Ana Passos, deputada na Assembleia da República, o Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Algarve continuará a trabalhar com forte determinação, em articulação com as estruturas concelhias e com a Federação do PS/Algarve, “para que esta seja uma realidade na nossa Região e no nosso País, contribuindo simultaneamente para reforçar a ação política do Partido Socialista e do Governo liderado pelo PM António Costa”.
Ana Passos felicitou, igualmente, Luís Graça, recém-eleito presidente da Federação do PS Algarve, “a quem desejo os maiores sucessos no desempenho destas novas funções. Juntos teremos oportunidade de afirmar a presença do Algarve na linha da frente do desenvolvimento nacional, nos mais distintos pilares que sustentam a democracia portuguesa”, finalizando a sua mensagem “com profundo agradecimento a todas as Mulheres que me acompanharam e às que apoiaram a nossa proposta eleitoral”, formulando: “Muitos sucessos parm todas nós”.

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Luís Graça é o novo Presidente do Partido Socialista/Algarve

O deputado à Assembleia da República e Presidente da Assembleia Municipal de Faro, Luís Graça, foi eleito no dia 10 de março, Presidente da Federação Regional do Algarve do Partido Socialista, em eleições diretas que decorreram nas 16 estruturas concelhias algarvias.

Nas suas primeiras declarações após serem conhecidos os resultados, Luís Graça manifestou o desejo de trabalhar em estreita ligação com António Costa e com o Governo para consolidar os progressos registados na região em termos de emprego e coesão social nos últimos dois anos e resolver alguns problemas estruturais nas áreas da saúde e da mobilidade, que classificou como prioritários na moção ALGARVE MAIS FORTE que vai levar ao próximo Congresso.

“O PS vai abandonar a sua zona de conforto, temos que sair das sedes partidárias e ouvir a Região, os parceiros sociais, as associações empresariais e os sindicatos sobre onde pretendemos estar em 2030 e quais os investimentos prioritários para o Algarve” ,afirmou o presidente eleito do PS-Algarve, sublinhando que quer trabalhar em rede com os autarcas dos municípios e das freguesias, numa lógica de grande proximidade com as instituições regionais, de forma a garantir o cumprimento integral das metas de investimento estabelecidas no Algarve 2020 e envolver a sociedade civil no debate e na construção do próximo quadro comunitário, em linha com as prioridades traçadas para o Portugal 2030.

Paralelamente, os militantes socialistas elegeram os delegados de cada estrutura concelhia ao Congresso Federativo, que decorrerá no dia 24 de março, em Lagoa, a Presidente e a Comissão Política do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas, que continua a ser liderado pela deputada Ana Passos.

                                                           

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Governo renova concessão de gás e petróleo no Algarve contra o parecer dos municípios // Governo questionado // Ministro nada diz

Os cidadãos têm direito a conhecer quais são as opções, com transparência e clareza, sem engano ou dissimulação. E têm direito a fazer escolhas. A apoiá-las ou censurá-las. Sem as conhecer, apenas podem ser iludidos. É isso que tem acontecido.

Por Cristóvão Norte

Deputado na Assembleia da República

O prolongamento dos direitos de prospecção das concessões Lavagante, Santola e Gamba, ao largo de Aljezur, que acaba de ser concedido, é apenas mais um episódio do inaceitável exercício de falta de transparência e clareza.

Compreender-se-á agora melhor a denúncia dos deputados do PSD, no ano passado, quando o Partido Socialista apresentou um Projeto de Lei obrigando à consulta das autarquias aquando dos processos de licenciamento ou renovação de licenças.

De facto, sob a aparência do respeito pelas decisões dos municípios, a consulta passou a ser obrigatória mas não vinculativa.

A Lei parece ter servido, sobretudo, para o Secretário de Estado da Energia ter agora um argumento suplementar, justificando a renovação da licença com o argumento de que foram respeitadas as exigências administrativas e legais, nomeadamente «a consulta aos municípios»...

Em matéria de pesquisa e prospeção de hidrocarbonetos, como se vê, o Governo e o Partido Socialista continuam a dizer uma coisa e a fazer o contrário:

--- com o PS a anunciar as rescisões dos contratos de gás e petróleo no Algarve e, um mês depois, com o Governo a autorizar a realização de um furo de pesquisa, não obstante as mais de 40.000 oposições então registadas no processo de consulta pública;

--- com o PS, na Assembleia da República, a votar favoravelmente uma recomendação ao Governo no sentido da «suspensão imediata do desenvolvimento da exploração e extração de petróleo e gás, convencional ou não convencional, no Algarve» -- e, pouco depois, com o Governo, numa ação de promoção nos Estados Unidos, a apresentar a exploração de petróleo offshore como uma oportunidade de investimento no nossos País;

--- com o anúncio entusiasmado da aprovação de uma Lei que obriga, desde o ano passado, à consulta aos municípios nos processos de autorização ou renovação das licenças de pesquisa – e, agora, em 2018, a aprovar o prolongamento de uma licença de pesquisa contra o parecer favorável dos municípios...

O prolongamento do prazo de prospeção e pesquisa ao consórcio, que o Governo acaba de autorizar, é apenas mais um episódio de um processo em que a falta de transparência tem sido a nota dominante.

Recorde-se que na sequência de uma iniciativa nossa, a Assembleia da República viria a aprovar, em junho do ano passado, uma Resolução recomendando ao Governo:

--- a elaboração, no prazo de 60 dias, de um relatório pormenorizado sobre a situação dos contratos de concessão em vigor, avaliando os aspetos associados ao seu cumprimento do ponto de vista jurídico e ambiental;

--- a apresentação, no prazo de 180 dias, de um livro verde sobre o assunto, envolvendo a comunidade científica e tendo em atenção os pressupostos do Acordo de Paris, que assegurasse um debate alargado do ponto de vista económico, social e ambiental e constituísse a base técnica e científica de apoio à decisão política na matéria.

A verdade é que, passados quase oito meses desde a aprovação da Recomendação da Assembleia da República, o Governo não lhe deu ainda qualquer cumprimento, não tendo elaborado qualquer documento público sobre a matéria.

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“Não, nem pensar, os políticos são mal remunerados. Refiro-me aos políticos sérios, porque outros amanham-se e muito bem”, diz Francisco Amaral

“Não, nem pensar, os políticos são mal remunerados. Refiro-me aos políticos sérios, porque outros amanham-se e muito bem”, nomeadamente quando os senhores membros do governo abandonam a vida política e se encaixam nas empresas públicas ou privadas, com as quais negociaram como membros do governo. Há vencimentos obscenos, que nos envergonham, e também deveriam envergonhar quem os recebe, se essas pessoas tivessem vergonha”

João Pina

Carteira Profissional de Jornalista Nº 4 408

Francisco Amaral, 63 anos, de Alcoutim, médico desde 1981, autarca desde 1993, primeiro e durante duas décadas como presidente da Câmara de Alcoutim e de 2013 que preside à Câmara de Castro Marim.

É, conhecido, como autarca médico e militante do PSD, aliás e, como mote à presente entrevista, o www.Algarve Mais Notícias.pt recorda as palavras recentes de Francisco Amaral nas redes sociais: “Foi curta a minha passagem pela Assembleia da República em 1999. "Aguentei-me" quase dois meses, antes de chegar à conclusão que não tinha vida para deputado da nação. Nunca tinha ganho tanto dinheiro na minha vida. E feito tão pouco. É mais saudável e mais realizador ser autarca numa Junta de Freguesia ou numa Câmara Municipal. Quando nos deixam trabalhar, o que não é o caso, agora, em Castro Marim. 
Fazia eu parte da comissão de saúde da Assembleia da República com o Carlos Martins, que mais tarde foi Secretário de Estado da Saúde e que agora é presidente do C. A. do Hospital Santa Maria. E na comissão de saúde, defendíamos convictamente o SIM á despenalização voluntária da gravidez, mais conhecida por aborto. Eu, como médico, conhecia muito bem o sofrimento silencioso e a tortura fisica e psicológica das algarvias e das alentejanas, quando recorriam às " abortadeiras de vão de escada" de Faro e de Beja.
A votação ia a plenário no dia seguinte. Bastou um telefonema do Cardeal Patriarca de Lisboa para Durão Barroso, na altura líder do PSD, para a orientação de voto ser outra. No plenário, só meia dúzia de deputados do PSD não respeitaram esse sentido de voto. Eu, o Carlos Martins e, imagine-se, Rui Rio, vice-presidente de Durão Barroso. Dos outros três não me recordo...”

Em contato direto com o médico político, Francisco Amaral e, humanista confesso, questionamos: Como mandatário de Rui Rio à Presidência do PSD nas últimas eleições, em seu entender o que vai mudar no seu partido e que consequências poderão ter no Algarve?“O partido, estou convencido, vai passar a ser melhor organizado, com maior participação dos militantes. Irá ser um partido pela positiva, isto é, não fará oposição por oposição, porque o país estará sempre à frente do PSD. Será um partido mais dinâmico, mais sério, mais credível, um partido preocupado com a sustentabilidade do país e, de certeza, que, com Rui Rio à frente, não irá ao fundo, como já foi mais do que uma vez. O Algarve não tem sido respeitado pelos sucessivos governos, aliás, tem sido mesmo enganado ao longo dos anos. Veja-se o que se passa com a Estrada Nacional 125, as portagens da Via do Infante e o Hospital Central. O Algarve irá ter um interlocutor sério, que não diz uma coisa antes das eleições e depois fará outra”, respondeu, como é apanágio da sua parte, ao que o jornalista insistiu: Os algarvios queixam-se de que a região continua esquecida pelos sucessivos governos, nomeadamente, o pagamento de portagens na A2, poucos incentivos às empresas e populações dos concelhos do interior. Qual a opinião de um autarca com décadas de experiência de governação nessas zonas? Essa é a minha opinião, os sucessivos governos têm enganado constantemente o Algarve e os algarvios. A falta de seriedade na vida política e a falta de respeito para com os algarvios, são diárias. Os “yes-man” no Algarve são muitos, como se os interesses partidários, pessoais ou de grupo, fossem mais importantes que os interesses da região. A décalage entre o litoral e a serra é uma consequência disso. São dois Algarves, a duas velocidades e ninguém se preocupa, por exemplo, em matéria de ordenamento do território, as mesmas leis que são aplicadas ao litoral, são aplicadas à serra, o que eu acho que é uma estupidez”, sublinha Francisco Amaral.

Uma das grandes lacunas dos governos, sejam de esquerda, centro ou centro direita são a falta de construção de um novo hospital central e, designadamente, a falta de médicos e enfermeiros nos serviços públicos, incluindo, nos centros de saúde. Como autarca e médico qual a sua leitura? “É exatamente isso. Esse novo Hospital Central do Algarve, se houvesse respeito e justiça do poder central para com uma região que contribui sobremaneira para o PIB nacional, já estaria a funcionar há muito tempo. Assim, aqui estamos. Por outro lado, a saúde tem sido um parente pobre dos governos. Pelos vistos é mais importante a promiscuidade entre a banca/futebol/política/interesses privados e de grupo, etc., que todos nós pagamos”.

Mudando o teor da entrevista, é abordado o tema – saúde – os médicos admitem realizar uma nova greve de três dias no final de Março. Quais as maiores reivindicações e como se pode solucionar a situação de interesse público e profissional? “Os médicos do Estado não têm sido convenientemente remunerados, como muitos outros setores. Daí, abandonarem os hospitais e centros de saúde e irem trabalhar para a medicina privada. Por outro lado, faz sentido, como tem estado a acontecer nos últimos anos, o recurso a médicos reformados e ser-lhes permitido acumular a reforma e o vencimento. Nesta área não há varinhas mágicas e ninguém inventa médicos especialistas. A saúde também não deve ser uma arma de arremesso da oposição contra o poder e vice-versa. Deve haver mais juízo na classe política e trabalharem todos no mesmo sentido, pela positiva e sem demagogias baratas”.

Como médico habituado às urgências no Hospital de Faro, o que diz à publicação das recentes fotografias no caos das macas com doentes espalhadas pelos corredores hospitalares? “É uma realidade que há que enfrentar de peito aberto, encontrar as soluções e nunca esconder ou varrer para debaixo do tapete. Reconhecer que as coisas não estão bem e tentar encontrar as soluções, deve ser uma prática diária dos políticos”.

Médicos a trabalhar nos hospitais públicos e clínicas particulares. Como político e médico o que tem a dizer? As remunerações dos médicos e enfermeiros são justas? “Têm que recorrer às clínicas privadas, porque não são justamente remunerados. Mas, isso passa-se com todos os técnicos de saúde”, enfatiza o autarca médico, aliás, é pública a sua passagem como deputado pela Assembleia da República em apenas dois meses. Que crítica ainda tece desses tempos? “Foi curta a minha passagem pela Assembleia da República em 1999. "Aguentei-me" quase dois meses, antes de chegar à conclusão que não tinha vida para deputado. Nunca tinha ganho tanto e fiz tão pouco. Preferi ser autarca e lidar diretamente com os problemas das pessoas, tentando encontrar as soluções. Umas vezes consigo, outras não. Gostaria de ter uma varinha mágica".

Já agora e, atendendo, ao trabalho da maior parte dos 250 deputados, em sua opinião, este número de políticos acrescido de assessores pelos gabinetes é necessário? “Esse número é demasiado, para o trabalho que é feito. Muitos estão lá em missa de corpo presente e, acima de tudo, na intriga palaciana. Pensava eu que algumas velhinhas da serra eram cuscas…”, adianta com ironia o antigo deputado de apenas dois meses. E, quanto às remunerações dos políticos desde a classe dos ministros, secretários de Estado, autarcas, incluindo presidentes de juntas de freguesia são compatíveis com a responsabilidade dos respetivos cargos e horários de trabalho em defesa das causas públicas, o ora Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim é rápido a responder: “Não, nem pensar, os políticos são mal remunerados. Refiro-me aos políticos sérios, porque outros “amanham-se” e muito bem, nomeadamente quando os senhores membros do governo abandonam a vida política e se encaixam nas empresas públicas ou privadas, com as quais negociaram como membros do governo. Há vencimentos obscenos, que nos envergonham, e também deveriam envergonhar quem os recebe, se essas pessoas tivessem vergonha”, salienta sem papas na língua, Francisco Amaral e, o jornalista desafia o político: Por último, exclusividade dos políticos devido às incompatibilidades, nomeadamente, na classe de deputados? Sim? Ou Não?  ”Sim, sem dúvida. E mais, devia haver um período de “nojo” quando se sai do governo. Os deputados deviam exercer sempre em exclusividade, porque é que os autarcas têm que exercer em exclusividade e os deputados não?"

O cidadão, Francisco Amaral:

Ainda, passa horas na horta tratando das laranjas e da própria terra? “É o meu refúgio quase diário, para destressar dos muitos problemas com que sou confrontado. Além de gostar da agricultura, dos cães, da pesca, da caça, etc".

E, convive com os idosos e menos jovens pelas coletividades, tascas e em visita os munícipes quando andam adoentados? “Gosto de conviver, de beber um copo e de fingir que canto alguma coisa. Gosto de bailes de acordeão e de dançar com as velhotas”.

Ainda, dá consultas aos munícipes no gabinete do presidente da câmara, por sinal, o próprio Francisco Amaral? “Há mais de 30 anos que vou, religiosamente, todas as quintas-feiras, ao Hospital de Faro. Antes fazia voluntariado na urgência, mas agora limito-me a visitar doentes internados e dar-lhes umas palavras de conforto e de ânimo. Também faço a ponte entre os médicos de família e os doentes e os especialistas do Hospital. No meu gabinete, tenho levado a cabo um programa de cessação tabágica, ao qual já recorrem 290 pessoas, com elevada percentagem de êxito".

No seu tempo de Presidente da Câmara de Alcoutim foi implementado a assistência médica móvel numa carrinha com técnicos de saúde à população das aldeias e montes da serra do concelho. Aqui (Castro Marim), implementou a primeira UMS com médico, o que aconteceu para agora ter cessado? “Quando a politiquice e o vale-tudo são mais importantes do que os interesses da população, acontecem estes absurdos. Como não tenho a maioria no executivo, a minha oposição faz de tudo para me dificultar a vida, esquecem-se que a principal prejudicada é a população”, esclarece.

Francisco Amaral é, talvez, o último médico à moda antiga, "João Semana".

Igualmente, o autarca que rompe barreiras e polémicas em defesa da terra e do povo carente. É militante social-democrata, tem arremessos de decisões de “esquerda”. É um bom “conviva” e adepto de boas tertúlias à volta de uma mesa numa roda de amigos, sejam, intelectuais, pescadores do rio, doutores, engenheiros, professores, ou homens e mulheres marcados pelo trabalho de sol a sol no cultivo das terras.

Afinal, como define ou descreve a sua forma de pensar e viver? “Quando se realiza um sonho de criança, quando se faz o que se gosta, quando ajudamos e atenuamos o sofrimentos dos outros, quando ajudamos os outros a serem mais felizes, nós somos felizes. E só isso me motiva. De resto, como costumo dizer à minha querida oposição, é “conversa da treta”, finaliza esta breve conversa jornalística. 

 

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Mendes Bota recebe Prémio Regional «Maria Veleda» 2017

Por deliberação do Júri, por maioria da votação, o Prémio Regional “Maria Veleda”|2017 foi atribuído a José Mendes Bota, candidato apresentado por Nuno Vaz Correia.

O Júri, constituído por Alexandra Rodrigues Gonçalves, diretora regional de Cultura do Algarve, Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura do Alentejo, António Branco, reitor da Universidade do Algarve (UAlg), Idálio Revez, jornalista do «Público», José Carlos Barros, arquiteto paisagista e deputado, Lídia Jorge, escritora, Mirian Tavares, professora e investigadora da UAlg, Natividade Monteiro, professora e investigadora, e Paulo Cunha, professor de Música, analisou as quatro candidaturas propostas este ano para a distinção.

Do conjunto dos candidatos, o Júri deliberou distinguir com o Prémio Regional “Maria Veleda” | 2017, o economista José Mendes Bota, reconhecendo no seu percurso de vida o excecional trabalho, nacional e internacional, desenvolvido no âmbito da cidadania, da ética, da promoção da igualdade de género, da dignificação das mulheres, da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, da defesa dos direitos humanos e da prevenção e criminalização da violência contra as mulheres, tendo sido o principal promotor da Primeira Convenção europeia contra a Violência Doméstica.
Na entrega da medalha de mérito do Conselho da Europa, que lhe foi atribuída em 2015, a presidente da Assembleia Parlamentar, Anne Brasseur, referiu-se a José Mendes Bota como um “verdadeiro Embaixador do Conselho da Europa e da Convenção de Istambul”, para destacar o papel determinante que teve em todas as fases do processo que conduziram à redação, aprovação e entrada em vigor da “Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica”.

Todo o trabalho que desenvolveu em diversos cargos no Conselho da Europa identificam-no com o propósito do prémio e ligam José Mendes Bota ao nome da feminista portuguesa que o simboliza, Maria Veleda, uma lutadora pelos direitos das mulheres.

O Júri destacou também a sua relação com o Algarve na defesa e preservação dos valores sociais, culturais e humanistas, e o trabalho único, e solitário, que desenvolveu contra a exploração de hidrocarbonetos na costa algarvia.

A Direção Regional de Cultura do Algarve felicita, igualmente, os restantes candidatos pelos projetos e ações que cada um tem concretizado e que em muito têm contribuído para o desenvolvimento sócio cultural do Algarve.

Com a criação deste Prémio, em 2014, a Direção Regional de Cultura do Algarve, pretende reconhecer o percurso cultural e cívico de personalidades protagonistas de intervenções particularmente relevantes e inovadoras na Região e dar um contributo à Área Estratégica «Promoção da Igualdade entre Mulheres e Homens nas Políticas Públicas», Medida 21 - Cultura, do V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e não Discriminação a decorrer no período 2014-2017.

O Algarve presta, desta forma, o seu reconhecimento público a José Mendes Bota, uma personalidade com um percurso de vida onde se destaca, não só no âmbito das suas competências políticas, todas as suas ações, associadas à defesa dos Direitos Humanos, evidenciando e dando voz a causas como a Ética, a Igualdade, a Não Discriminação, a Promoção Social, o Desenvolvimento Sustentável e a Defesa dos Valores Culturais.
O galardão, cuja entrega está prevista para o mês de dezembro em espaço e dia a anunciar brevemente, tem uma dotação de 5.000,00€ e uma medalha comemorativa, oferecida pela empresa NOVA CORTIÇA que, desde o início, está associada ao Prémio Regional «Maria Veleda».

Direção Regional de Cultura do Algarve

JOSÉ MENDES BOTA

José Mendes Bota nasceu a 4 de Agosto de 1955 em Loulé (Algarve), Portugal, licenciou-se em Economia, fez uma pós-graduação em Gestão Avançada e estudou Direito. A sua actividade profissional em empresas de referência nos sectores da Banca e do Turismo teve lugar alternadamente com o exercício de cargos políticos electivos exercidos em regime
de exclusividade por opção própria.

Actividade presente e recente:
·Integrou o SEAE em 2016 como Consultor Político e Parlamentar de Alto Nível e Primeiro Conselheiro na Delegação da União Europeia junto do Conselho da Europa em Estrasburgo, onde actualmente reside;
·Foi Membro do Gabinete do Comissário para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, na Comissão Europeia, durante um ano e meio (2014-2016), acompanhando várias áreas como a Bio Economia, Agricultura, Pescas, Florestas, Igualdade de Género e Ciências e Humanidades.

Resumo da actividade pública
·24 anos de actividade parlamentar entre 1983 e 2014 como Deputado à Assembleia da República (III, IV, V, VI, VII, X, XI e XII Legislaturas) e ao Parlamento Europeu (III e IV Legislaturas)

  • Na Assembleia da República exerceu os seguintes cargos:
    - Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação
    - Presidente da Subcomissão Parlamentar para o Turismo 
    - Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Polónia
    - Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
  • No Parlamento Europeu exerceu os seguintes cargos:
    - Vice-Presidente da Assembleia Parlamentar ACP/CE
    - Presidente do Inter-Grupo “Turismo”
  • Membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa durante 11 anos em dois períodos (1988-1989 e 2005-2014), onde exerceu os seguintes cargos:
    - Presidente da Comissão para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens
    - Vice-Presidente da Comissão dos Assuntos Sociais, Saúde e Desenvolvimento Sustentável
    - Vice-Presidente da Comissão para a Igualdade e Não Discriminação
    - Relator Geral sobre a Violência contra as Mulheres
    - Coordenador Político da Rede Parlamentar Europeia “Mulheres Livres da Violência”
    - Vice-Presidente da Subcomissão sobre o Tráfico de Seres Humanos
    - Member do Bureau e da Comissão Permanente

Autor de vários relatórios. Eis alguns dos mais relevantes:
- “Turismo e Desenvolvimento Sustentável” (2008)
- “O Lóbi numa sociedade democrática” (2010)
- “Prostituição, tráfico e nova escravatura na Europa” (2014)
- “Violência contra as mulheres na Europa” (2013)

Teve um papel muito activo, participando em todas fases do processo de propositura, redacção, aprovação, ratificação e entrada em vigor da Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica (Convenção de Istambul).

Foi o autor do relatório sobre “Combate à Violência contra as Mulheres: por uma Convenção do Conselho da Europa”, que incluía a Resolução 1635 e a Recomendação 1847, que viriam a ser aprovadas pela Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) em 3 de Outubro de 2008, propondo ao Comité de Ministros a elaboração de tal instrumento jurídico internacional.

Durante cerca de dois anos, participou activamente em todas as reuniões da Comissão Ad-Hoc (CHAVIO), encarregada de redigir o texto da Convenção, tendo sido também o autor do relatório final sobre a Convenção, aprovado pela APCE. Desde a abertura para assinatura, em Istambul, a 11 de Maio de 2011, e actuando como Relator Geral sobre a Violência contra as Mulheres da APCE, percorreu a Europa sensibilizando governos e parlamentos nacionais no sentido de procederem à sua ratificação. A Convenção entrou em vigor a 1 de Agosto de 2014, tendo considerado que tinha sido a causa melhor sucedida da sua carreira política.

  • Membro da Assembleia Interparlamentar Europeia para a Segurança e a Defesa (UEO) durante 8 anos e autor dos seguintes relatórios:
    - “Investigação e Segurança na Europa” (2006)
    - “Investigação e Segurança na União Europeia – avaliação do 7º Programa-Quadro” (2010)
    - “O futuro das capacidades de defesa Europeias” (2011)
  • 15 anos de Actividade Municipal, entre 1980 e 1998: 
    - Presidente da Câmara Municipal de Loulé
    - Presidente da Assembleia Municipal de Loulé
    - Cofundador e Vice-Presidente do Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses
  • Actividade partidária no PSD (Partido Social Democrata), entre 1980 e 2014:
    - Vice-Presidente do Partido
    - Membro da Comissão Política Nacional
    - Membro do Conselho Nacional
    - Presidente do PSD/Algarve (eleito 8 vezes)
    - Presidente da Assembleia Distrital do PSD/Algarve
    - Presidente do PSD/Loulé
    - Presidente da Assembleia do PSD/Loulé
  • Publicou 17 livros, a maioria sobre temas políticos, alguns deles sobre a Europa, sendo dois dos livros de natureza poética.
    ·Defensor da descentralização política e administrativa, foi eleito em 2006 Presidente do Movimento Cívico "Regiões, Sim!"
  • Galardoado com as seguintes distinções, entre outras:
    - Cavaleiro da Ordem de Mérito da Polónia, atribuída pelo Presidente da República da Polónia (2015)
    - Medalha de Mérito da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, instituição que o elevou à categoria de Membro Honorário (2015)
    - Prémio Dignidade Humana - Escandinávia 2014, pelos “esforços na luta contra o tráfico de seres humanos na Europa.”
    - Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro, atribuída pela Câmara Municipal de Loulé (2013)
    - Medalha atribuída pela Assembleia Interparlamentar Europeia para a Segurança e a Defesa (2011)
    - Medalha de Honra do Grupo do Partido Popular Europeu do Parlamento Europeu (1999)
    - Prémio "Mensagem para a Europa", atribuído pelo Brussels Brupark à melhor mensagem Europeia, por escolha dos jornalistas Portugueses, entre os Deputados ao Parlamento Europeu por Portugal (1982)
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Saiu o relatório de Pedrogão – Por Fernando Santos

Quanto vai custar ao país ainda este governo de António Costa com esta ministra da administração interna e o orçamento de Estado completamente de joelhos ao PCP e ao Bloco, a limpar as arcas? Mais descontos para a segurança social para as empresas, mais IRC, mais...mais. Acham que mesmo assim se vai conseguir pagar isso?

Os bancos estão a emprestar mais cerca de 9000 milhões de euros, aos particulares para comprar carros e casas e a emprestar menos 500 milhões ás empresas. Será que sou eu que estou maluco?

Mais subsidio de desemprego quando não há gente para trabalhar?

Como se vai produzir para pagar mais 1000 e tal milhões por ano em benesses do Orçamento de Estado?

Já pagaram a parte da divida que iam pagar, pelo menos isso.

Afinal o problema de Pedrógão tem um relatório independente e que é transversal ao que se passa no país. A razão é simples, incompetência. E agora? está na altura de começar a pedir indemnizações. Já estão legitimadas. 
Nada não dá em nada.

Triste, muito triste. O que vale é que tenho muito pouco tempo para ver mais asneiras, senão não parava de escrever.

Se a proteção civil falhou, e se os dirigentes foram recentemente nomeados pela Ministra da administração interna e o Líder maior anda com António Costa desde pequenino, sempre a viver á conta do orçamento de Estado, o que é isto?

Está provada a incompetência, morreram pessoas. Muitas pessoas.

Acham que encher os eleitores que vivem do estado, com benesses compensa tudo?

Adormece-os, mas são uns comprimidos para dormir muito caros.

Costa tem que aguentar até que Rio chegue, não sei é se o país aguenta.

De certeza que virão já os meus amigos que terão as benesses para poderem marcar férias para a dominicana, mesmo com ciclones, a dizer que sou um fascista.

Devo estar parvo, não me liguem.

Comecei às 6 da manhã e acabei agora, ou melhor fiz um intervalo agora.

Boas continuem.

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Eleições autárquicas em Armação de Pêra com independentes em maioria pelos partidos

Estamos a 15 dias das eleições autárquicas e consequentemente para a Junta de Freguesia de Armação de Pêra, presidência e assembleia de freguesia, respetivamente, de Armação de Pêra com independentes em maioria pelos partidos

João Pina
Carteira Profissional de Jornalista Nº 4 408

Foram apresentadas as candidaturas:

CDU - Fortalecer Silves da Serra ao Mar com a sigla - Trabalho, honestidade e competência.

Candidata à Presidência da Câmara Municipal de Silves: Rosa Palma (CDU).

Candidato à Presidência da Assembleia Municipal de Silves: Vítor Rodrigues (Independente pela CDU).

Candidata à Presidência da Junta de Freguesia de Armação de Pêra; Alice dos Santos Estevão (CDU).

PSD - Juntos por Si! Por Armação de Pêra!

Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Silves: Rogério Pinto (PSD).

Candidato à Presidência da Assembleia Municipal: Martins dos Santos (PSD).

Candidato à Presidência da Junta de Freguesia de Armação de Pêra: Ricardo Pinto (PSD).

PS - Armação Melhor

Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Silves: Fátima Matos (PS).

Candidata à Presidência da Assembleia Municipal: Sofia Belchior (PS).

Candidato à Presidência Junta de Freguesia de Armação de Pêra: Mário Nobre de Oliveira (Independente pelo PS)

Em Armação de Pêra verifica-se o que regiamente acontece no resto do país, apenas um alheamento aos políticos, ou um grande «cartão amarelo» às eleições e, depois os habituais queixumes e críticas quanto às políticas dos governos, câmaras municipais e juntas de freguesia nos quatro anos seguintes.

Os portugueses e, neste caso concreto, os armacenenses estão cansados das promessas mentirosas dos autarcas, da sua arrogância do “quererem saber só dos seus interesses, familiares e amigos”, disse um residente há dias, “nem sei se vou votar no dia 1 de outubro”, acrescentou. É esta mentalidade que os armacenenses devem de mudar já no próximo ato eleitoral e, não depois criticar quem for eleito. “E acha que vale a pena votar, todos querem o mesmo, não sei não, aliás, é dia de futebol…”, adiantou outro armacenense enquanto consertava as redes da pesca.

Aproveitamos para apelar através destas despretensiosas palavras – expressem as vossas críticas para melhorar a vila de Armação de Pêra democraticamente e em silêncio no minuto ou dois que é o tempo de votar através da cruz no vosso partido e candidato que julguem o mais capaz – não à abstenção no dia 1 de outubro.

Não vamos analisar nem promover nenhuma candidatura e respetivos cabeças de lista à Junta de Freguesia de Armação de Pêra.

De uma forma geral, desde Ricardo Pinto, PSD, Alice Santos, CDU e Mário Nobre Oliveira, todos prometem resolver o «pesado e grave problema da limpeza em Armação de Pêra», ou seja, a falta de limpeza na vila e os muitos caminhos limítrofes para a povoação. Também, e há várias décadas que, de quatro em quatro anos se fala o que fazer ao «casino velho», à antiga praça, à nova sede da Junta de Freguesia, ao acabamento das obras no Estádio Municipal, às cheias na baixa da vila e à afamada compra de uma parte da praia.

São questões pertinentes, nas quais a Câmara Municipal de Silves tem sempre a primeira e última palavra a dizer e tem de haver bom sendo entre o executivo camarário e as forças da oposição, o que não se tem verificado.

Antes das eleições e durante as campanhas eleitorais e exprimindo-nos em termos populares – é o vale tudo, desde que não se entre em ofensas pessoais – depois, quem ganha as eleições toma posse para “governar o concelho ou a junta de freguesia” e, quem perdeu, toma possa como oposição.

Porém, e durante quatro anos, os líderes da câmara e da junta, com maioria ou sem maioria devem entender-se, não sendo ditadores e quem está na oposição deve exercê-la de forma construtiva.

Da mesma forma, as câmaras municipais e juntas de freguesia, inclusive, que sejam de partidos diferentes e rivais, devem praticar boas relações institucionais e não conviver numa guerra aberta durante os mandatos.

Um problema que Armação de Pêra e Silves registam há décadas, mesmo quando o partido da câmara seja da mesma cor do que lidera a junta de freguesia.
De quem é a culpa?
Desde o «25 de abril» que se cultiva este estado de guerra permanente…

Há que mudar mentalidades de governar e sobretudo democráticas.

Faltam cerca de 15 dias para as eleições, os partidos apresentaram-se com mais ou menos assistências, aliás, podem-se contar as pessoas que são militantes dos partidos de cujas listas fazem parte, pelo que são considerados independentes que «vão a jogo» só por causa de retirar a maioria a um dos partidos que eventualmente venha a ser o vencedor.

Entretanto, o PSD que se apresentou no Largo da Fortaleza registou uma excelente moldura humana e uma boa produção do evento, com excelentes intervenções em que o candidato Ricardo Pinto «arrasou» e explicou que não brinca em serviço.

A CDU teve uma casa, aliás, Largo da Fortaleza com cerca de 300 pessoas e bons discursos dos vários candidatos, com Alice dos Santos Estevão como cabeça de lista e receber muitos aplausos de uma franja da população de Armação de Pêra muito para além dos «pescadores».

O PS apresentou-se na Praceta da Rua Álvaro Gomes, “uma zona que está ao abandono, não fosse as três pastelarias lá existentes. Desde o mês de Junho que está um amontoado de pedras de calçada na praceta, por lá ficaram desde a reparação da conduta de água”, anunciou o candidato Mário Nobre Oliveira, no entanto, recebeu muito pouca assistência, não o impedindo, todavia, de lançar umas farpas ao atual executivo…

Sugerimos aos candidatos que aproveitem bem estes últimos dias de campanha, façam-na «boca a boca», ou «porta a porta», umas almoçaradas e jantares, «cada um paga a sua parte, porque só «postar» no Facebook o que os respetivos amigos e assessores escrevem não vão lá. Em Armação de Pêra, a população idosa não quer saber das redes sociais e os mais jovens não andam no Facebook, pelo que não existem 100 residentes recenseados na vila que leem o que os candidatos publicam.

A finalizar a presente matéria e a 15 dias das eleições autárquicas, como sói dizer-se, "a minha alma está parva" como são escolhidos e aceites os candidatos às juntas de freguesia deste país.

Quaisquer pessoas com licenciaturas, quartas-classes, trabalhadores, desempregados, reformados, aventureiros, velhos, novos, sobretudos, inexperientes, Chicos-espertos. 
Vale tudo, incluindo, uma boa dose de lata para se candidatar.

E o pior deste processo, é que os partidos aceitam tudo e todos.
É preciso é apresentar um candidato e uma lista à pressa.

Sempre aprendi e verifiquei ao longo da vida que para desempenhar determinada tarefa ou concorrer a qualquer emprego, tem de se estudar e adquirir preparação para as funções.

Será que os partidos políticos pedem currículos vitae, pedem informações, ou até registos criminais e policiais dos candidatos a candidatos e averiguam os seus verdadeiros ideais políticos e motivações para as candidaturas?

Não está em causa a seriedade dos candidatos que aparecem no meu subconsciente, mas, um pouco pelo país fora acontecem situações de candidaturas saídas do nada e depois queixam-se da abstenção cada vez mais acentuada.

É, óbvio que, existe candidaturas preparadas com anos de antecedência, estratégias montadas a prazo. Afinal, a política é uma profissão remunerada e com futuro certificado após terminados os respetivos mandatos.

Como diz um amigo meu: "Na política, o melhor «tacho» é ser-se ex-deputado, ex-presidente de junta ou de câmara, por que há sempre a eventualidade de ganhar o Euro milhões, ou seja, chegar a secretário de Estado ou ministro de qualquer pasta".

E, assim, vamos caminhando até dia 1 de outubro e nas eleições não há milagres, nem vídeo árbitros que só veem o que lhes interessa ver...

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