Dia: 19 de janeiro

Itens filtrados por data: segunda, 01 janeiro 2018

Uma hora para tomar café no primeiro dia do ano no Algarve! (Podem esperar pelo café e ir lendo, por que o atendimento está demorado...)

Ainda, me chega às ventas, o rescaldo da noite dos ricos endividados ao toque do rock com fogo-de-artifício de milhões e que terão de os pagar a meses a descoberto de perder de vista.

João Pina

Carteira Profissional de Jornalista Nº 4 408

Tenho saudades dos encontros, cumprimentarmos-mos, falarmos cinco minutos e despedirmos-mos e, ao fim de três horas ainda estamos a destrocar ideias.

O Algarve, nestes meses, continua um deserto de palavras e de amigos, para no verão ser uma quinta de labregos ricos. Depois, no amanhã, tardes e noites não acontecem nada.
Um gajo pode ir avenida abaixo, rua acima e dar uns peidos que ninguém ouve e, se passar a GNR faz de conta que nada escuta também, não vão pensar que é um bêbado a assaltar o multibanco de caçadeira em punho.

Os cheiros da noite e dos desmandos na areia molhada de champanhe rasca à mistura fina com a hipocrisia do fel dos fingidos, não me largam, tal foi a festa dos ricos, quiçá, caloteiros profissionais que olham os trabalhadores como escravos

Das nuvens negras e, amargas, sonhamos com dias doces de sol airoso, retempero da vida, ao invés, dos feitores das noites que nos procuram na noite de fim de ano.
Essa maltinha chega de olhos cerrados na penumbra, nem sois, nem doçarias trazem mas, sim, espinhas na garganta dorida de tanta correria nas contra correntes das carruagens suadas do metropolitano de Lisboa a caminho dos empregos, ou no regresso aos infantários e a casa com os putos ao colo amaldiçoando as horas de ponta.

É, sim, a malvadez dos homens de algibeiras cheias dos roubos da dignidade de quem trabalha para pagar a fome. Enquanto, eles, os ricos que parasitam políticos mercenários impostos pelo sistema, coçam a barriga e batem palmas com as mãos alambazadas pelos milhões roubados nas ruas da corrupção.

É por estas e por outras que adoro viver no Algarve durante o ano singelo, em que a água do mar azul é toda minha, em que o vento sopra e que o agarro, respiro-o a fundo e levo-o para casa para me soprar a lareira no inverno e, nos dias quentes da primavera/verão, ventilar os quartos de janela aberta sem pagar a energia à EDP dos chineses.
É nestes dias de vento agreste que vou à pesca e depois abanco com um robalo ou sargo fresquinho grelhado ao ar livre e almoço à fartazana, sem ter de chegar à praia pelas sete horas da manhã e marcar lugar para poisar a cana, por que os forasteiros nem dormem para ir cedinho acampar na praia, fazendo de conta que são os donos da mesma.

E, depois de esperar 45 minutos para ser atendido numa pastelaria em Armação de Pêra, mais outros 45 minutos para servirem um café e meia de leite e mais 15 minutos a aguardar na fila para pagar, regresso a casa com este “vale a pena” viver no Algarve quando o sol, o vento e o mar é todo dos algarvios, já que em dias de férias de verão, Natal, Carnaval e Páscoa, o melhor é zarpar para a minha terrinha arraiana, Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova.

01.01.2018, pelas 18,30 horas

PS: E, agora perguntam – e porque esperaste tanto tempo para beberes um café frio – foda-se, estou no Algarve e fartei-me de ver gajas boas, quarentonas e cinquentonas à deriva à procura de um algarvio marafado…

Ler mais ...

“Como não vão ter paciência para ler até ao fim”, Fernando Santos “desejo já um bom ano”.

2017 acaba embalado em noticias boas, ampliadas de boas, que embalam a entrada no novo ano.. O Povo, ou melhor, os trabalhadores e o povo caminham alegremente no seio das notícias boas. Ampliadas de boas.

As notícias ruins, reduzidas de ruins, são tratadas como Hérnias Umbilicais, por médicos que são fanáticos de um clube de futebol verde, verde como a esperança, a esperança, o sentimento dos pobres.
Médicos que, qual Fernão Mendes Pinto, relatam os percurso dos peidos que nos trazem à memória o festival da canção. Ganhámos, o festival da canção.
Os peidos sim, os peidos, os peidos do furacão que deitou fogo a tudo, com uma dimensão que acabou como uma notícia ruim. Reduzida de ruim.
O furacão que reduziu a cinzas a capacidade de reacção daqueles que não fizeram qualquer esforço, e por isso não tiveram Hérnias para serem operadas por um médico fanático de um clube de futebol verde.
Nem Hérnias tiveram.
Assim vamos entrar 2018 com Hérnias e sem Hérnias.
Percebemos que a imprensa que dá as boas noticia se interessa pelo percurso que fazem os peidos musicais, os peidos dos furacões, com especial “detraque” para os peidos presidenciais relatados por um médico fanático de um clube de futebol verde.
Prevejo assim um grande ano de 2018, de vento em poupa, embalado continuamente pelos peidos de uma imprensa que dá boas noticias. 
O primeiro-ministro nomeou para a agência de informações nacional, a Lusa, o homem do laço, que tem o mesmo nome do Pai Natal. Nicolau. Não falha, ainda é aquele em que a malta acredita, no Pai Natal.

Qualquer dia o único com dinheiro para presentes.
Pronto, já sabem que muitos daqueles que viram a sua vida melhorada, na televisão, e que já são os filhos dos filhos do 25 de Abril, que são aqueles que também sabem para que serviu o 25 de Abril, e que já não são tão “raríssimos” como isso, assim haja boas notícias na economia, não vão gostar desta crónica.
Mas não se apoquentem, os impostos, que como o próprio nome indica, não são facultativos, decerto os irão evitar de ir buscar um crédito pessoal por 10 anos para comprar um Mercedes em segunda mão, vindo da Alemanha, já com o chassis queimado pelo sal das auto-estradas.


Haja pois boas notícias. 
A avaliação bancária já está nos 100% e prevê-se que chegue aos 120.
A taxa de esforço permitirá ainda que sobre dinheiro para se adquirir 3 hambúrgueres no Mc Donalds.
Por isso, as boas notícias, agora supervisionadas pelo homem do laço, digníssimo administrador da Lusa, auguram um ano ainda mais extraordinário, essencialmente se Merckl não conseguir formar governo tão cedo, com os socialistas lá do burgo.
Merckle que aceitou Centeno, o Ronaldo das finanças, (que quem sabe poderá também ter problemas com o fisco), para o Eurogrupo, para poder formar governo com os socialistas. 
São boas notícias, dadas de vento em poupa, via reparações de Hérnias Umbilicais que deixam passar peidos presidenciais majestosamente descritos por médicos fanáticos de clubes de futebol verdes, de fazer inveja aos repórteres da CM TV.
Falando nisso, nada como a Marcelo TV para definir 2017. 
Faço votos pois que não sejam precisos tantos peidos resultantes de abraços apertados, que causam hérnias a muitos portugueses por via dos impostos, para que outros pensem que as notícias boas e ampliadas, são mesmo verdade.
Estejam pois atentos às boas notcias pois vão ser controladas independentemente por um dos maiores branqueadores do jornalismo português que tem o nome do Pai Natal. 
Fixem o nome do Pai Natal.

Nicolau. Assim, esperando que leiam pelo menos esta parte, bom ano para todos, e vai correr tudo bem, o que eventualmente não correr bem, são fake news.

Descansem.

Abraços.

Ler mais ...

São Brás de Alportel na Rede Regional de Apoio e Proteção às Vítimas de Tráfico de seres Humanos

O Município de São Brás de Alportel passou a integrar a Rede Regional de Apoio e Proteção às Vítimas de Tráfico de Seres Humanos, no âmbito do trabalho do município na área da intervenção social. Dada a centralidade do concelho na zona central da região, entre os mais importantes centros urbanos; e a aposta que vem sendo realizada na ampliação de respostas ao nível social, nomeadamente com parcerias para apoio a vítimas, esta adesão vem complementar a estratégia delineada pela Carta Social de São Brás de Alportel.

Criada com o objetivo de disponibilizar uma resposta de intervenção em rede que integre as componentes de combate ao Tráfico de Seres Humanos (TSH) e de apoio especializado e multidisciplinar às suas vítimas, no âmbito do território regional, este Rede representa um importante esforço da região, atenta a um fenómeno infelizmente muito atual e mais presente do que seria desejável.

O trabalho realizado pela rede é articulado diretamente com a Rede Nacional de Apoio e Proteção às Vítimas de Tráfico e adota os instrumentos existentes para a sinalização e encaminhamento das vítimas.

A Associação para o Planeamento da Família (APF), a Associação de Proteção à Rapariga e à Família, a Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, a GNR, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), as delegações de Olhão e Tavira da Cruz Vermelha Portuguesa, a Universidade do Algarve, o Grupo de Ajuda a Toxicodependentes, a Associação Nacional de Jovens Empresários, a Fundação Irene Rolo e as Câmaras Municipais de Vila do Bispo e São Brás de Alportel integram também este Protocolo de Cooperação que criou a rede em setembro de 2016.

O trabalho da Rede Regional de Apoio e Proteção às Vítimas de Tráfico de Seres Humanos passa ainda pela prevenção de situações de revitimização através da promoção das capacidades e das competências das vítimas assim como o apoiar o retorno assistido das vítimas estrangeiras aos seus países de origem e informar as vítimas de TSH dos seus direitos e deveres na permanência em Portugal.

Ler mais ...

Jazz nas Adegas regressa com dois concertos em janeiro

Os dois primeiros concertos da edição de 2018 do Jazz nas Adegas trarão a Silves os grupos Low Tech Groove (que atuará a 13 de janeiro, na Quinta João Clara, em Alcantarilha) e o quarteto Jazz à Capela (que se apresentará no Convento do Paraíso, Silves, a 20 de janeiro).

A primeira sessão está agendada para o dia 13 de janeiro, com inicio pelas 21h00, na Quinta João Clara (Alcantarilha) e contará com o grupo Low Tech Groove. Esta Quinta começou a laborar em 1975, quando João Clara a adquiriu e plantou a sua primeira vinha. Com 28 hectares, tem na vitivinicultura a sua principal atividade e é seu enólogo António Maçanita e Júlio Antão o artista plástico que criou a imagem de marca João Clara: uma chaminé algarvia. Atualmente, a Quinta João Clara é dirigida por Edite Alves e as suas filhas Ana e Joana Alves.

O virtuoso músico algarvio, André Capela, preparou com o seu quarteto (André Capela, saxofones, flauta e guitarra; Cathy Santos, voz; Vasco Ramalho, vibrafone, marimba e percussão e Bruno Vítor, contrabaixo e percussão) um conjunto de composições muito groove, com ritmo e uma presença impar no relacionamento com o público. Atuarão no Convento do Paraíso - Quinta de Mata-Mouros, localizada em Silves, na margem esquerda do rio Arade. Com 120 hectares, esta quinta deve o seu nome à abundância de vegetação e de nascentes de água doce, bem como a ter sido porto de chegada dos navegadores mouros. Após a reconquista cristã, ali foi construído o convento de Nª Srª do Paraíso (sécs. XIII e XV), que ainda conserva a sua estrutura principal. Desde 2012 o projeto “Convento do Paraíso”, uma parceria entre a família Pereira Coutinho (proprietária da Mata-Mouros) e a família Soares, permite a produção de várias gamas de vinhos.

As restantes sessões do Jazz nas Adegas terão lugar nos seguintes dias/locais e com os seguintes artistas, sempre às 21h00:

  • 10 fevereiro -  Chustinatra, na Quinta do Francês, Silves
  • 24 fevereiro - Power Trio, na Quinta do Barradas, Silves
  • 10 março - P.L.I.N.T, na Quinta do Barranco Longo, Algoz
  • 17 março - Badalo Quarteto, na Quinta da Vinha, Silves
  • 07 abril - Alexandre Dahmen Trio, na Quinta do Outeiro, Silves
  • 14-abril - Yanina Mantuano, na Quinta da Malaca, Pêra

Quem desejar participar deve obrigatoriamente efetuar reserva, tendo o ingresso, para cada sessão, o custo de 10,00€ (inclui, para além do concerto, prova de vinhos do produtor, voucher de visita ao Castelo e Museu Municipal de Arqueologia e a oferta de uma garrafa de vinho). O período de reservas inicia-se um mês antes da data da sessão. O evento destina-se a maiores de 18 anos.

Recordamos que a segunda edição do Jazz nas Adegas é organizada pela Câmara Municipal de Silves e integra, mais uma vez, a programação cultural 365 Algarve. O Ginásio Clube de Faro assegura a contratação dos artistas, reunindo um conjunto de formações artísticas que valorizarão esta atividade.

A edição de 2018 terá oito sessões, que de janeiro a abril se realizarão duas vezes por mês, passando pelas adegas de quase todos os produtores dos VINHOS DE SILVES (marca própria do Município). Esta iniciativa pretende dinamizar culturalmente os locais onde se produzem os Vinhos de Silves, numa simbiose entre o vinho, o seu produtor e a música, proporcionando uma experiência única ao público, em locais pouco usuais para a apresentação de um concerto de Jazz.

+ Info e reservas: Sector de Turismo da CMS | tel.: 282 440 800 | email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.; Quem efetuar reservas deverá chegar meia hora antes da hora de início da atividade para levantar o seu bilhete.

  • Publicado em Cultura
Ler mais ...
Assinar este feed RSS
×

Sign up to keep in touch!

Be the first to hear about special offers and exclusive deals from TechNews and our partners.

Check out our Privacy Policy & Terms of use
You can unsubscribe from email list at any time