Dia: 16 de Jul

Itens filtrados por data: quinta, 09 maio 2019

MAR SEM PLÁSTICOS – Diálogo com cidadãos: o que posso eu fazer pela Europa?

No âmbito do Dia da Europa, realiza-se nesta quinta-feira, dia 9 de maio, uma sessão sobre um “Mar sem Plásticos”, promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, a Enterprise Europe Network, o Europe Direct Algarve e o Município de Olhão, que terá lugar pelas 15h30, nos Mercados de Olhão.

Enquadrado no ciclo de iniciativa “Diálogo com cidadãos”, sugere-se uma conversa franca sobre os impactos dos resíduos de plástico no ecossistema marinho e a forma de os reduzir ou evitar, nomeadamente nas comunidades costeiras e piscatórias.

O “Mar sem Plásticos” é um tema urgente, consubstanciado na criação duma Estratégia Europeia para os Plásticos na Economia Circular e de legislação específica, com efeitos a curto prazo.

Segundo dados da União Europeia, os plásticos descartáveis ou de utilização única representam 50% do lixo marinho e constituem a maioria dos resíduos que desaguam nas nossas praias. Por outro lado, os microplásticos, partículas minúsculas de plástico desfeito nos oceanos, contaminam a cadeia alimentar marinha.

A sessão propõe-se avaliar o impacto deste lixo nos nossos mares e, consequentemente, nas nossas vidas, identificar as fontes de poluição e debater ações de prevenção e mitigação dos danos ambientais, contando com a participação de várias personalidades e entidades ligadas a esta temática. Iniciativas como “A Pesca por um Mar sem Lixo”, as campanhas de sensibilização e recolha de resíduos na costa e a formação dos profissionais da pesca são pontos de discussão com os cidadãos.

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Muralha de Lagos recebe obras de conservação

Está em curso uma intervenção na Muralha de Lagos que prevê a recuperação do troço nascente da Cerca Medieval (troço que confronta com o Jardim da Constituição), o qual inclui o Torreão da Ribeira, as duas Torres Albarrãs da Porta de São Gonçalo, o pano situado entre o primeiro Torreão e o Castelo dos Governadores, a fachada sul do castelo dos Governadores e o seu Revelim. Trata-se de uma empreitada municipal, adjudicada por 79.952,00€, e que tem um prazo de execução de 120 dias.

Em fase de conclusão está já a empreitada de pintura de manutenção e conservação do troço de muralha na Rua da Barroca, intervenção que teve um custo de 47.460,00€.

Ambas as intervenções enquadram-se no Plano Geral de Intervenção das Muralhas (PGI) que, para além destas obras prioritárias, prevê um conjunto de outras intervenções de caráter estruturante que visam a preservação, reabilitação e valorização desta importante estrutura de património militar edificado.

 

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CRÓNICA: QUANDO TORNAR A VIDA DIFÍCIL PODE SER UM ACTO DE AMOR

“Obrigado pelo trabalho que tiveste em me teres tornado a minha vida difícil”
A frase dita depois de um abraço trocado, num reencontro inesperado, num sítio onde as pessoas nem por acaso se devem encontrar, foi dita com gratidão, com um brilho sincero no olhar, contrastando o rosto macilento e colorido pelo veneno que lhe corre pelo corpo.
Pedi-lhe desculpa, mais por cordialidade do que pelo aceitar a sua frase. Depois insistiu e percebi que falava a sério “não sei se me amavas na altura nem quero agora saber, sei é que nem antes, nem depois ninguém se deu ao trabalho de me dar a atenção e a dedicação, gosto de dizer o amor, mesmo que desajeitadamente me deste, e sobretudo pela generosidade com que o fizeste.”

Eu que nos últimos tempos me tenho sentido um balão velho e inútil, eu que nos últimos tempos me tenho sentido desprezado, abandonado, um balão enrugado de tão vazio a vida me tem feito sentir nestes últimos meses. Esta frase foi como que uma lufada de ar me tivesse devolvido o vigor e a elasticidade que tanta falta me tem feito para me sentir vivo e útil e sobretudo, amado.
Falamos durante um par de horas, contou-me a sua história, falou-me da doença, da inutilidade dos tratamentos, pediu-me para não insistir na história clínica, nem nas palavras de esperança. Respeitei o seu pedido e falamos de vida, falamos de amor, falamos de amizade, falamos das preocupações do futuro dos seus sem a sua presença.

Saí dali a pensar envolto num tornado de emoções, a fazer balanços, a pensar no significado do dar e receber como se a vida se se apresentasse agora num novo paradigma. O que serão demonstrações de amor? Será que as pessoas se cruzam com o amor sem o perceberam porque nunca o tiveram antes? 
É isto Amor? Tornar difícil a vida dos outros. É um pau de dois bicos certamente, um enigma a encontrar o balanço entre os extremos, mas esta mulher que não me via há três dezenas de anos, mais coisa menos coisa, de quem eu nem sequer me lembrava do nome fez-me perceber muita coisa.

Na realidade abriu uma caixa de pandora em mim, percebi claramente que nunca fui amado neste patamar, mesmo que de facto não a tenha amado, talvez tenha sido uma paixão que se limitou a isso mesmo:o desejo. E que terminada não me deixou memória suficiente para sequer a recordar de vez em quando.
Quando digo ser amado falo da idade adulta, falo de reciprocidade, falo de investimento de um no outro, de lealdade, de compromisso, de dedicação. A falta de amor empurra-nos para várias formas de o procurar, a falta de "tornar a vida difícil ao outro" é-nos transmitida pelos nossos pais, ou por falta ou por excesso e lixa-nos o futuro, lixa-nos as emoções e as razões.

Ontem, umas horas antes deste reencontro, tinha almoçado com as minhas duas filhas, no dia anterior tinha tido uma conversa muito boa com uma delas, a mais "difícil" de todas, uma casualidade que é frequente em determinados momentos importantes da minha vida, felizmente que não sou nada esotérico e na forma pequenina entregar estes momentos a coisas sem sentido, foi também a casualidade de um telefonema que me empurrou para uma reaproximação bonita com o meu pai, foi uma casualidade de um outro telefonema que me empurrou para uma relação que teve tanto de bonito como de feio que terminou pela falta de capacidade de amar de uma pessoa que nunca consegue terminar o que começa , mas se empenha com tudo e mais alguma coisa naquilo que começa e claro que esbarrou com a minha intransigência. Podia ter sido tudo diferente, tudo melhor, não foi.

Mas escrevia eu, que horas antes tinha almoçado com as minhas filhas, e é verdade que lhes tenho tornado a vida difícil, por uma característica do meu carácter; ser intransigente. Disse-lhes isso e mais algumas coisas demasiado intimas para aqui serem expostas, expus-me e atingi-as naquilo que sentem sem que o compreendam, ajudando-as a começar a perceber que há explicações interiores para o comportamento humano e que eu, como pai tenho a obrigação e o dever de me "despir" para as ajudar a burilar as emoções, a esculpir o amor, ajudá-las a perceber que somos sempre melhores pessoas daquilo que pensamos ser e conseguir. E sobretudo perceber que aprendo com o amor que lhes tenho e que a mudança, ao contrário de me desfazer a personalidade, ajuda-me antes a desfazer as inseguranças e, ironicamente, a ficar mais forte e é sabido que o amor é sempre mais sólido quando as pessoas são fortes.

Neste meses de solidão efectiva, enfiado aqui neste pequeno paraíso de verde e azul, tenho questionado a vida, tenho feito demasiadas vezes a pergunta "Como é que vim aqui parar?". É uma opção minha, pela exigência que coloco nas relações, qualquer que seja o género e não as substituo nem compenso por coisas fáceis. Se o fizesse seria violentar-me ainda mais, não o compenso enchendo a casa de animais, tornando-os em pessoas imaginárias, prefiro questionar-me, pensar, reflectir e felizmente tenho uma mão cheia de amigos com quem partilho a aprendizagem.
Há dias num jantar em que eu era o (muito) mais velho numa mesa cheia de gente diferente, alguém me perguntou, perante uma série de coisas que fui debitando em sede de provocação e desinquietação; "como é que fazes e se é possível mudar coisas com a tua idade?".
Respondi que sim, e que esse talvez seja o segredo de nos mantermos vivos, não que o tenha mesmo descoberto, uma intuição igual àquela tão humana que leva os cientistas e os filósofos a não se darem por vencidos e irem sempre em busca de qualquer coisa nova. Disse-lhes, o que aprendi, para já, que é desconstruir o que aprendi à custa da pancada que a vida me vai dando, mas mais importante, à custa da pancada que vou dando de volta para me defender. Depois reconstruir, tendo como base o respeito pela fragilidade do outro. Um dia disseram-me, no inicio de uma relação "Tive medo porque pensei que eras assim comigo, mas já vi que és assim com todos os que amas e todos os que te são indiferentes". Já não era miúdo nenhum quando o ouvi e estupidamente recebia frase como um elogio. Não, não era um elogio, sei-o agora e quando digo não era um elogio, não era que a pessoa de alguma forma não o tivesse feito nesse sentido, estava ela e eu errados. Sei-o agora.

Se esta rapariga, agora mulher à beira de partir que era na altura bonita como o raio, tivesse percebido que aquilo que ali estava a germinar era amor, talvez tivesse lutado por mim, mas ao invés, teve medo, medo de que o que estava a descobrir nela o exactamente que não gostava, erguendo um muro cheio de coisas pequeninas para se defender, o que não gostava mesmo era a falta do amor que até ali não tinha recebido e como tal se tornara incapaz de o reconhecer. Não lhe perguntei quando é que o tinha percebido, seria demasiado egocêntrico concentrar-me me mim e nem era, para mim, importante, procurei saber se tinha sido feliz e realizada, disse-mo que de alguma forma sim e que depois de lhe ter passado a zanga por eu ter acabado a relação sem explicações e sem que ela percebesse as razões, a vida seguiu em frente até ter encontrado o pai dos seus dois filhos com quem ainda está.
Disse-lhe que que voltaria para a ver, recusou "Não, não venhas mais, foi muito bom poder ter-te disto isto, sei que vou morrer em breve e acredita que sinto agora que me faltava dizer-te isto e agora que o disse sinto-me completa e em paz"
Às vezes a vida é muito bonita, às vezes encontrar boas pessoas que nos fazem sentir melhores pessoas, faz-me sentir a utilidade da vida. E sinto o dever de o partilhar, talvez seja essa a razão de tanto gostar de viver para depois poder escrever o que aprendo.

Paulo Leote E Brito

 

 

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Vencedores do concurso Book Trailers

Decorreu, no dia 08 de maio, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, a cerimónia de entrega de prémios do concurso Book Trailers.

Nesta segunda edição foram vencedores os seguintes grupos:

1.º Ciclo

“A Girafa que comia Estrelas” de José Eduardo Agualusa

Autores: Rafaela Lourenço, Salomé Teixeira e Sara Vaquinhas

2.º Ciclo

“A Árvore Vermelha” de Shaun Tan

Autores: Beatriz Rosário e Frederica Esteves

3.º Ciclo

“O Principezinho” de Antoine de Saint Éxupery

Autores: Beatriz Saraiva, Bobi Asanov Shekirov, Maria Carolina Oliveira e Xavier Horta Neto

Ensino Secundário

“Jerusalém” de Gonçalo M. Tavares

Autores: Pedro Martins, Ana sofia, Joana Ferreira e Diogo Valadares

Foram ainda entregues menções honrosas a alunos do 2.º ciclo do Ensino Básico e Secundário, assim como ao concorrente na categoria de público geral. Participaram 52 candidatos, num total de 19 booktrailers.

Os critérios de seriação tiveram por base a criatividade e inovação, a qualidade artística (banda sonora e imagens) e técnica (captação, edição e pós produção), o argumento e a realização, assim como a correção linguística.

Um book trailer é um vídeo curto que tem como finalidade apresentar, de maneira breve e visual, a atmosfera de um livro, sem mostrar a trama completa nem o desenlace, de maneira a sugerir e criar o interesse no leitor.

  • Publicado em Tavira
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Lagoa avança com a 6ª edição do Orçamento Participativo (OP

 

 

De 20 de maio a 5 de junho decorrem as sessões públicas para apresentação de propostas do Orçamento Participativo (OP) 2019 em Lagoa

O OP de Lagoa é o instrumento de participação democrática promovido pelo Município que volta a disponibilizar 300 mil euros do seu orçamento anual para concretizar propostas apresentadas e votadas pela população do concelho. O OP Lagoa, Algarve, entra agora na sua 6ª edição.

A primeira reunião pública para apresentação de propostas terá lugar em Ferragudo, pelas 20:30h de segunda feira 20 de maio, na sala da Assembleia de Freguesia na Rua Vasco da Gama.

Uma semana depois, segunda feira 27 de maio, à mesma hora, acontecerá a segunda sessão pública. O Jardim Municipal de Estômbar vai receber para este efeito a instalação de uma tenda que acolherá toda a população interessada.

A reunião de Lagoa está agendada para a terceira segunda feira, 3 de junho, na mesma tenda a localizar no Largo 5 de Outubro, às 20:30h.

O último encontro para apresentar propostas ao OP 2019 ocorre em Porches, quinta feira 5 de junho, à mesma hora e na mesma tenda a implantar no Adro da Igreja local.

Segundo o Presidente da Câmara de Lagoa, Francisco Martins “as anteriores edições do OP contaram com o conhecimento de proximidade das pessoas de todo o concelho; foram acrescentando melhorias à operacionalidade do processo, por exemplo, no que respeita às competências das comissões previstas no regulamento. Esperamos que a edição deste ano continue a capacitar e a criar oportunidades para as pessoas participarem cada vez mais ativamente na gestão autárquica”.

A seguir a esta primeira fase de recolha das propostas dos cidadãos e cidadãs, o OP Lagoa desenvolve várias fases até chegar à entrega à população local da concretização das propostas mais votadas.

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Carros clássicos da 6ª edição do Passeio da Primavera em exposição “relâmpago” no Designer Outlet Algarve

 

A 6ª edição do Passeio da Primavera, organizado pelo Portugal Classic em conjunto com o Clube Português de Automóveis Antigos, realiza-se este domingo, dia 12 de maio, na cidade de Olhão. Este ano, a novidade do programa é a passagem pelo Designer Outlet Algarve, onde os automóveis clássicos que integram o passeio vão estar em exposição a partir das 11h00.

Modelos que datam desde a década de 1920 até ao início da década de 1980 vão estar representados na 6ª edição do Passeio de Primavera, no qual estarão presentes marcas como a Rolls Royce, Mercedes-Benz, Jaguar, BMW, Porsche e MG, entre outras. Emoção e nostalgia é o que a organização do evento pretende com este passeio, que pela primeira vez tem paragem marcada no Designer Outlet Algarve.

O percurso inclui a chegada ao Designer Outlet Algarve às 11h00, onde os automóveis vão estar brevemente em exposição para colmatar a nostalgia e a curiosidade dos visitantes. Um dos modelos antigos, um Mercedes 170 S Cabriolet de 1951, estará em destaque na Praça Central. Este momento, que inclui um welcome drink para os participantes, é uma oportunidade para os entusiastas do universo automóvel regressarem ao passado com os mais icónicos automóveis clássicos.

O programa do Passeio da Primavera tem início às 09h00 no Real Marina Hotel & Spa, onde será feita a receção dos participantes. Às 10h30 inicia-se o percurso, com destaque para a subida ao Cerro de S. Miguel. Após passagem pelo Designer Outlet Algarve, os automóveis regressam a Olhão, onde às 15h30 se realiza, na Avenida 5 de Outubro, uma prova para o público, que será um verdadeiro desfile de modelos antigos e um “museu rolante” do passado automobilístico.

Créditos: Bernardo Lúcio

 

 

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