Dia: 29 de Jan
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Parabéns António Guterres, Secretário-geral das Nações Unidas (ONU)

António Guterres é o próximo secretário-geral da ONU, uma vez que não recebeu qualquer “chumbo” dos cinco estados com poder de veto, naquela que foi a sexta votação e foi aclamado por unanimidade. 

António Guterres venceu esta quarta-feira a sexta votação seguida, num total de seis realizadas, na primeira em que participou a búlgara Kristalina Georgieva), sem que nenhuma das potências com poder de veto (Estados Unidos, China, Rússia, França e Inglaterra) tenha votado contra o ex-Alto Comissário do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

De acordo com o jornal Washington Post, o Conselho de Segurança confirmou Guterres como o escolhido por unanimidade para exercer o cargo de secretário-geral da instituição. 

O Conselho de Segurança, com a presença de todos os embaixadores, anunciou que o português era o "vencedor claro" e que avançava já na quinta-feira para a aprovação de uma resolução que propõe o nome de Guterres para aprovação pela Assembleia Geral.

Assim sendo,Guterres é, agora, oficiosamente o novo secretário-geral das Nações Unidas, sendo, assim, recomendado à Assembleia Geral da organização, que deverá aclamar António Guterres líder da ONU já esta quinta-feira, 6 de Outubro, na assembleia marcada para as 15,00 horas.

António Guterres recebeu apoio dos portugueses em massa, desde o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do Primeiro-ministro, António Costa e de todos os partidos do governo e da oposição, bem como da diplomacia internacional, pelo que, é uma vitória pessoal do antigo Primeiro-ministro, António Guterres e de Portugal.

“Esta vitória é boa para Portugal e para a democracia portuguesa”, diz Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República considerou hoje que a eleição do próximo secretário-geral das Nações Unidas é "uma situação importante para o mundo", além de ser também importante para Portugal. "É importante para o mundo antes de ser importante para Portugal, mas também é importante para Portugal".

 Parabéns, António Guterres, Secretário-geral das Nações Unidas (ONU)

 Como sabem e, tenho escrito amiudadamente, vivo em perfeita desilusão com a política e naturalmente com os seus agentes diretos, quais farsantes da incompetência geral. Não vou, por agora, derramar palavras alusivas ao negativismo que por tais mercenários nutro, mas sim, enaltecer um dos poucos portugueses merecedores da minha gratidão após 25 de Abril - seriedade, honestidade, competência e espírito de missão quando na política nacional e depois como estadística internacional - ou, seja, António Guterres – antigo primeiro-ministro e Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados entre 15 de junho de 2005 e 31 de dezembro de 2015.

Obrigado, Guterres, por seres eleito Secretário-geral das Nações Unidas (ONU), importantíssimo cargo mundial para qualquer político, quanto mais para um português, beirão, Donas, concelho do Fundão, terra que tão bem conheço.

Portugal e a sua diplomacia uniram-se na sua eleição, mas foi o prestígio pessoal do antigo primeiro-ministro e Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, que ao candidatar-se ganhou a grande maratona da corrida até à ONU.

Parabéns, António Guterres e, que este cargo e força de vencer, traga um novo ânimo aos portugueses, para que juntos e transparentes, ultrapassemos o desânimo e descrédito em que vivemos.

João Pina
5.10.2016, pelas 17,20 horas

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"É preciso ser-se muito nulo para não saber governar sem sacar a quem faz pela vida"

Mariana tem sido acusada de querer roubar os portugueses, mas as palavras de uma mulher contra a bloquista estão a tornar-se virais na internet.

Cristina Miranda é natural de Viana do Castelo, foi professora e, segundo a própria, trabalha desde os 16 anos. Como muitos outros portugueses, está indignada com a nova proposta de imposto de Mariana Mortágua para taxar o património.
A vianense escreveu um longo texto no Facebook que conta com centenas de comentários e milhares de interações e partilhas, sobre o novo imposto que deverá incidir sobre o valor tributário total dos imóveis dos contribuintes, enquanto o IMI (imposto municipal de imóveis) se aplica ao valor de cada prédio.

“Cara Mariana, no seguimento à sua brilhante frase: Temos de perder a vergonha e ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro”, permita-me a minha revolta nestas palavras que lhe dirijo: Esta, sou eu com 16 anos no meu primeiro trabalho, nas férias do Liceu (não, não é photoshop nem posei para a fotografia, estava mesmo a trabalhar!).

Ganhei o meu primeiro salário, 30 contos, como operadora de empilhador numa bloqueira. Aos 17, já carregava camiões, com chuva e pó nas ventas ao volante de uma máquina de maior porte. Com seis horas de trabalho intenso, onde por vezes era preciso montar paletes (de blocos de cimento), seguia pra escola.
Aos 18 já era independente e pagava as minhas contas.

Ingressei no ensino superior.

Dava aulas durante o dia todo e seguia para o Porto, estudar à noite.

Formei-me a pagar meus próprios estudos como trabalhador estudante.

Comprei aos 23 anos meu primeiro carro sozinha (um super cinco em segunda mão). Aos 28 anos construí primeira casa com empréstimo bancário que paguei durante 15 anos.

Aos 35, tinha já uma poupança de alguns milhares.

Ao longo dos meus 50 anos, já fiquei sem emprego mas nunca sem trabalho.
Só estive quatro meses no fundo de desemprego, para logo de seguida empreender. Quando estive grávida deixei perplexa a funcionária da segurança social perante minha ignorância e não ter, por isso, requerido subsídio.

É que meus pais ensinaram-me a trabalhar, não a viver à custa do Estado.

Não desenvolvi essa habilidade.

Porque apesar de não ter dividido como o meu pai, uma sardinha por três, cresci sem saber o que era abundância.

A dar valor a tudo o que se tinha.

A lutar. A fazer reservas para o futuro.
Emigrados no Canadá, e porque era preciso
“acumular dinheiro”, não tenho uma lembrança, em criança, de um passeio com meus pais, de um almoço fora, de umas férias…

Os brinquedos, ainda hoje consigo lembrá-los todos. As roupas e calçado, só quando eram mesmo precisos.

Vivi em casas modestas dormindo na sala, porque era preciso “acumular dinheiro”, aos cinco anos tive de aprender a tomar conta de mim sozinha (ter baby-sitter é prós fracos). Porque meu pai, acampado nos bosques onde cortava pinheiros, só vinha ao fim semana. Minha mãe, tinha dois empregos (era contínua e fazia limpezas), só a via à hora de almoço porque saía às cinco horas e chegava sempre pelas 24,00 horas. Cresci sozinha porque era preciso trabalhar arduamente para “acumular dinheiro”. Porque o meu pai não assaltou bancos.

O que tinha era mesmo dele.

Saiu-lhe do corpo.
Por isso, vocês é que deveriam ter
VERGONHA.

Porque é preciso ser-se muito NULO para não saber governar sem sacar a quem faz pela vida.

Criar grupos de trabalho de como assaltar as poupanças e património, em vez de procurar estimular e incentivar a economia.

Porque de facto, já não pagamos impostos suficientes. Saiba que os “acumuladores de dinheiro deste país, trabalharam arduamente para o ter.

Sejam grandes ou pequenos acumuladores de dinheiro”,

TODOS começaram de baixo (excluo aqui, como é óbvio, os criminosos assaltantes de bancos, de património, traficantes). E consoante as suas aspirações, uns apostaram mais alto, outros menos, mas todos contribuindo para o enriquecimento da Nação.
E é graças a eles
TODOS que a Mariana, sem mérito algum, pousa o seu rabito no Parlamento.

Porque não fossem eles, não haveria salário para nenhum de vós, que a bem dizer, é um desperdício.

O país não precisa de parasitas que estudam meios para conseguir roubar mais a quem os sustenta.

Precisa sim de gente como nós, mais ou menos “abastados” que produz, que investe, que cria postos de trabalho.
Por isso, cada vez que estiver nessas reuniões de
“trabalho” sinta vergonha por mais um assalto à classe dos “abastados” (classe média) em vez de começar por tributar o património dos partidos políticos onde se inclui o vosso palacete ocupado à força depois da revolução; por ter chumbado o decreto sobre enriquecimento ilícito; por ter permitido as subvenções vitalícias; por fazer vista grossa à corrupção existente no sector financeiro e organismos públicos; por proteger a classe que nos rouba e empobrece: a vossa.”

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Custódio Moreno regressa à Direção Regional do Instituto Português do Desporto e Juventude do Algarve (IPDJ)

O Prof. Custódio Moreno, 54 anos, de Olhão, licenciado em Educação, na área da Gestão Escolar e Administração Educacional pelo ISCE de Odivelas, e um conhecido militante do Partido Socialista e, passados 13 anos de ter cessadas funções como diretor do antigo Instituto Português da Juventude de Faro, (IPJ), tomou posse do mesmo cargo no dia 12 do corrente mês de setembro.

 

Por João Pina

 

 Apesar das grandes mudanças e escassez de recursos (menos dinheiro menos pessoas) vou tentar contrariar esse ditado e ser feliz duas vezes no mesmo lugar... A minha atenção vão para duas grandes áreas o Desporto e a Juventude”, referiu à «Algarve Mais Notícias».

Custódio Moreno que é professor do1º ciclo no Agrupamento Vertical de Escolas, com sede na Escola EB 23 João da Rosa, em Olhão, lecionava nos últimos anos as áreas curriculares de “Expressão Físico Motoras” e “Viver o Olimpismo”, por nomeação em regime de substituição, até que se realize concurso, através da CRESAP, para o preenchimento do cargo.

O antigo delegado do IPJ, conhecido entre os jovens por prof. Zeca, regressa, assim, a uma casa que conhece bem, Tomei posse no IPJ em julho de 1996 e saí em fevereiro de 2003. A seguir a mim desempenharam as mesmas funções, Sara Brito até junho de 2012 e nestes últimos 4 anos o Luís Romão”, sublinha o novo diretor que, em termos profissionais iniciou a carreira no ensino, em 1986, como professor do 1º Ciclo, desempenhando outros cargos desde assessor do Órgão de Gestão, vice-presidente da Comissão Executiva e adjunto do Diretor.

A vida de Custódio Moreno sempre esteve ligada à problemática do ensino, jovens e política partidária, exercendo, antes, de ser o responsável máximo do IPJ e entre 1988 e 2003, funções no referido Instituto, como técnico, adjunto do Delegado Regional e, por último, como Delegado Regional do IPJ no Distrito de Faro, no período de 1996 a 2003, pelo que está em “casa”.

Como político destacam-se cinco mandatos como presidente da Junta de Freguesia de Pechão (1993 a 2013), sendo, ainda, adjunto do presidente da Câmara Municipal de Olhão, Francisco Leal (PS) de 2003 a 2006. Fez parte da equipa fundadora com um papel relevante na implementação e coordenação da Casa da Juventude Municipal de Olhão e apoio ao Associativismo, Cultura, Desporto e Juventude.

Outra vertente da sua vida de paixão e, em simultâneo com a atividade de Presidente da Junta de Freguesia de Pechão, foi membro da Academia Olímpica de Portugal e também dirigente associativo, ligado à fundação e dinamização de dezenas de associações juvenis culturais e desportivas em Olhão e por todo o Algarve, bem como treinador de Futebol e de Atletismo de 1978 a 1994.

Uma vida de entrega à juventude e desporto, a de Custódio Moreno, participando, ainda, como preletor em inúmeras conferências, colóquios e sessões sobre Olimpismo, Associativismo, Desporto e Juventude, além de formador em vários cursos para Dirigentes Associativos, Animadores Juvenis e Monitores e Treinadores Desportivos.

Igualmente, escreveu e publicou artigos em jornais, revistas e livros sobre a temática da Juventude e do Desporto, pelo que, Custódio Moreno está de novo no lugar certo, ou seja no “seu” Instituto Português do Desporto e Juventude do Algarve (IPDJ) para mais uma vez servir o Algarve e a juventude algarvia.

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Vila do Bispo inaugura armazéns de apoio à pesca artesanal de Burgau

O secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, no próximo dia 5 de agosto, desloca-se ao concelho de Vila do Bispo, para inaugurar os armazéns de apoio à pesca artesanal de Burgau. A cerimónia está marcada para as 17h00.

O novo espaço é constituído por dois pisos, onde o piso zero dispõe de quatro armazéns destinados a embarcações de pesca costeira e o piso um dispõe de seis armazéns destinados a embarcações de pesca local.

Esta intervenção surge na sequência do protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Vila do Bispo e a DOCAPESCA Portos e Lotas, S.A.

A construção deste equipamento representou um investimento conjunto do PROMAR e da Câmara Municipal no valor total de € 227.484,85. Deste montante, € 144.234,82 são financiados no âmbito Medida Desenvolvimento Sustentável da Zonas de Pesca do PROMAR e os restantes € 83.250,03 são suportados pela autarquia.

Este edifício vem dar resposta às necessidades dos pescadores locais e tem como objetivo assegurar a qualidade e segurança dos serviços prestados no setor piscatório. Recorde-se que este equipamento foi reconstruído no mesmo espaço da antiga lota daquela localidade.

Para o autarca, Adelino Soares, esta medida representa a concretização de um sonho dos pescadores locais e que irá, certamente, melhorar as suas condições 

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Governo aprova redução dos valores das portagens na A22 (Via do Infante) a partir do dia 1 de agosto

O parlamento aprovou a 19 de julho o projeto de resolução apresentado pelo PS para a redução do valor das portagens nas antigas Scut (vias sem custos para o utilizador) A22 (que atravessa o Algarve), A23 (Torres Novas-Guarda), A24 (Viseu-Vila Real) e A25 (Aveiro-Vila Formoso), que consiste numa baixa de 15 por cento sobre todos os valores e 30 por cento nas viaturas de pesados e mercadorias durante a noite.

O projeto relativo às quatro autoestradas teve o voto favorável do PS, do PCP, do BE, do PEV e do PAN e a abstenção do PSD e do CDS.

Os cinco diplomas apresentados pelo PCP e os cinco do BE para a abolição das portagens naquelas vias foram rejeitados, bem como a proposta do CDS-PP para a redução em 50 por cento das portagens na Via do Infante (A22) até estarem concluídas as obras na Estrada Nacional 125, a proposta do PEV para o fim das portagens na A4 e a do PSD para a revisão do sistema de cobrança de portagens nas ex-Scut.

O debate ocorreu quatro anos depois de estas autoestradas terem sido portajadas, com o deputado socialista João Paulo Correia a defender que a redução das portagens "é uma proposta responsável", que "não põe em causa a consolidação orçamental" e "cumpre o compromisso eleitoral assumido pelo PS", acrescentando, ainda, "Palavra dada, palavra honrada", frisando que o PS propõe a redução das portagens "no mais curto prazo possível".

O deputado do PCP Paulo Sá frisou que é "preciso tirar dos ombros das populações do interior e do Algarve o fardo insustentável das portagens".

Depois de saudar as comissões de utentes presentes na galeria, o comunista lembrou que aquelas populações já foram "particularmente castigadas" com a perda de freguesias, de urgências hospitalares e de escolas, entre outras.

Afirmando que a política de direita "foi empobrecendo as populações do interior do país", Paulo Sá disse que a situação no interior foi agravada com a inexistência de alternativas às ex-Scut.

Pelo BE, o deputado João Vasconcelos protagonizou o momento mais caricato do debate ao vestir um colete refletor, com a inscrição "Proibido portagens na A22".

O antigo presidente da Comissão de Utentes da Via do Infante pediu aos deputados para "terem respeito por quem os elegeu e para que cumpram as suas aspirações" e classificou as portagens nas ex-Scut como uma "imoralidade e injustiça", porque aquelas vias "serviriam para colmatar a falta de alternativas".

Para exemplificar, adiantou que no Algarve ocorrem por ano cerca de 10 mil acidentes, mais de 30 mortos e mais de 150 feridos graves. Além disso, acrescentou, a Via do Infante dá um "prejuízo anual de 40 milhões de euros anuais" aos cofres do Estado.

Referindo-se às obras que decorrem na Estrada Nacional 125, João Vasconcelos disse que "nunca mais terminam" e são "um calvário autêntico", numa altura em que "o verão está quase à porta".

Do lado do CDS-PP, Hélder Amaral acusou o PS de ter criado as Scut e de ser o responsável pela cobrança das portagens, afirmando que foi o "pior negócio e o mais ruinoso para o Estado em termos de portagens".

O deputado desafiou ainda o PCP e o BE a tomarem uma posição firme na defesa da abolição das portagense a fazerem depender o seu voto no próximo Orçamento do Estado da abolição da cobrança.

Pelo PEV, João Luís Ferreira respondeu a Hélder Amaral, afirmando que "quem pôs os pórticos a funcionar foi o Governo PSD/CDS-PP": "Se era injusto, não os punham o funcionar. Era simples".

As portagens na A22 (que atravessa o Algarve), na A23 (Torres Novas-Guarda), na A24 (Viseu-Vila Real) e na A25 (Aveiro-Vila Formoso) começaram a ser cobradas em dezembro de 2011, sob a liderança do Governo PSD/CDS, que tomou posse em junho desse ano, sucedendo a um executivo socialista.

Reação dos algarvios:

A Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI), refere “muito mais do que reduzir o valor das portagens ou suspender as obras na EN 125, o que se impõe é o levantamento urgente das portagens na Via do Infante”, adiantando: “A diminuição de apenas 15% é considerada manifestamente insuficiente pelos utentes, autarcas e empresários da região”.

Em declarações à comunicação social, Jorge Botelho, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), observa “esta medida terá impactos positivos na economia local e é um sinal positivo”, mas declarou, igualmente, “os descontos ficam muito aquém do esperado pelos autarcas e população da região”.

 

A opinião de Cristóvão Norte, Deputado na Assembleia da Repúblico pelo Algarve

 

1. O Governo anunciou a redução de portagens das ex-SCUT em 15 %, incluindo a Via do Infante.
2. O compromisso do PS era que a redução seria de 50 %. E porquê? Porque afirmavam que tinham um estudo que demonstrava que essa redução permitia um acréscimo de uso que garantia que o Estado não perdesse receita. O estudo nunca veio a público.
3. O compromisso do PCP e BE era a abolição. Entre os três o entendimento deu nisto.
4.Aguarda-se a reação do PS, PCP e BE que chumbaram uma proposta de que fui autor para suspender as portagens durante as obras na EN 125, nos troços mais afectados;
5. Em 2013, o anterior Governo tinha feito uma redução de 15 por cento . Serviu de pouco, como sempre disse. Não há desvio significativo de tráfego para a A22 com reduções desta natureza.
6. Os pesados vão ter uma redução de 30 por cento. O Algarve ficou fora do regime experimental de combustível profissional nas fronteiras. Porquê? Porque o Governo alega que tem pouca expressão nos pesados. Se assim é, porque diminui mais o valor das portagens para este segmento em detrimento dos passageiros?
7. Para promover a utilização da A22, atenuar o tráfego na EN 125, garantir a neutralidade da receita do Estado e favorecer a mobilidade no Algarve, o mínimo que pode dar resultado é uma redução de pelo menos 1/3 do valor. Menos que isso não se atinge qualquer destes objectivos.

 

 

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Fanancialtimes. Edição especial. Mercados.

António Costa está ciente de que não precisa tomar quaisquer medidas adicionais.
António Costa tem razão.

Nem precisa que lha deem, porque se tem razão, tem razão, pese embora, eu entenda que para se ter razão é preciso que alguém lha dê? (razão).
Mas isso a mim nem me preocupa porque a razão de António Costa a mim não me aquece nem arrefece, pois com António Costa ou outro primeiro-ministro qualquer, se eu não fizer pela minha vida, ninguém vai fazer, o que não é o mesmo que as pessoas que votam no António Costa e que esperam que ele faça alguma coisa pela vida delas, pois a maior parte nem já sabe o que fazer à vida e espera que António Costa tenha razão.

Eu até acho que António Costa tem razão, a Europa está uma merda, acabaram com o Estado Social, os tratados estão todos errados, já nem os refugiados querem vir para Portugal, e nem tem a ver com o António Costa, que está farto de tentar convencê-los.

Dão-lhes casa e eles fogem na mesma.

Mas apesar de tudo isto, António Costa tem toda a razão.
O problema de António Costa é, que para a razão ser efetivamente dele, alguém tem que lha dar, e até agora nem mesmo a Geringonça está a dar-lhe toda a razão. Se bem que esse é o menor problema da razão dele.
Ora, desta forma, a razão não se aplica e nem serve para coisa nenhuma.
Portanto, o problema deve vir de outro lado, a saber:
António Costa é primeiro-ministro de um governo estável, com uma maioria absoluta na Assembleia da República. Recebeu os votos daqueles que achavam que ele ia fazer alguma coisa pela vida deles, que não pela vida do país, e tem o apoio dos partidos à esquerda, que também acharam que António Costa ia fazer muito pela vidinha deles.

E tem feito.
Ora, tudo isto está certo e dá razão a António Costa, não fosse o pequeno problema de não produzirmos o suficiente, para que António Costa trate das vidinhas da malta e temos que ir buscar dinheiro, imaginem vocês, aos mercados.
E este é mesmo o maior problema da razão que António Costa.

Os mercados, não lhe querem dar razão.

Estava tudo a correr tão bem, mas os mercados não compreendem.

O português é uma língua difícil, nós sabemos, ainda por cima com um sotaque da Venezuela, mas deviam entender... os mercados, e dar razão a António Costa.
Esta semana, mais uma vez, e porque ainda o deixam ir aos mercados, mesmo sem lhe darem razão, António Costa arranjou dinheiro, com juros um pouco acima dos 3%. Muito bom para um governo estável, que governa com o apoio da maioria e ainda muito abaixo dos 7% que é o número do futuro resgate.

Tudo bem.

Porreiro pá.

António Costa tem razão.
Mas esta porcaria de ter razão dá muita chatice, imaginem vocês que 3% é mais do dobro, do que paga a Espanha, que não tem governo, nem de esquerda e muito menos estável.

Mais uma injustiça.

António Costa começa a parecer o Calimero.
Lá estão os mercados a não reconhecer o esforço de António Costa, ainda por cima, sabendo os mercados que para ter um governo de esquerda estável, temos que ir aos mercados, porque queremos trabalhar menos e ganhar mais, o que além de democrático é legítimo, como o nosso governo.

E aí dou razão ao António Costa.
Porque é que não havíamos de ganhar mais e trabalhar menos?

Isto não é uma democracia, e de esquerda?
Logo neste ponto de vista, o problema de António Costa nem são os tratados, que ele e os apoiantes do governo até querem mandar às ortigas com um referendo, como na França para repetir a final, coisas com bom senso, problema são mesmo os mercados. Que merda, outra vez os mercados.
Mas isso tem solução, deixamos de ir aos mercados e declaramos a verdadeira independência nacional.

Já. " Independência ou muerte."

Pois muerte é assim mais fino e mais Venezuelano.
Vamos imprimir escudos, aumentamos os funcionários públicos em escudos, o que será muito bom para o Algarve e eventualmente mau para a TAP, mas agora é privada e pode dar prejuízo, e evita que façam férias lá fora.
Com escudos já vamos ter muito mais dinheiro para comprar melões, desde que não sejam importados, pois o preço seria qualquer coisa injusta.
No entanto vou concluir, acho que vocês já não podem ouvir falar de mercados, nem de melões.
Se, a Espanha, sem governo, tem dinheiro emprestado, muito mais barato que o nosso, seria de pensar em não dar razão a António Costa, pois além de ter dinheiro mais barato ainda não tínhamos de lhe pagar ordenado, o que daria para uns melõezinhos.
Mas acho que vocês perceberam, o problema não está em António Costa, que tem toda a razão, o problema está no preço que os mercados estão a cobrar pelos melões, para que António Costa continue a ter razão. 


Abraços

 

 Por Fernando Santos

 https://www.facebook.com/fernando.santos.1000469?fref=ts

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"A sentença de 4,5 anos de prisão com pena suspensa, não tem a ver com aprovações, nem de casas nem de piscinas nem de coisa nenhuma", diz o Arquiteto, Fernando Santos

O antigo presidente da Câmara Municipal de Tavira e, depois da Câmara de Faro, foi condenado no dia 29 de junho, a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa por igual período, por quatro crimes de prevaricação nos tempos em que presidia à autarquia de Tavira.

O coletivo de juízes do Tribunal de Faro observou que as construções aprovadas por Macário Correia violaram claramente o regime de REN (Reserva Ecológica Nacional) e que as razões ponderosas por si invocadas não poderiam ser aplicadas.

O então autarca da câmara de Tavira aprovou a construção de três moradias e duas piscinas em zona de REN apesar dos pareceres negativos dos técnicos da câmara municipal.

Na altura chegou a dizer que tinha aprovado uma das piscinas para que ela fosse uma ajuda para os bombeiros apagarem os incêndios.
Na leitura da sentença o juiz presidente sublinhou que não se pode deixar de aplicar a lei só porque não se concorda com ela.

Macário Correia garante que vai recorrer da sentença e critica a decisão."As três moradias não existem, são processos que caducaram", diz o ex-autarca."Nunca emiti nenhuma licença de obra apenas aprovei projetos de arquitetura”. Em relação às duas piscinas, o autarca lamenta que os processos já tenham sido aprovados pela câmara municipal e pela CCDR mas que ele esteja a ser julgado"num processo caricato".

No entanto, à data, a lei vigente pela qual as câmaras municipais teriam que se reger era outra.
Na leitura da sentença os juízes consideraram que houve intenção de beneficiar alguém embora não tenha sido para proveito próprio. Macário Correia continua a dizer que tinha legitimidade para tomar as decisões que tomou.

"Sou técnico com igual formação àqueles que tinham opinião diferente", afirma. Segundo ele, a PJ e o Ministério Público desenvolveram uma investigação"minuciosa" à sua vida e às suas contas bancárias e não encontraram sinais de que tivesse beneficiado em termos pessoais ou patrimoniais durante as suas funções de presidente de câmara.

Macário Correia foi presidente da câmara de Tavira entre 1998 e 2009 e nos quatro anos seguintes presidente da câmara de Faro. Desde essa altura que está afastado da vida política.

 

Em jeito de resposta ou reação/indignação, o Arquiteto Fernando Santos publicou a sua opinião acerca do dossier Macário Correia. 

 

 

"A sentença de 4,5 anos de prisão com pena suspensa, não tem a ver com aprovações, nem de casas nem de piscinas nem de coisa nenhuma".

A sentença tem a ver com a legitimação do público contra o privado, numa Venezuelização silenciosa de um país à deriva.

A sentença mostra que a burocracia dá votos.

Que o poder dado não democraticamente a quem dá pareceres justifica que se tenham os eleitos na mão.

Já só há estes votos.

Isto não é democracia."Passou por cima dos pareceres técnicos".

Que técnicos?

Os que eu chamo os primeiros técnicos. Aqueles que estão no mais baixo degrau da hierarquia. Os que legitimados por estas sentenças, e por inspeções pouco aconselháveis de técnicos, também eles, dos primeiros degraus da hierarquia levam o país para o fundo.

Os superiores já não podem alterar os pareceres que vêm do "Primeiro degrau". Quando recebem esses pareceres do primeiro degrau, e percebem que têm que o alterar, não escrevem "por cima, arriscam-se a ser denunciados".

A malta do primeiro degrau também quer ser chefe, e só o pode ser se fizer cair o chefe.

Fácil, é assim também na política.

Então o chefe deixa o seu gabinete e vai ao "Primeiro degrau" negociar com o seu subalterno, a alteração do parecer.

É assim como no Comité Central do Partido Comunista. Discute-se as ideias, até estarem todos de acordo e depois se poder votar por unanimidade e aclamação. A deferência do chefe ao subalterno. 

É assim também na Venezuela. Depois de estarem de acordo sai o parecer do "Primeiro degrau".

Assim o chefe só põe "visto".

Daí até à Assembleia Municipal só se põem vistos. Ninguém põe em causa mais nada. Assim o país vive das decisões do "contínuo". Claro que há contínuos bons, como noutras coisas. Mas contínuo não é eleito, e parece que a malta ainda vive a democracia.

Não, não vive em democracia.

Esta sentença prova isso.

A democracia acabou.

Não venham à procura de investimento.

Os investidores, percebem isto, os portugueses parecem que não.

Mas se for, não uma piscina mas uma fábrica de piscinas, o "Primeiro degrau" e o chefe dele vai conseguir que alguém não seja condenado.

E a fábrica das piscinas possa ser construída.

Por isso vão lutando e vão trabalhando que nada vai melhorar, se lutarem muito e trabalharem muito e não morrerem fazendo isso, sempre podem desistir, porque não vai haver melhoras. 

Esta democracia morreu.

E não serão as sanções que a vão abanar.

As sanções ao pé deste sistema de pirâmide invertida nuns pais democrático são uma brincadeira.

Eu vou continuar.

E deixo-vos com um provérbio adequado (acho eu):

"As pessoas pequenas crescem pouco" 

By Fanan. Bom dia. 

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Socialistas do Algarve analisam consequências do Brexit com britânicos na região

Os deputados da Assembleia da República, António Eusébio, presidente do PS/ Algarve, e Fernando Anastácio, encontraram-se com o Vice-Cônsul Britânico, Clive Jewell, nas instalações do consulado em Portimão, constatando-se um clima de serenidade na comunidade.

Realizada após um pedido dos deputados socialistas, na sequência do referendo britânico sobre a saída da União Europeia, a reunião permitiu uma reflexão sobre as questões levantadas pela decisão do povo britânico e as preocupações particulares da comunidade residente no Algarve.

Também foi objeto de análise a vertente económica e social, nomeadamente em aspetos que poderão de alguma forma poder vir a ter algum impacto na economia regional e nas relações laborais e sociais dos cidadãos britânicos.

A constatação da existência de alguma expetativa relativamente ao futuro próximo assim como uma manifesta serenidade de toda a comunidade foram realidades que emergiram da conversação havida.

Ficou ainda estabelecido um princípio de uma troca de informações e de colaboração regular entre os deputados socialistas e as autoridades diplomáticas e consulares no Algarve.

https://www.facebook.com/PS.Algarve/

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Este não é o meu “25 de Abril”, pá!

Não sinto a excitação de há 42 anos quando pressentia que algo de estranho estava acontecer para melhorar o estado de alma dos portugueses, aliás, uma intensa inquietação me assola hoje a mente, atendendo aos últimos casos e factos que se vivem em Portugal.

 (...) "AS PRIMEIRAS RECORDAÇÕES DO MEU "25 DE ABRIL".

Do casamento adiado e das muitas mudanças na minha vida a partir dessa hora. Arrependido? Claro que não! (...)".

 Há 42 anos, acordei pelas 08,50 horas, com o telefone do tamanho de um tijolo sobressaltado na velha mesa-de-cabeceira no quarto independente, da Rua Correia Teles, 69, 2º Esqº, Campo de Ourique, Lisboa a tocar tlim, tlim, tlim:

 - Estou! Estou!

- Sou uma infeliz! Há dois anos há espera deste dia e acontece uma coisa desta! A guerra! A revolução!
- O quê? Estou! Estou!
E do outro lado da linha, a voz alterada da minha Bé, gritava chorar:
- É a revolução! A guerra! O Movimento das Forças Armadas, dos Capitães! Está tudo fechado...
- É o quê? - respondi atordoado, ainda, com os copos da noitada de despedida de solteiro.
- Está tudo fechado! Já não casamos, querido... - e escutei o telefone a desligar-se.

 Estas as primeiras recordações do meu "25 de Abril", do casamento adiado e das muitas mudanças na minha vida a partir dessa hora.

 Arrependido? Claro que não!

 - Bancos abrem falência com banqueiros riquíssimos posteriormente.

- Emigrantes trabalhadores de décadas roubados dos seus depósitos poupanças.

- Políticos presos enriquecidos à pressa.

- Estabelecimentos prisionais quais colónias de férias ou SPAs para VIPs.

- Milhões de euros avindos de subornos escondidos em offshores na Madeira, Panamá e em outros paraísos fiscais.

- Polícias prendem polícias.

- Justiça a contas com a justiça.

- Estado da saúde vivamente doente e sem meios.

- Centenas de jovens licenciados pagos nas universidades pelas famílias e pelo Orçamento de Estados, emigram para o estrangeiro, beneficiando esses países que não investiram um cêntimo nas respetivas formações.

- Cada dia que passa em Portugal, existem ricos mais ricos e multimilionários e pobres cada vez mais pobres.

- Pareço de vergonha, constatar que um primeiro-ministro do meu país esteve detido por alegadamente ser suspeito de uma carrada de crimes, nomeadamente, corrupção, estar a aguardar acusação e respetivo julgamento, bem como, outros nomes sonantes de políticos e autarcas estarem a contas também com a justiça.

- Em cada rua, avenida, freguesia, vila ou cidade, sobrevivem dezenas e dezenas de famílias em «estado de pobreza envergonhada».

Passados 42 anos, assistimos, finalmente, à governação de um governo de esquerda amparado por uma coligação, onde as mulheres têm sempre a última palavra a proferir, além de, patrocinarmos, igualmente, o presidencialismo de Marcelo Rebelo de Sousa que, se passeia pelo país da mesma forma que se movimenta nos gabinetes e bastidores da política, qual rei sem coroa, mas que de facto reina em Portugal e o traz e o leva pela mão.

Este não é o meu “25 de Abril”…

Já lá vão 42 anos que corri e saltei de alegria pela Avenida da Liberdade e Largo do Carmo, em Lisboa, de cravos vermelhos na mão e a gritar:

- Viva a liberdade!

- Viva a democracia!

- Viva a liberdade de expressão!

- Nunca mais à censura!

Como eu, afortunado e cheio de expetativa quanto ao futuro de Portugal, milhares de portugueses celebraram durante dias e dias o contentamento da repressão com que vivemos e sofremos na pele as escarpas do fascismo.

O dia “1 de Maio” de 1974 ainda o retenho na cabeça, fiquei travado no Porto, porque a cidade estava apinhada com o povo a cantar as canções do Zeca Afonso e deixei-me «embebedar» de júbilo pela felicidade das pessoas e com os cravos vermelhos mais vermelhos que já tinha visto na vida.

Após anos a cantar “Grândola Vila Morena”, apoderou-se do povo uma tremenda agonia e frustração pelos efeitos que a revolução, décadas depois, estava a produzir na sociedade portuguesa. 

As homenagens do 25 de abril de 2012 foram assinaladas por uma tristeza profunda, um sofrimento jamais previsível e uma imensa preocupação quanto ao destino imediato de cada português e do país no seu todo.

Foram as comemorações do desencantamento de uma geração, festejos amargos e de cravos murchos, em vez dos militares na rua com os cravos nos canos das G3 confraternizando com o povo, víamos, agora, um povo triste, esfomeado e sem energias para afamar fosse o que fosse.

Na Assembleia da República, palco oficial de celebrações históricas, faltaram os capitães de abril, hoje coronéis e generais da «Associação 25 de Abril», e, também o ex-presidente da República Mário Soares e o histórico socialista Manuel Alegre, entre outras figuras da história recente por não concordarem com o rumo que o país estava a tomar, designadamente, com as políticas do governo de Passos Coelho.

Pela cabeça dos capitães de abril, nunca lhes passou que 38 anos depois, o país estivesse à beira da fome coletiva, endividado, violência nas ruas, desemprego e em risco de uma nova revolução, desta feita social.

Os ideais daqueles anos eram diferentes dos de há décadas atrás, antigamente, lutava-se pela liberdade de expressão, melhores oportunidades de vida e acima de tudo pela queda do fascismo.

Foram esses os motivos do “25 de Abril” e, que foram amplamente alcançados, quiçá, mais do que se pensaria e ambicionava em 1974.

Havia quem afirmasse que se conquistaram benesses excessivas e que a geração nascida nos pós 25 de abril não soube aproveitar as conquistas de então, aliás, a começar pelos sucessivos governos que só pensaram em aumentar a despesa com a excessiva e tão desnecessária administração pública, com autoestradas, pontes, obras e mais obras, abertura de universidades atrás de universidades.

Não pretendemos dizer que as infraestruturas rodoviárias e universidades não fizessem falta, mas foram excessivas e a maior parte das universidades não são

mais do que caça às matrículas e «venda» de licenciaturas que na maior parte dos casos têm sido passaportes para o desemprego continuado dos jovens.

O país não precisa de tantos licenciados armados em advogados, doutores e engenheiros, quando o que faz falta são técnicos profissionais especializados nas várias áreas de trabalho efetivo e não de gabinetes e de gravata ao peito em frente aos computadores.

A contribuir para as dificuldades então vividas, processou-se o assédio ao crédito fácil por parte das instituições bancárias.

A construção e posterior venda de casas aos jovens e não jovens, as facilidades com que se venderam automóveis de todas as marcas e de todos os preços, sendo sabido que 75 por cento dos portugueses passaram a ser proprietários de casa própria, de mais que um automóvel, computadores e dois ou três telemóveis, para além de outros equipamentos das chamadas novas tecnologias.

Certo e sabido é, também, que todos estes bens móveis e imóveis foram e estão a ser pagos a crédito, e que atendendo à crise económica e ao inevitável desemprego que afeta a maior parte das famílias, é completamente impossível que sejam pagos a tempo e horas ou simplesmente pagos, verificando-se cada vez mais as penhoras, proteladas, hoje, as vendas em hasta pública por falta de licitadores e legislação aprovada à pressa pelo atual governo para evitar ainda mais o descalabro social.

Na hora do apertar do cinto, ninguém quer assumir as culpas, da EU vieram milhões e milhões de euros, os quais se evaporaram como em passes de magia. 

Uma grande maioria dos trabalhadores com menos de 50 anos acostumaram-se a viver nos últimos 20 anos à custa do Fundo de Desemprego, de baixas por doença em que os sintomas apresentados não passavam de «amizades, conluio e facilitismo» de muitos dos médicos dos Centros de Saúde e, ainda, dos subsídios de rendimento social de inserção, o chamado rendimento mínimo e de reintegração.

Enquanto se viveu à custa de subsídios e do crédito fácil, as obras no país não podiam parar e teve que se recorrer à emigração que atingiu cerca de um milhão de trabalhadores legalizados e por legalizar, com preponderância entre brasileiros e emigrantes do leste, atendendo que os trabalhadores portugueses exigiam altos salários, não queriam sujar as mãos e «vergar a mola» como se diz na gíria.

Como resultado desta política do «deixa andar», os emigrantes ganharam muito dinheiro, reenviando-o para os países de origem e contribuindo para o enriquecimento dos mesmos.

Porém, quando a crise tomou conta do país, fizeram as malas e foram para outros destinos de trabalho lucrativo ou regressaram de vez às suas terras.

Entretanto, ficaram em Portugal os emigrantes que aqui constituíram família ou laços amorosos, ou aqueles que também olham para o trabalho de lado e nem sequer têm dinheiro para regressar, ou ainda, aqueles que não podem viver nos seus países por vários motivos.

A verdade é que entraram muitos milhões de euros vindos da EU, para além do dinheiro ganho merecidamente pelos trabalhadores emigrantes, das infraestruturas construídas e que estão à vista de todos, do enriquecimento de umas quantas empresas de construção civil, é hora de perguntar:

Afinal para que serviram os milhões se os portugueses vivem no limiar da pobreza e todos os dias abriram falência mais empresas?

Onde está o dinheiro dos bancos que deixaram de conceder crédito para a sobrevivência das ditas empresas com problemas de tesouraria?

Onde está o dinheiro descontado para a Segurança Social se o futuro desta instituição está em risco de sobrevivência?

Este não é o 25 de abril que os portugueses sonharam?

Vivemos num país, que agora passou a ser uma espécie de protetorado e controlado à distância por uma equipa de especuladores invisíveis que nos estão a sugar até à penúria completa.

Como país, na aceção da palavra, temos apenas uma bandeira meio esfarrapada, fronteiras sem cadeados por onde entram de vez enquanto uns funcionários europeus engravatados de malinha na mão a mando do grande capital que nos vêm cobrar e impor mais juros.

Os políticos querem à força toda deixar de o ser, mas primeiro querem assegurar um «tacho» que lhes dê de comer para o resto da vida.

Entretanto, os novos donos de Portugal, os auto denominados «mercados» ou seja o «grande capital» impõem medidas de austeridade atrás de mais medidas que engrossam diariamente o pelotão de milhares de esfomeados que recorrem à «sopa do Barroso», como nos tempos da 2ª Guerra Mundial, e contribuem para se chegar ao número de um milhão de desempregados.

A terminar os meus 42 anos de análises escritas e faladas sobre o “25 de Abril”, acabe-me ajuizar que o então jovem de menos de 30 anos, está triste pelo desenrodilhar dos factos e pelo estado de degradação do país que amo, em que a população descresse, nascem cada vez menos crianças, fogem para o estrangeiro mais jovens e regressam menos aposentados.

Num futuro próximo, em análise perversa e agoirenta, Portugal, eventualmente, poderá deixar de ser um país independente política e economicamente e, sim, parte integrante do "País Ibéria" totalmente dependente da EU e uma colónia de férias para a classe sénior e capitalista em busca do sol dourado com os poucos milhares de portugueses a serem lacaios subservientes, quais criados de mesa, cozinheiros e sopeiras do capital em férias.

Porra! Onde está a minha Portugalidade e os 44 meses como miliciano graduado no exército em tempo de guerra?
Para quê termos um Presidente da República frenético de amor pela Pátria?
Para quê homenagearmos Salgueiro Maia e honrarmos os antigos combatentes da guerra colonial?

Vamos acabar com a corrupção entre os usurpadores do poder, dos gananciosos mercenários da política, repor o espírito republicano e democrático conquistado há 42 anos.

Pensemos nos nossos idosos e netos e na sua dignidade no viver e, então carregar as forças das nossas consciências e sermos portugueses a sério.

João Pina
25.04.2016, pelas 00.05 horas

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Monchique renova a frota de viaturas ao serviço da Câmara Municipal

O Município de Monchique, depois de um esforço para a sua estabilidade financeira, continua a apostar na renovação da sua frota de viaturas, sendo que muitas delas se encontram com muitos anos de serviço e a carecer de substituição.

Assim, entra no dia 11 de abril, ao serviço uma nova viatura de transporte de crianças com capacidade para 17 pessoas. Será sem dúvida uma mais-valia para o serviço que o município presta à sua população, com especial incidência às crianças e jovens em idade escolar, já que à exceção dos moradores da Vila, todos os outros são transportados para os estabelecimentos escolares seja qual for o seu local de residência.

Rui André, Presidente da Câmara de Monchique, referiu: “Não tenho dúvida que este é um esforço grande para a autarquia, muito bem complementado pelo empenho e dedicação dos funcionários que desempenham esta função, principalmente porque este concelho tem 400km2, tal como não tenho dúvida que esta oferta é um descanso e uma boa ajuda para as famílias do concelho uma vez que este serviço, para além de ser completamente gratuito, constitui também um incentivo e forma de ajudar quem vive mais afastado dos aglomerados urbanos”, acrescentando, ainda: “É uma vez mais, cumprindo e continuando no trabalho de melhoria das condições de vida de toda a população que merece toda a atenção e esforços que se possam fazer”.

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