Dia: 15 de Dez
Cultura

Cultura (61)

UMA GAJA DO CARAÇAS

UMA GAJA DO CARAÇAS

Um novo livro, ainda, não tem título há medida, que for escrevendo da história desenrolando se tal de tempo.

Embora, escreva ficção, costumo afirmar: "Nunca sei acaba a realidade e começa ficção, pelo que, qualquer semelhança com factos, ou pessoas será pura coincidência”.

É, também, uma inédita forma de escrever um livro, o qual, vou tentar seja diário e em permanência com os leitores e amigos.

Informe, desde que 24 dias “Partilhar na tua história”.

 

CAPÍTULO

Naquele princípio de noite de fins de setembro de 2017, as Docas de Faro encontravam-se à pinha, um autêntico mar de gente para receber e ouvir de viva voz o fundador do Partido da Esperança Li­beral (PEL) e conhecerem as figuras do Algarve que alinhavam por esta nova formação partidária.

Dizia-se que seria o comício com mais expetativas, desde a rentrée política do mês de agosto, até porque a célebre rentrée do Pinhal, em Quarteira, foi um fiasco devido aos receios dos protestos e manifestações dos milhares de portugueses em férias na região.

Num palco montado a preceito por uma conhecida empresa de som e luz de Lisboa, o speaker de serviço anunciava para dentro de minutos a chegada do «salvador» da pátria, Miguel Saltos de Athayde (MSA), o líder do novo partido, formado a partir de dissidentes do Partido Sempre Portugal (PSP), do Partido Renovar Portugal (PRP) e ainda do Partido Patriótico Popular (PPP), pelo que o Partido da Esperança Liberal (PEL) tornou-se velozmente num partido pronto a disputar o espaço ocupado pelos ditos partidos e que têm passado sucessivamente pelos governos, e de todos os descontentes com a prestação de Duarte Reboredo à frente do partido «cereja».

Os problemas surgidos com o anunciado pagamento de portagens em todas as SCUTS, o aumento de impostos e as medidas de austeridade, contribuíram para que muitos independentes se afastassem das áreas de influência da oposição chefiada por Antonino Gumersindo, e como tal, também aderiram à formação do PEL.

Do Partido Patriótico Popular (PPP) vieram os antigos seminaristas numa tentativa de deitarem por terra o cada vez mais popular Pompílio Portos.

— Companheiros, companheiros!

— Ai está o homem de quem se fala!

— O líder que vai trazer um novo rumo à política portuguesa!

— Abram alas!

— Deixem-no passar!

— MSA! MSA! MSA!

— O coração, o motor, a inteligência, o querer do PEL.

— PEL! PEL! PEL! — gritava o speaker, de cabelo esguedelhado à direita do palco.

O povo algarvio clamava:

— PEL! PEL! PEL!

— MSA! MSA! MSA!

— Um sucesso o comício — exclamava um militante do partido da «roseira» para outro, certamente, mirones da Federação do Partido Sempre Portugal/Algarve.

Muita gente gira, imensas miúdas bronzeadas pelo sol algarvio que deixa marca todo o ano.

Miguel Saltos de Athayde tinha no rol de admiradores uma grande quota de representantes do sexo feminino. A sua fisionomia de garotão crescido, as madeixas cobreadas no cabelo a lembrar os putos do surf das praias de Sesimbra, Guincho e Arrifana, davam-lhe um ar desprendido, rebelde, ao mesmo tempo arrojado.

Era uma presença diária e semanal nos jornais e revistas sociais.

O povo, nomeadamente as mulheres, gostavam dele.

A atitude política que assumia rondava a simplicidade e acertava em cheio nas mossas do sistema atual, causando boa impressão junto do eleitorado insatisfeito, quiçá à procura de um Messias para o país.

Em frente ao púlpito assentado no palco, Miguel Saltos de Athayde ajeitou o microfone e iniciou o seu discurso. Apenas tinha colocado junto ao tradicional copo com água, uma cábula com algumas notas. Falava de impro­viso dominando as cerca de duas mil pessoas que se juntaram nas Docas de Faro para o ouvir e ver de perto.

Entre a multidão encontravam-se duas esplendorosas mulheres, mãe e filha que mais pareciam irmãs, Bia e Magali, assim se chamavam as duas criaturas, davam quase tanto nas vistas como o líder do PEL. Acompanhadas por um amigo de nome Valenciano, professor do ensino secundário e por mais uma turma de entusiastas do novo partido, não paravam de falar entre elas e gritar em direção ao palco.

Contínua…

João Pina

(Facebook, escrever último livro)

Ler mais ...

Sei vivo “vivendo” fado

 

 

“Geringonças” poder como terminará…

À noite não quero dormir

A benevolente vir a seguir

Não sei se quero partir

Ou lutar pelo que pode vir

 

À noite esfalfar do mundo

Que mais parece um entrudo

Homens políticos sem rumo

Estão a tornar-me num defunto

Ainda vivo, mas quase a morrer

De revoltado por tanto sofrer

 

O que povo está a receber

E da Terra nos faz desaparecer

Não sei se vale a pena viver

Porque sinto tristeza a valer

Deixei a felicidade e o saber

 

E muitas coisas por entender

Oportunistas feitos capitalistas

Malfeitores tornados avalistas

Duma corja de ladrões acionistas

Tornados banqueiros academistas

 

A Europa, o País está a saque

Com bebedeiras de conhaque

Transformados em grande claque

E não há ninguém que os estaque

 

Onde é que isto vai parar

Com as pessoas a penar

Trabalhadores a esfomear

E os políticos a engordar

 

Deitando fora a democracia

Em troca da aristocracia

Depois falam da burocracia

E tramam-nos com diplomacia

 

É tempo do povo acordar

Acabar com o verbo roubar

Antes que comecemos a lutar

E a empregar o verbo matar

João Pina

25.10.2019

 

Sei vivo “vivendo” fado

Afogueio o olhar espertar

deleites, bem-aventurado,

pressinto dos lábios carnosos

 

Desvendando, horas de céu-aberto

alongo pernas, por saias suas,

que nem ninfa dominical; atracou

ninho amor ilusória noitadas

 

 

Relembro, sensualidades, corpóreas

orgasmos prazeres, incontáveis

da lua graúda. Esperneio lençóis

maciez, branca, albergando de corpo

vertigem, borboletas voaram de bálsamo
Desassossego milagreiro guiar proibida

 

O espírito, alma, meus d’ êxtases

inspirações; embruxadas vontades,

adormecidas, acordadas, afetas

de brutos renascer hoje sentenças

Delibando, d’amores, silenciados

memorável e manhã fora de mim

 

Dias d’olhar enfeitiçado saltamos,

cama de lençóis brancos, beijos

de até logo ou até amanhã desejos

Não nunca soube nentes história

que a vivo, vivendo fortuna sorte,

de jeito há venturas desagradam, 

sexo quão amor mulher sonhos

João Pina

22.10.2019

As janelas amaram lençóis amores

Janela da vidraça, domingo
amou, enroscar-me nos lençóis
Pensar amantes, bruma beijos,
porta da minha estuário impulsos
Palmilhando, corpo esfaimado, boca
aos picos das mamilas eriçadas
desvairado das delongas mistério

Bem-quereres, cheiro da chuva
qual tempero, solitário, perfume
apaixonado, assim, noite perdido
sem destino, loiro andante amor
molhados, que recém-iluminar
estrelas, poeta d’ olhas amorosa,
continuo a almejar viver compor
na cama de amar pena escrever

João Pina
19.10.2019

Velha lágrima terríveis

O vento sussurra lá fora
com a força chuva a pala mão
a revolta da deusa natureza

Na casa a cair de miséria
o velho curvado – agora
pensa - meu defesso, coração
desliga, em dia de tristeza

E vento canta zangado
alentas juntadas d’ agruras
qual músico dorido cantador
do descumprir, noites sem amor
entre, paixões traições duras

Como o velho no seu morrer
na casa fria d' afetos a sofrer
O velho sem padre para enterrar,
Desgarrado, a morte ventoso
que o agarrar à roda, cães e gatos,
partida, desagúe velho dos caixotes

Idoso sabor das pragas do vento,
estendido, sem família, rua ao relento
no velório sem gente, nem flores,
ali, sem nome e filhos por conhecer,
aguarda. Que furacão do tempo
da comida, no abrigo, e repartida

Em jeito de despedida póstuma
a um amigo, acaso, apagar-se idade
doou dias e, que eu não fumava
Enxugue, dores, trovões, amanhecer
ao velho que deixou de ser velho
Se vejo todos os veemente dias
desgastado, velhas lágrimas terríveis

João Pina
19.10.2019

“Tesas” e hirta, rija, homens de barba rija?

Homens do meu povo

Não queiram ser

Iguais, outras e coincidência

 

Vivemos em democracia, amordaçada,

ameaçada na liderança, pelas mulheres

nas empresas, política, família, lares

Aos balcões dos bares, de cigarro da boca

e whisky; até nas camas do vício

arrastam-se das deusas do século XXI

 

As mulheres controlam o viver

em sociedade e, pelos vistos,

os homens, submissos, adoram

As mulheres, calças dos homens

e, enquanto, as suas ideias avante,

mini saias de cuequinha ao léu

E, os homens, aceitam e dão tudo

quando, elas, mulheres de língua afiada

e pernas abertas passam a ter razão

 

Ordenam e os homens trabalham,

alteram condutas, baixam e obedientes

 

Igualdade sim, submissão, nunca!

 

Nos tempos modernos, na vida doméstica,

homens lavam loiça, cozinham, limpam o pó;

vão ao supermercado, levam filhos à escola

Tudo bem, mas, em regime de ajuda,

partilha de serviços, nunca em exclusividade

 

Numa separação, divórcio, seja

qual for a motivação, culpabilidade

Quantos homens exigem pensão de alimentos,

mesmo, que ao longo, anos ganhem menos

empregos modestos; e mulheres, ganhem mais,

bons empregos, financeira futura superior

 

Os homens, que depois de corneados,

postos na rua de malas por costas

desempregados, receber de pensão alimentos

 

Hoje, em dia, existe violência doméstica,

diga-se, psicológica, os homens são vítimas

 

Quantos se choram?

Nenhuns, timidez, cobardia!

 

No mais curto espaço de tempo,

estádios de futebol esgotam

para as equipas de futebol feminino

do Benfica, Porto, Sporting, Real Madrid,

Barcelona, Manchesters e, de outros clubes

do mundo, jogar para as ligas milionárias

da “Champions Women's Football Europe”

 

As bancadas, vão encher mais homens

de olhos arregalados, a bater palmas

às pernas musculosas e mamas a saltitar

das craques de calções desportivos desenhados,

pelas estilistas da moda para as mulheres

Com pelo na venta, agora, no futebol

os homens de barba rija e de corpos tatuados

 

Às mulheres tesas e hirtas

que comandam homens de barba rija

 

Os homens gostam de vos saber líderes

nos empregos, na vida, mas, não planeiem

Igualdade, partilha, sim, casa ou na cama

 

Ou melhor (amigas) não finjam que gostam,

quando na verdade, adoram os apelidos.

E, profissionais dos homens quem dormir,

porquanto, sem experiência de um amigo:

"Acaba-se o dinheiro, acaba-se o amor".

João Pina

18.10.2019

Poema (des) inspirado


Prevejo, por perto, a decadência
do meu pobre, desde sempre, talento.
Pressinto, ninguém lê tais poemas,
serão lamentos a mais, demência,
ou desequilíbrios da alma ao relento,
frio da vida, assaz viver sem temas.

Revolta, penso, escrevo escabroso
ou saber, certo se da inspiração
vem, ou não, que satisfaça leitores
avulsos, lerem de gostar manhoso
tais poemas, de minha medicação,
petiscos de palavras com sabores.

Acabar um poema bem temperado.
Palavras da saga d'amor corneado.
Não é meu feitio, cheira a falseado.
Poesia, pintura, escrita, criação
de cultura, mentirosos da perfeição;

homens que finge ainda logração.

Que raio de poeta sem seguidores.
Que pessimista de maus sofredores.
Que poesias, só criar perdedores…


João Pina
16.10.2019

Amor poetiza beijos

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

 

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

 

És tu odeias-me

E não to censuro

Os traidores são colhidos

Na sua amásia cobiça

Até, agora, matado

Senãos fazem diferença

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

 

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

 

Porque se fruísse lambido

Coração reaveria veneno

Julgas que gente é boa

Mas, portanto, embora

Esquece-me, este sítio

 

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

O bom juiz não deve ser jovem

No entanto ancião aprendeu tarde

O que é a injustiça, sem tê-la sentido

Na sua alma; mas por tê-la alheia almas

 

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

Malandro, aí está

És um menino feio

Salta, quão fazes sempre

Santíssimo sacramento

 

Desviveu amo d’ amores viveremos

O erotismo são vadias, a poesia

O amor-próprio poetiza feia palavra

Vento balão verso de malandro

 

Poeta é um fingir que é dor amor

Que ele abraça eterna nunca perece alma

João Pina

14.10.2019

 

Um dia morte que ser?

Pus-me a imaginar

A minha própria morte

O dia de terminar

Uma vida sem sorte

 

Estou a chegar ao fim

Fui sempre o que quis ser

Não tenham pena de mim

No dia que falecer

 

Andei entre o mal e o bem

Entre o feliz e sofrimentos

Guerreiro e lutador também

Despeço-me sem lamentos

 

Antes de entrar no caixão

Fecho os olhos pra vida recordar

Uma vida com muita emoção

 

De alegrias e tristezas por contar

Pobre, rico, remediado

Diverti-me e amei pela vida fora

Muitas vezes senti-me um coitado

Às vezes mais, outras, como agora

 

Fui bom e mau estudante

Não acabei, fui cábula

Tal cavaleiro andante

Poeta e artista sem rábula

 

O curso dos livros por acabar

Diplomas da noite às carradas

Mestrados da vida pra dar

Doutoramentos nas porradas

 

Dias e noites como um Rei

Grandes almoços e jantaradas

Mulheres que muito amei

Muitas outras atraiçoadas

 

Dinheiro teve às mãos cheias

Dívidas também com fartura

Convivi com tudo a meias

Passei pelas ruas da amargura

 

Abastança para dar de comer

Também miséria envergonhada

Muitas vezes tive de recorrer

Os tratos de grande trapalhada

 

A favor e do contra, desalinhado

Contra governos, contras sistemas

Saí sempre muito magoado

Por não alinhar nos esquemas

 

Quiseram pagar-me e subornar

Políticos mal-intencionados

Governaram-se em vez de governar

Com os portugueses amargurados

 

Presidentes, deputados e ministros

Políticos são todos a mesma gente

Falam, falam e com ares sinistros

Mentem ao povo que consente

 

Política, mundo da democracia

E revolta da indignidade que relatei

Anos a fio a fugir à diplomacia

E muitos desgostos por que passei

 

Nesta antevisão da morte

Quero deixar o meu testamento

Aos herdeiros que sem sorte

Ficam histórias eternamente

 

Dinheiro e extratos bancários

É coisas que não vão ter

Muito menos bens imobiliários

Ficam as saudades... Até ver

 

Deixo palavras aos milhares

Em livros para ler e guardarem

Lembranças com muitos azares

Amor e saudade se me recordarem

 

Na história, penso, que ficarei

Um combatente incompreendido

Imperfeito pelo muito que amei

Jamais fui coitado e arrependido

 

Não quero mais lamentações

Tudo faz parte da viva vivida

Fiquem com gratas recordações

De quem não deu a vida perdida

 

Não chorem à frente do caixão

Chamem nomes e o que quiserem

Pensem que estarei sempre à mão

Despeçam-se, até já, se puderem

 

Agora, é de vez, vou partir

Graças a Deus, em pensamento

Despeço-me da vida a sorrir

E compreendam este tormento

 

Mas quando tal acontecer

Que seja assim, sem sofrimento

Um dia a morte terá que ser

Chegue e levem no momento

João Pina

13.10.2019

Ler mais ...

Poema (des) inspirado

 

Poema (des) inspirado

Ao jeito de confissão, ou que, penso a fundo, mentiras, não escrevo, saem de inspiração.. Poeta real não sabe, algum dia o viverei, sei que muito muito mais sonharei. Passar a mensagem um mundo melhor, terei alguma, coragem para contar, tudo de cor.

Que poeta alcançará. Mas quando tal acontecer seja assim, sem sofrimento.. Um dia a morte terá que ser; chegue e deverá no momento.

Nas horas mortas vida luz apaga afeições embargados sofridos de quem já não espera a vida

Poema (des) inspirado

Prevejo, por perto, a decadência
do meu pobre, desde sempre, talento.
Pressinto, ninguém lê tais poemas,
serão lamentos a mais, demência,
ou desequilíbrios da alma ao relento,
frio da vida, assaz viver sem temas.

Revolta, penso, escrevo escabroso 
ou saber, certo se da inspiração
vem, ou não, que satisfaça leitores
avulsos, lerem de gostar manhoso
tais poemas, de minha medicação,
petiscos de palavras com sabores.

Acabar um poema bem temperado.
Palavras da saga d'amor corneado.
Não é meu feitio, cheira a falseado.
Poesia, pintura, escrita, criação
de cultura, mentirosos da perfeição;

homens que finge ainda logração.

Que raio de poeta sem seguidores.
Que pessimista de maus sofredores.
Que poesias, só criar perdedores…

João Pina
16.10.2019

“Tesas” e hirta, rija, homens de barba rija?

Homens do meu povo

Não queiram ser

Iguais, outras e coincidência

Vivemos em democracia, amordaçada,

ameaçada na liderança, pelas mulheres

nas empresas, política, família, lares

Aos balcões dos bares, de cigarro da boca

e whisky; até nas camas do vício

arrastam-se das deusas do século XXI

As mulheres controlam o viver

em sociedade e, pelos vistos,

os homens, submissos, adoram

As mulheres, calças dos homens

e, enquanto, as suas ideias avante,

mini saias de cuequinha ao léu

E, os homens, aceitam e dão tudo

quando, elas, mulheres de língua afiada

e pernas abertas passam a ter razão

Ordenam e os homens trabalham,

alteram condutas, baixam e obedientes

Igualdade sim, submissão, nunca!

Nos tempos modernos, na vida doméstica,

homens lavam loiça, cozinham, limpam o pó;

vão ao supermercado, levam filhos à escola

Tudo bem, mas, em regime de ajuda,

partilha de serviços, nunca em exclusividade

Numa separação, divórcio, seja

qual for a motivação, culpabilidade

Quantos homens exigem pensão de alimentos,

mesmo, que ao longo, anos ganhem menos

empregos modestos; e mulheres, ganhem mais,

bons empregos, financeira futura superior

Os homens, que depois de corneados,

postos na rua de malas por costas

desempregados, receber de pensão alimentos

Hoje, em dia, existe violência doméstica,

diga-se, psicológica, os homens são vítimas

Quantos se choram?

Nenhuns, timidez, cobardia!

No mais curto espaço de tempo,

estádios de futebol esgotam

para as equipas de futebol feminino

do Benfica, Porto, Sporting, Real Madrid,

Barcelona, Manchesters e, de outros clubes

do mundo, jogar para as ligas milionárias

da “Champions Women's Football Europe”

As bancadas, vão encher mais homens

de olhos arregalados, a bater palmas

às pernas musculosas e mamas a saltitar

das craques de calções desportivos desenhados,

pelas estilistas da moda para as mulheres

Com pelo na venta, agora, no futebol

os homens de barba rija e de corpos tatuados

Às mulheres tesas e hirtas

que comandam homens de barba rija

Os homens gostam de vos saber líderes

nos empregos, na vida, mas, não planeiem

Igualdade, partilha, sim, casa ou na cama

Ou melhor (amigas) não finjam que gostam,

quando na verdade, adoram os apelidos.

E, profissionais dos homens quem dormir,

porquanto, sem experiência de um amigo:

"Acaba-se o dinheiro, acaba-se o amor".

João Pina

18.10.2019

Amor poetiza beijos

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

És tu odeias-me

E não to censuro

Os traidores são colhidos

Na sua amásia cobiça

Até, agora, matado

Senãos fazem diferença

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

Porque se fruísse lambido

Coração reaveria veneno

Julgas que gente é boa

Mas, portanto, embora

Esquece-me, este sítio

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

O bom juiz não deve ser jovem

No entanto ancião aprendeu tarde

O que é a injustiça, sem tê-la sentido

Na sua alma; mas por tê-la alheia almas

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

Malandro, aí está

És um menino feio

Salta, quão fazes sempre

Santíssimo sacramento

Desviveu amo d’ amores viveremos

O erotismo são vadias, a poesia

O amor-próprio poetiza feia palavra

Vento balão verso de malandro

Poeta é um fingir que é dor amor

Que ele abraça eterna nunca perece alma

João Pina

14.10.2019

Um dia morte que ser?

Pus-me a imaginar

A minha própria morte

O dia de terminar

Uma vida sem sorte

Estou a chegar ao fim

Fui sempre o que quis ser

Não tenham pena de mim

No dia que falecer

Andei entre o mal e o bem

Entre o feliz e sofrimentos

Guerreiro e lutador também

Despeço-me sem lamentos

Antes de entrar no caixão

Fecho os olhos pra vida recordar

Uma vida com muita emoção

De alegrias e tristezas por contar

Pobre, rico, remediado

Diverti-me e amei pela vida fora

Muitas vezes senti-me um coitado

Às vezes mais, outras, como agora

Fui bom e mau estudante

Não acabei, fui cábula

Tal cavaleiro andante

Poeta e artista sem rábula

O curso dos livros por acabar

Diplomas da noite às carradas

Mestrados da vida pra dar

Doutoramentos nas porradas

Dias e noites como um Rei

Grandes almoços e jantaradas

Mulheres que muito amei

Muitas outras atraiçoadas

Dinheiro teve às mãos cheias

Dívidas também com fartura

Convivi com tudo a meias

Passei pelas ruas da amargura

Abastança para dar de comer

Também miséria envergonhada

Muitas vezes tive de recorrer

Os tratos de grande trapalhada

A favor e do contra, desalinhado

Contra governos, contras sistemas

Saí sempre muito magoado

Por não alinhar nos esquemas

Quiseram pagar-me e subornar

Políticos mal-intencionados

Governaram-se em vez de governar

Com os portugueses amargurados

Presidentes, deputados e ministros

Políticos são todos a mesma gente

Falam, falam e com ares sinistros

Mentem ao povo que consente

Política, mundo da democracia

E revolta da indignidade que relatei

Anos a fio a fugir à diplomacia

E muitos desgostos por que passei

Nesta antevisão da morte

Quero deixar o meu testamento

Aos herdeiros que sem sorte

Ficam histórias eternamente

Dinheiro e extratos bancários

É coisas que não vão ter

Muito menos bens imobiliários

Ficam as saudades... Até ver

Deixo palavras aos milhares

Em livros para ler e guardarem

Lembranças com muitos azares

Amor e saudade se me recordarem

Na história, penso, que ficarei

Um combatente incompreendido

Imperfeito pelo muito que amei

Jamais fui coitado e arrependido

Não quero mais lamentações

Tudo faz parte da viva vivida

Fiquem com gratas recordações

De quem não deu a vida perdida

Não chorem à frente do caixão

Chamem nomes e o que quiserem

Pensem que estarei sempre à mão

Despeçam-se, até já, se puderem

Agora, é de vez, vou partir

Graças a Deus, em pensamento

Despeço-me da vida a sorrir

E compreendam este tormento

Mas quando tal acontecer

Que seja assim, sem sofrimento

Um dia a morte terá que ser

Chegue e levem no momento

João Pina

13.10.2019

Velho de um prémio

Ser velho não é desgosto

Mas sim atingir um posto

Como chegar ao sol-posto

Ser velho é um prémio

Deixou de ter assédio

Por vezes é um génio

Na rua olham com desdém

Para o velho sem vintém

Ele viveu muito e foi alguém

Quem critica não é ninguém

Nem sabe ao que vem

E o velho sabedoria tem

Ser velho é um prémio

Nem que seja de boémio

Mas para isso há remédio

Já viveu muitos anos

E também desenganos

Os outros, simples fulanos

Ser velho é um prémio

Ele já o ganhou, falando sério

Trabalhou, foi feliz, galdério

Criou, inventou, cometeu adultério

Recordações são um império

Numa vida cheia de mistério

O velho tem muito que contar

Histórias de amor de muito amar

O velho é um livro por acabar

Que todos os dias quer continuar

Não o olhem com olhos de terminar

Porque o velho tem muito para dar

João Pina

11.10.2019

Perdões sofrimentos!

À mulher!

Que tanto odeio d’ amar tanto

À mulher!

Que me aturam e dão cabo da cabeça

O que seria de mim sem elas por perto

O que serei sem elas todos os dias

Cada dia que passa mais dependente

Das mulheres da minha vida estou

Já perdi mãe e avós

Não sim que me percam

Dias mais tarde melhor

À mulher junto apago

Para destes filhos viver

Um beijo do tamanho do mundo

Com mil perdões sofrimentos

À mulher odeio amar tanto!

João Pina

10.10.2019

Poeta ou pateta

São poeta pensador
Audaz e pateta, sem grande valor
É um fez viva e não ganha
Se mesmo uma, quiçá perda

De viver por viver, ser pretexto


Felicidade perder

Afinal poeta será
ou um mentiroso
das palavras que dei,
de intrujão amoroso

Assumo como missão
escrever para o mundo
Ao jeito de confissão
ou que, penso a fundo
mentiras, não escrevo
saem de inspiração

Poeta real não sei,
algum dia o viverei,
sei que muito amei
muito mais sonharei

Passar a mensagem
um mundo melhor,
terei alguma, coragem
para contar, tudo de cor

Que poeta alcançarei
palavras amorosas,
pateta caminharei
mentes sonhadoras

Ou, mulher mistério

Onde andas, mulher mistério
que há dias que não te vejo,
nem no beco do amor enxergo,
tua voz quente e doce do teu olhar
banhado pela lua que te dá mais luz

Onde andas, mulher mistério
e tuas histórias de me contares
para sentir teus beijos e amares
Não vale a pena de mim fugires
amor, por ti voo para me acudires
Acorda, sim, meu mistério adultério
vem para meus braços para te beijar

Calada da noite fria dormente
horas semimortas, esperam a vida
quando o relógio bate a dez à hora
e, o tempo quase trava nas horas
que, nos passam pela dor da mente

Corpo meu descolorido canta
nesta noite no palco da cama
desfeita porque por inquilino
falta tantas noites sem-abrigo

Nas horas mortas vida luz apaga
afeições embargados sofridos
de quem já não espera a vida

João Pina
11.10 2019

Atrás do vendo que passa

Final de tarde

Apalpo o soprar do vento

Solto o pensamento

Viajo ao deus dará com amor que arde

O sol corre para lá do mar

Deixando jeitos de amar

Pela noite dentro ao relento

Vendo estrelas no firmamento

Neste final de tarde

Estou a sós sem lamentos

Não penso em tormentos

Sim na felicidade

Pura da idade

De saborear momentos

De quem sabe olhar o tempo

Enquanto a tarde não é final da vida

João Pina

9.10.2019

Recuso dias desaparecer

Apalpo d’ alma

Pensamento deprimido

Preciso dum comprimido

Para ter calma

Faço contas à vida

Valerá a pena trabalhar

Senti-la, vida, perdida

Com o país a desabar

Não sei não meus amigos

Vejo crianças a chorar

Avós perderem sentidos

E eu sem saber o que fazer

Se trabalhar, desistir de vez

Ser escravo, lutar para comer

Mandriar ou ter sensatez

Não sei não se devo combater

Estou cansado de querer viver

E muito mais ter de escrever

João Pina

8.10.2019

Eleições “gajos”… Palavras simples não rimam e críticas sociais…

Estamos fartos e cansados

Do governo e desta palhaçada

Estamos fartos e cansados

Do desgoverno e da trapalhada

Dos relatórios de estrangeiros

Que obrigam a mais austeridade

Como os verdadeiros carcereiros

Que roubam anos de dignidade

Estamos fartos de tanto sofrer

Não termos paz para trabalhar

Os “gajos” tiram-nos o viver

Levam-nos à fome e a mendigar

Por isso, embora, a bem ou a mal

Estamos cansados de tanto corte

Eleições... Não vos damos o aval

Embora já a correr ou a trote

Solitário d' alma,

que comigo entre pessoas,

invada decência meus família.

Desamparado residente de casa, terapia da fala.

Os problemas, quiçá, afectado “língua presa ou solta”,

atrapalhar essas funções... Além disso, nervoso

pessoas, ajudar a sempre melhorar a conversa.

De que, “não existe contigo um feito…” comunicação 

em pessoas entre neurónios, prévio que prevenção.

De passo, mais perturbações "terapia" da fala”

comunicação meio humana, “solitário d' alma”,

constrangida doença de estudo científico, contém “profissão.”

João Pina

5.10.2019

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REFLECT - ligado a esta arte desde 2003

O seu ligado a esta arte desde 2003 REFLECT

Pedro é Reflect para a música, fundador da editora algarvia Kimahera.
O seu percurso ligado intimamente a esta arte desde 2003, conta-se através dos álbuns "Último acto" (2008), "Reflect" (2013), "Gata." (2015) e "12 Canções Faladas e 1 Poema Desesperado" (2016) em parceria com o escritor e diseur Napoleão Mira.
Editou em 2014 o livro póstumo "De mim para mim" com textos de Carolina Tendon, que percorreu o país de sul a norte durante um ano até culminar no espectáculo de dança "[ ] no movimento .", produzido pelo próprio. Ainda no mesmo ano representou Portugal a convite da BBC ao som de "Mar e Maré".
Em 2017 lançou o single "Eu fico bem" e começou 2018 com "Barco de Papel", single distinguido com o Prémio Melhor Música Algarve 2018, pelo Choque Frontal (Alvor FM).
O regresso às edições de estúdio e aos palcos está no horizonte e "Castelo de Cartas" é o single de avanço.

Com uma timidez de rapaz novo numa qualquer cidade, surpreende pela grandiosa forma como vê a vida como algo de belo, moldável e único. A sua simpatia facilmente se mistura com o seu humor genuíno e inocente que completa o seu lado de poeta e músico, pessoa altamente sensível e igualmente resiliente, sensibilizada pelos outros.

Em palco conta com o talento da equipa de sempre, acompanhado por músicos de Orquestra sob o comando do Violinista e Maestro João Pedro Cunha, num espetáculo intimista à sua imagem, onde a mensagem, suportada por uma fusão entre Hip-Hop, Rock e Música Clássica, ganha nas palavras um papel de destaque.

 
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O meu "Barco de Papel" recebeu o Prémio Melhor Música Algarve 2018

Pedro Pinto "Barco de Papel" (produzido pelo Dezman) recebeu o Prémio Melhor Música Algarve 2018 - Choque Frontal ao vivo - Alvor FM!

Há mais de 15 anos que crio canções e sempre pus muito Algarve nelas.
Esta em particular, vive do ar que inalo de olhos postos no horizonte, que fica ao nível da plateia quando subo ao meu balcão chamado fortaleza, em Armação de Pêra.
Este barco leva nele sonhos meus, que cresceram por estas ruas de calçada com tempero de areia e mar. Embrulhados numa banda sonora com loops de gaivotas que só precisam de céu. Mantidos vivos na esperança que se renova com a maré, entre baixos e altos que nos sabem a vida, com amor.
É muito por isto que, quer se goste ou não, a minha música é única.
Porque não muito longe deste quadro que me pinta a memória existe um estúdio (Kimahera) onde posso ser livre.
Onde há espaço para criar, onde há chão para empurrar a cada salto de ambição, entre brindes às vitórias pelo caminho.

E é grato por dividir este mar convosco que quero partilhar este prémio e este brinde com todos os que, ao longo destes humildes anos de carreira, têm empurrado este barco comigo. Especialmente com os Algarvios que, como eu, têm sonhos que não cabem no mapa, mas que começam e acabam neste palco mais a sul.

Sem entrar em agradecimentos individuais por aqui, que nos vamos cruzando por aí para que eu pos sa ir agradecendo pessoalmente.
E tudo se torna ainda mais especial quando este prémio me é entregue no meu palco de sonho - o TEMPO - pelo Choque Frontal da Alvor FM.

"E quando a noite tingir a paisagem
Empurra com força e foge da margem
Vem navegar entre amor e fel
Comigo neste barco de papel"

Reflect

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Mito Algarvio 7º aniversário com Grandiosa Festa do Acordeão

Mito Algarvio - Associação de Acordeonistas do Algarve

A Mito Algarvio - Associação de Acordeonistas do Algarve – comemorou o seu 7º aniversário com a Grandiosa Festa do Acordeão, no passado domingo. Sediada na antiga escola primária do Barrocal, em Altura, em instalações cedidas pela Câmara Municipal de Castro Marim, a Mito Algarvio tem vindo a trabalhar no sentido de afirmar Castro Marim concelho capital do acordeão no Algarve.

Nas comemorações do aniversário, que são também uma homenagem ao acordeão e aos acordeonistas algarvios, reuniram-se mais de 600 pessoas que têm acompanhado e contribuído para o desenvolvimento do trabalho desta associação.

O 7º aniversário da Mito Algarvio foi marcado pelas performances de prestigiados e premiados acordeonistas, como o atual campeão mundial Peter Maric (Sérvia), Tino Costa, Maria Adélia Botelho, Nélson Conceição, Tiago Conceição, Sérgio Conceição, Maria Palma, Rodrigo Maurício e o jovem acordeonista Hugo Madeira.

A Câmara Municipal de Castro Marim tem apoiado e estimulado o trabalho da Associação Mito Algarvio, que enriquece o património do concelho, preservando e promovendo a história do acordeão e, ao mesmo tempo, trabalhando na sua contemporaneidade.

Galeria de Imagens em baixo:

 

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2.ª edição com candidaturas abertas até 24 de fevereir

 

Academia OCS “abre portas” a talentos emergentes do mundo da música com novo programa de estágios

Focada na criação de oportunidades para os novos talentos, a Orquestra Clássica do Sul lança a segunda edição do projeto Academia OCS. Esta iniciativa, dirigida a alunos de música do Ensino Superior, engloba dois estágios que culminam com um concerto de orquestra e nos quais os jovens estudantes podem participar.

Lado a lado com os músicos, nos ensaios e nos concertos, os participantes selecionados vão poder trabalhar com profissionais da área, maestros e solistas convidados numa aprendizagem diária e intensa, bem como conhecer o quotidiano de uma formação orquestral. Este projeto surge precisamente, com o objetivo de partilhar com jovens aspirantes a instrumentistas de orquestra os princípios básicos da atividade de uma orquestra profissional.

Este ano os jovens participantes terão a oportunidade de desenvolver os estágios da Academia OCS em dois concertos da programação do FIMA – Festival Internacional de Música do Algarve: no Concerto de Abertura “Grandes Períodos da História da Música – o Romantismo”, dia 31 de março no Cineteatro Louletano, e no Concerto de Encerramento “Música e Viagens”, dia 31 de maio, no Teatro das Figuras em Faro.

Maxime Tortelier é o maestro convidado para o Concerto de Abertura e Jed Barahal, violoncelista norte-americano, ocupará o lugar do solista. Com direção do maestro Rui Pinheiro, o Concerto de Encerramento conta com a presença de dois solistas convidados - Daniel Stabrawa (violino) e Máté Sücsz (viola). Nestes concertos serão interpretadas obras de M. Glinka, E. Elgar, P. Tchaikovsky, A. Dvorák, C. Weber e W. A. Mozart.

As candidaturas aos estágios da Academia OCS 2019 decorrem até dia 24 de fevereiro e serão admitidos academistas para os seguintes instrumentos: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, trompa, trombone, trombone baixo, tuba e percussão.

Para mais informações os interessados poderão consultar o site oficial da OCS disponível em http://www.ocs.pt/pt/ocs/audicoes/academia-ocs ou contactar pelo telefone: 289 860 890.

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Memória variante d’ crónica…

 

… Acordar, pensar, escrever de pinturas abstractas que, noites de Deus só Criador, escuridão em visão fados e sombras das mortes…

Noitadas horas espremida

Escuridão, alma, enseja espírito
Aberto e cálido, consistente, meramente 
clarear, satisdei, amante conceba
e, exalta âmago, momentos, mulher noite
amargoso; alargado, escorra é, amor das trevas  

 

Sombra ganha quão enverdeja
pessoa esfalfado; sozinho, verídico mendiga
luz e, brincado génio, pedinte bem-querer só 
em alta-roda; poesia doutrina apuros, desalmado
enquanto, roda aleluia, compõe efémera deliraras
Embebei, arrebatar poemas tirar carteados penas

 

Avelhentar venerar d’pecador
baloiça é, afluência, que d’ alma mim 
como, tombam Criador do cair ou Fado 
inventivo envés da guitarra antónima eloquente
Vida nocturna, desamparado, página abandona 
juras, imediato, poemas desinteressantes fatalidade

 

Variante história aclame
sonhada, grito, vivida ou almejada
Um marcado, além, insatisfação, desventurada
Cansaço, conveniente, saciado desventuroso 
d’ alma fragmentos incompreensíveis procedências
Crónica viva ambule morte dos noite de noite Deus

João Pina 
26.01.2019

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Centro Cultural de Lagos

 

Kátia Guerreiro

Uma Fadista de Corpo Inteiro (e Alma Imensa)

Sempre, e para sempre, fadista… o novo álbum que Kátia Guerreiro está a apresentar ao vivo chama-se, inevitavelmente, “Sempre” e volta a surpreender com um trunfo inesperado para muita gente: a produção sábia, cirúrgica e imaculada de José Mário Branco. “Sempre” foi gravado com a participação dos seus músicos, companheiros de tantas viagens e aventuras pelo mundo fora naquela que é a sua principal missão e, com o seu fado, representar a música, a poesia e a alma portuguesa: Pedro de Castro e Luís Guerreiro nas guitarras portuguesas, João Mário Veiga e André Ramos nas violas de fado e Francisco Gaspar na viola baixo. Com dez discos editados, centenas de concertos nos mais prestigiadas palcos e festivais nacionais e de inúmeros países estrangeiros (e em vários continentes), Katia Guerreiro – que durante alguns anos acumulou a prática da medicina com o fado – também já foi alvo de homenagens oficiais em Portugal (Ordem do Infante D. Henrique) e em França (Ordem de Artes e Letras, no Grau Chevalier).

Dia 2 | 21H30

Org.: Câmara Municipal de Lagos - Classificação Etária: M/6 - ilhetes: 12€

 

“Moda Vestra” – Projeto Rede Azul

Um coletivo de três artistas naturais do Algarve:João Frade (acordeonista), Sickonce (eletrónica) e Ana Perfeito (artista visual) - reúne-se para criar um projeto audiovisual que, a partir das sonoridades musicais tradicionais da região, pretende explorar a ambiguidade entre o tradicional, o passado, o atual e as visões de futuro do Algarve, numa ótica experimental de releitura contemporânea. A fusão de estilos e meios diferentes visualiza a entrega de uma identidade única, mas em aberto, a ser completada pelo público.

Dia 1 | 21H30 

Centro Cultural de Lagos (Auditório Duval Pestana)  Org.: Câmara Municipal de Lagos / Câmara Municipal de Loulé/Rede Azul/365 Algarve -Classificação Etária: M/6 - Bilhetes: 5€

Dia 2 | 21H30

Org.: Câmara Municipal de Lagos - Classificação Etária: M/6 - Bilhetes: 12€

FREI LUIS DE SOUSA

TEATRO PELA ACTA (destinado a escolas)

Centro Cultural de Lagos (Auditório Duval Pestana)

“Teles, encenador, tem uma secreta paixão pelos textos clássicos. No seu íntimo preferia levar à cena a obra completa de Shakespeare. Nem a vida nem a sorte assim lho proporcionaram. As utopias de outrora pararam nos seus cabelos brancos. Chegou, no entanto, a hora de fazer um trabalho que o distinga: pegar numa obra-prima da Literatura dramática portuguesa e refazer-lhe a imortalidade. Operar um renascimento. Depois de muita meditação, Vasco despreza muitos textos e pega finalmente em Frei Luiz de Sousa. Lê tudo o que encontra que dê propósito ao seu projeto. Detém-se em particular na Memória do Conservatório Real e apossa-se de certos objetivos.

Mas... E o orçamento? E o elenco? Se conseguisse fazer isto com dois ou três atores, sem cair no ridículo... Vasco começa os ensaios de leitura e movimento com o elenco mais reduzido que encontra. Explica com autoridade o conteúdo da peça, a sua grandeza. Mas os atores, construindo as personagens, sentem como que uma quase vontade de rebelião: e então o Portugal que somos? Os que nos pensam e pensaram não terão uma palavra a dizer sobre esta portugalidade romântica? Os atores apontam exemplos. De repente, substituem D. Manuel de Sousa Coutinho, Madalena de Vilhena, Maria, Telmo Pais, Frei Jorge e até o Romeiro, por vozes de quem nos tem pensado à procura dos nossos traços fundamentais: Viriato Soromenho Marques, José Gil, Natália Correia, Miguel Real, Eduardo Lourenço”.

Alexandre Honrado

FICHA ARTÍSTICA/TÉCNICA /PRODUÇÃO:

INTÉRPRETES: Bruno Martins, Glória Fernandes, Luís Vicente, Miguel Martins Pessoa, Paulo Moreira, Sara Mendes Vicente ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO: Letícia Lourenço Blanc CENOGRAFIA E ADEREÇOS: Tó Quintas APOIO VOCAL E MUSICAL: António Alves Pereira DESENHO/OPERAÇÃO DE LUZ: Octávio Oliveira DESENHO/OPERAÇÃO DE SOM: Nuno Poeira DESIGN/FOTOGRAFIA: Rita Merlin MULTIMÉDIA: João Franck COMUNICAÇÃO: Sofia Rodrigues PRODUÇÃO EXECUTIVA: Elisabete Martins ADMINISTRAÇÃO: Ana Anastácio MÚSICA: Separadores de Liszt Schumann Claude Debussy AGRADECIMENTOS: Rui Alves, António Lagarto, Ana Clara Santos, Garrafeira Rui, Gráfica Comercial

Org.: Câmara Municipal de Lagos - Classificação Etária: M/12

 

Dia 9 | 21H30

FEST’RIR - Parte I

Centro Cultural de Lagos (Auditório Duval Pestana)

“CONSCIENTE”, com Luís Franco Bastos

"O meu novo solo de Stand-up Comedy chama-se Consciente. Esta sinopse é escrita na primeira pessoa porque os jornalistas tendem a fazer copy paste descaradamente de qualquer press release e assinam o artigo como se fosse seu - assim, pelo menos, dá um bocadinho mais de trabalho.

Porquê “Consciente”? Porque apesar de poder dizer o que me apetece, quero fazê-lo consciente de que nos podemos rir das coisas para pensarmos melhor nelas. Todos os temas abordados no espetáculo são distorcidos para serem, na verdade, melhor compreendidos”.

Bilhetes: 12,50€ Org.: bridgetown.pt - Classificação Etária: M/16

Dias 9, 16 e 23 | 10h30 – 12h30

Curso de Ervanária (2º nível)

Centro Cultural de Lagos

Org.: Associação Arqueosófica

A segunda edição deste Curso decorrerá sempre aos sábados, da parte da manhã, e prolonga-se durante os meses de março (dias 2, 9, 16, 23 e 30) e em abril (dias 6 e 13).

Para inscrições e informações mais detalhadas os interessados deverão contactar:

- associaçãEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. / telefone: 912 322 686

- www.arqueosofiaportimao.org

- https://www.facebook.com/Associazone-Archeosofica-em-Portugal-secção-Ervanária

Dia 13 | 10H15

CONFERÊNCIA DE MATEMÁTICA

PODEM APOSTAR QUE EU VOU GANHAR

Centro Cultural de Lagos (Auditório Duval Pestana)

Org.: Agrupamento de Escolas Júlio Dantas

Destinatários: População escolar - preferencialmente alunos dos 11.º e 12.º anos

Inscrições: Através do email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. (prof. António Vidal)

Orador convidado: Professor José Paulo Viana

Uma incursão pelo Jogo: o prazer do jogo, o vício do jogo, curiosidades do jogo, como ganhar e como perder ao jogo, os jogos de casino e ainda um jogo a desafiar os presentes.

Tudo isto misturado com alguma Matemática e muitas Probabilidades!

José Paulo Viana                            

Professor de Matemática do ensino secundário (aposentado). Entusiasta das matemáticas recreativas e da Magia Matemática.

Autor, há 28 anos, da secção semanal “Desafios” no jornal Público. Em 2014 foi-lhe atribuído o Prémio Ciência Viva nos Media. Divulgador de Matemática através de conferências e sessões em escolas e em locais públicos.

Autor dos livros de divulgação matemática e de matemáticas recreativas “Uma Vida Sem Problemas”, “Problemas… Sem Problema” e “Desafios” (10 volumes publicados).

Dinamizador de cursos de formação de professores nas áreas de probabilidades, de modelação matemática, de resolução de problemas e de utilização das tecnologias no ensino da Matemática.

Dias 14 e 16

“QUEDA INFINITA” - ESPETÁCULO DE DANÇA CONTEMPORÂNEA

Local: Centro Cultural de Lagos (Auditório Duval Pestana)

Organização: Associação Teatro Experimental de Lagos

Classificação Etária: M/6

Bilhetes: 5,00€

Dia 14 | 10h30 (escolas)

Dia 16 | 21h30 (público em geral)

Esta peça baseia-se na ideia de espiral, descendente ou não, de vários temas presentes na vida do ser humano atual. Uma perspetiva de um mundo que está a perder noções, que se mostraram até então sedimentares da liberdade e da plenitude do ser.

Existe então a necessidade de falar sobre o amor, como ele começa e como ele

acaba, como é encarado pelos homens do século XXI. Será que ainda existe o desejo e a vontade de amar? Amar o que?

Reflete-se também, sobre as fugas e os sonhos que o indivíduo encontra para escapar da rotina, e de uma vida, tempo a destempo. Abre-se caminho para perceber universo da manipulação do outro e da alienação através do ócio e do avanço tecnológico. Ou seja, o ócio como transporte do ser para fins predestinados.

A “Queda Infinita” é uma reflexão sobre o rumo do ser humano e a tentativa de perceber quais são os motores, impulsões ou motivações deste homem. Que busca é esta e que influência tem, ou não, o passado nas decisões do nosso presente”.

Adriana Xavier e Rodrigo Teixeira

Dia 15 | 21H30

19º FESTIVAL de MÚSICA AL-MUTAMID

Centro Cultural de Lagos (Auditório Duval Pestana)

Org.: Ibérica Eventos

Classificação Etária: M/6

Bilhetes: 10,00€

TARAB FLAMENCO - “De Cádiz a Istambul”

Fusão de flamenco com música oriental

Diálogo de cante e baile flamenco com cantos e danças do Mediterrâneo magistralmente interpretados pela bailaora flamenca Bettina Castaño, o cantaor flamenco David Hornillo e pelo trio de música oriental Almawsily.

TARAB FLAMENCO trata-se de uma maravilhosa viagem pelas melodias e ritmos tradicionais dos vários países da bacia do Mediterrâneo, tendo como ponto de partida a cidade de Cádiz e com final na mítica Constantinopla (atual Istambul).

Mohamed Amine – alaúde árabe e canto árabe

Bettina Castaño – baile

Juan Manuel Rubio – santur persa

Chiqui Garcia – percussões orientais

David Hornillo - canto flamenco

Dia 23 | 21H30

FESTIVAL ENTRELAÇADOS – 3ª Edição

Centro Cultural de Lagos (Auditório Duval Pestana)

Org.: Associação Dancenema

Classificação Etária: M/6

Bilhetes: 10,00€ (com descontos para idosos (+65) e alunos de Dança das academias locais devidamente comprovadas = € 7,00).

Neste dia será apresentado no palco do CCL um espetáculo de Dança Contemporânea da Companhia Dinamarquesa DON GNU.

Dias 25, 26, 27 e 28 | Sessões manhã e tarde (horários a definir)

PEÇAS DE TEATRO (destinadas a escolas)

Pela Companhia de Teatro ACTUS

Centro Cultural de Lagos (Auditório Duval Pestana)

Org.: Companhia de Teatro ACTUS

Classificação Etária: M/6

Bilhetes: 5,00€

Espetáculos: "Auto da Barca do Inferno", "Frei Luis de Sousa", "Os Lusíadas à Conquista do mar Largo", "Pessoalmente", "Uma Farsa de Inês Pereira" e "Leandro, Rei da Helíria".

CENTRO CULTURAL de LAGOS

Rua Lançarote Freitas, n.º7

Exposições – ENTRADA GRATUITA.

Espetáculos - bilhetes à venda.

Para usufruir de estacionamento gratuito é necessário apresentar o bilhete do espetáculo na receção do Parque da Frente Ribeirinha.

Horário de Verão: de 1 JULHO a 31 AGOSTO: de terça a sábado das 15h às 23h.

Horário de Inverno: de 1 setembro a 30 junho: de terça a sábado das 10h às 18h (nos dias de espetáculo: das 15h às 24h).

Encerra domingos, segundas e feriados.

O Centro Cultural de Lagos está no Facebook. A programação pode sofrer alterações, consulte a informação atualizada em www.cm-lagos.pt.

 

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Igor Nunes Silva olhanense viajou a África, Ásia e Europa

Viajou para a África, Ásia e Europa

“Português de origem, nasceu do olhanense em 16 Março de 1977, de onde partiu para uma aventura inebriante de descoberta, ao longo de vários continentes”, envolveu criado seu falar e das escritas.

Viajou para a África, Ásia e Europa e foi envolvido em diferentes culturas experienciaram várias técnicas e projectos artísticos integrados.

Decorreu dos anos 90, dedicou-se a ciências de Cibernética e artes de tradições culturais, nomeadamente japonesas.

Igor, orientou uma oficina de artes para crianças em acompanhamento de um projecto solidário social, ainda, foi um dos fundadores e orientador de um núcleo de banda desenhada, tendo a participação diária de mais de 30 jovens.

No novo milénio, participou num congresso nacional de medicina com pintura ao vivo, decorou espaços comerciais alguns com renome nacional e Internacional, colaborou com jornais como cartoonista, espectáculos de teatro e cinema.

No ano de 2010 participou no aniversário da MTV-Portugal com a personificação do "MTV Toy" em representação do centro comercial Fórum Algarve (Multi Mall Management), durante o percurso artístico tem sido também premiado por alguns concursos.


Entre, os anos de 2014 e 2015, esteve num projecto artístico no Brasil iniciado em Campinas SP e Uberaba MG, para apoiar todas as causas de solidariedade/humanitárias, expondo uma colecção de obras artísticas originais e doando 50% das receitas geradas pela venda de reproduções/impressões destas obras em diversos tamanhos e materiais com a passagem de certificados de autenticidade.

As causas a apoiar localmente e a dinâmica da venda/leilão/rifas das reproduções foram apresentadas pelas instituições/associações.

De 29 de Janeiro a 8 de Fevereiro de 2015, realizou uma exposição de arte no Teatro SESI Uberaba-MG / Brasil.

Em Junho 2015, participou, com esculturas numa exposição colectiva no Auditório Municipal de Olhão. Em Outubro volta a expor, em Olhão no âmbito do encontro "Poesia a Sul".

No mesmo ano desenha a capa do álbum musical LP/CD comemorativo dos 10 anos "Viviane".

No ano de 2016 presta a sua colaboração no filme "Portugal não está à venda" do realizador Andre Badalo, no presente ano de 2017, participou com ilustrações no livro de Alquimia das Metáforas.

De Fernando R. Luís, sob a chancela da “Arandis Editora”.

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