Dia: 15 de Dez
Algarvemais

Algarvemais

URL do Sítio:

UMA GAJA DO CARAÇAS

UMA GAJA DO CARAÇAS

Um novo livro, ainda, não tem título há medida, que for escrevendo da história desenrolando se tal de tempo.

Embora, escreva ficção, costumo afirmar: "Nunca sei acaba a realidade e começa ficção, pelo que, qualquer semelhança com factos, ou pessoas será pura coincidência”.

É, também, uma inédita forma de escrever um livro, o qual, vou tentar seja diário e em permanência com os leitores e amigos.

Informe, desde que 24 dias “Partilhar na tua história”.

 

CAPÍTULO

Naquele princípio de noite de fins de setembro de 2017, as Docas de Faro encontravam-se à pinha, um autêntico mar de gente para receber e ouvir de viva voz o fundador do Partido da Esperança Li­beral (PEL) e conhecerem as figuras do Algarve que alinhavam por esta nova formação partidária.

Dizia-se que seria o comício com mais expetativas, desde a rentrée política do mês de agosto, até porque a célebre rentrée do Pinhal, em Quarteira, foi um fiasco devido aos receios dos protestos e manifestações dos milhares de portugueses em férias na região.

Num palco montado a preceito por uma conhecida empresa de som e luz de Lisboa, o speaker de serviço anunciava para dentro de minutos a chegada do «salvador» da pátria, Miguel Saltos de Athayde (MSA), o líder do novo partido, formado a partir de dissidentes do Partido Sempre Portugal (PSP), do Partido Renovar Portugal (PRP) e ainda do Partido Patriótico Popular (PPP), pelo que o Partido da Esperança Liberal (PEL) tornou-se velozmente num partido pronto a disputar o espaço ocupado pelos ditos partidos e que têm passado sucessivamente pelos governos, e de todos os descontentes com a prestação de Duarte Reboredo à frente do partido «cereja».

Os problemas surgidos com o anunciado pagamento de portagens em todas as SCUTS, o aumento de impostos e as medidas de austeridade, contribuíram para que muitos independentes se afastassem das áreas de influência da oposição chefiada por Antonino Gumersindo, e como tal, também aderiram à formação do PEL.

Do Partido Patriótico Popular (PPP) vieram os antigos seminaristas numa tentativa de deitarem por terra o cada vez mais popular Pompílio Portos.

— Companheiros, companheiros!

— Ai está o homem de quem se fala!

— O líder que vai trazer um novo rumo à política portuguesa!

— Abram alas!

— Deixem-no passar!

— MSA! MSA! MSA!

— O coração, o motor, a inteligência, o querer do PEL.

— PEL! PEL! PEL! — gritava o speaker, de cabelo esguedelhado à direita do palco.

O povo algarvio clamava:

— PEL! PEL! PEL!

— MSA! MSA! MSA!

— Um sucesso o comício — exclamava um militante do partido da «roseira» para outro, certamente, mirones da Federação do Partido Sempre Portugal/Algarve.

Muita gente gira, imensas miúdas bronzeadas pelo sol algarvio que deixa marca todo o ano.

Miguel Saltos de Athayde tinha no rol de admiradores uma grande quota de representantes do sexo feminino. A sua fisionomia de garotão crescido, as madeixas cobreadas no cabelo a lembrar os putos do surf das praias de Sesimbra, Guincho e Arrifana, davam-lhe um ar desprendido, rebelde, ao mesmo tempo arrojado.

Era uma presença diária e semanal nos jornais e revistas sociais.

O povo, nomeadamente as mulheres, gostavam dele.

A atitude política que assumia rondava a simplicidade e acertava em cheio nas mossas do sistema atual, causando boa impressão junto do eleitorado insatisfeito, quiçá à procura de um Messias para o país.

Em frente ao púlpito assentado no palco, Miguel Saltos de Athayde ajeitou o microfone e iniciou o seu discurso. Apenas tinha colocado junto ao tradicional copo com água, uma cábula com algumas notas. Falava de impro­viso dominando as cerca de duas mil pessoas que se juntaram nas Docas de Faro para o ouvir e ver de perto.

Entre a multidão encontravam-se duas esplendorosas mulheres, mãe e filha que mais pareciam irmãs, Bia e Magali, assim se chamavam as duas criaturas, davam quase tanto nas vistas como o líder do PEL. Acompanhadas por um amigo de nome Valenciano, professor do ensino secundário e por mais uma turma de entusiastas do novo partido, não paravam de falar entre elas e gritar em direção ao palco.

Contínua…

João Pina

(Facebook, escrever último livro)

Sei vivo “vivendo” fado

 

 

“Geringonças” poder como terminará…

À noite não quero dormir

A benevolente vir a seguir

Não sei se quero partir

Ou lutar pelo que pode vir

 

À noite esfalfar do mundo

Que mais parece um entrudo

Homens políticos sem rumo

Estão a tornar-me num defunto

Ainda vivo, mas quase a morrer

De revoltado por tanto sofrer

 

O que povo está a receber

E da Terra nos faz desaparecer

Não sei se vale a pena viver

Porque sinto tristeza a valer

Deixei a felicidade e o saber

 

E muitas coisas por entender

Oportunistas feitos capitalistas

Malfeitores tornados avalistas

Duma corja de ladrões acionistas

Tornados banqueiros academistas

 

A Europa, o País está a saque

Com bebedeiras de conhaque

Transformados em grande claque

E não há ninguém que os estaque

 

Onde é que isto vai parar

Com as pessoas a penar

Trabalhadores a esfomear

E os políticos a engordar

 

Deitando fora a democracia

Em troca da aristocracia

Depois falam da burocracia

E tramam-nos com diplomacia

 

É tempo do povo acordar

Acabar com o verbo roubar

Antes que comecemos a lutar

E a empregar o verbo matar

João Pina

25.10.2019

 

Sei vivo “vivendo” fado

Afogueio o olhar espertar

deleites, bem-aventurado,

pressinto dos lábios carnosos

 

Desvendando, horas de céu-aberto

alongo pernas, por saias suas,

que nem ninfa dominical; atracou

ninho amor ilusória noitadas

 

 

Relembro, sensualidades, corpóreas

orgasmos prazeres, incontáveis

da lua graúda. Esperneio lençóis

maciez, branca, albergando de corpo

vertigem, borboletas voaram de bálsamo
Desassossego milagreiro guiar proibida

 

O espírito, alma, meus d’ êxtases

inspirações; embruxadas vontades,

adormecidas, acordadas, afetas

de brutos renascer hoje sentenças

Delibando, d’amores, silenciados

memorável e manhã fora de mim

 

Dias d’olhar enfeitiçado saltamos,

cama de lençóis brancos, beijos

de até logo ou até amanhã desejos

Não nunca soube nentes história

que a vivo, vivendo fortuna sorte,

de jeito há venturas desagradam, 

sexo quão amor mulher sonhos

João Pina

22.10.2019

As janelas amaram lençóis amores

Janela da vidraça, domingo
amou, enroscar-me nos lençóis
Pensar amantes, bruma beijos,
porta da minha estuário impulsos
Palmilhando, corpo esfaimado, boca
aos picos das mamilas eriçadas
desvairado das delongas mistério

Bem-quereres, cheiro da chuva
qual tempero, solitário, perfume
apaixonado, assim, noite perdido
sem destino, loiro andante amor
molhados, que recém-iluminar
estrelas, poeta d’ olhas amorosa,
continuo a almejar viver compor
na cama de amar pena escrever

João Pina
19.10.2019

Velha lágrima terríveis

O vento sussurra lá fora
com a força chuva a pala mão
a revolta da deusa natureza

Na casa a cair de miséria
o velho curvado – agora
pensa - meu defesso, coração
desliga, em dia de tristeza

E vento canta zangado
alentas juntadas d’ agruras
qual músico dorido cantador
do descumprir, noites sem amor
entre, paixões traições duras

Como o velho no seu morrer
na casa fria d' afetos a sofrer
O velho sem padre para enterrar,
Desgarrado, a morte ventoso
que o agarrar à roda, cães e gatos,
partida, desagúe velho dos caixotes

Idoso sabor das pragas do vento,
estendido, sem família, rua ao relento
no velório sem gente, nem flores,
ali, sem nome e filhos por conhecer,
aguarda. Que furacão do tempo
da comida, no abrigo, e repartida

Em jeito de despedida póstuma
a um amigo, acaso, apagar-se idade
doou dias e, que eu não fumava
Enxugue, dores, trovões, amanhecer
ao velho que deixou de ser velho
Se vejo todos os veemente dias
desgastado, velhas lágrimas terríveis

João Pina
19.10.2019

“Tesas” e hirta, rija, homens de barba rija?

Homens do meu povo

Não queiram ser

Iguais, outras e coincidência

 

Vivemos em democracia, amordaçada,

ameaçada na liderança, pelas mulheres

nas empresas, política, família, lares

Aos balcões dos bares, de cigarro da boca

e whisky; até nas camas do vício

arrastam-se das deusas do século XXI

 

As mulheres controlam o viver

em sociedade e, pelos vistos,

os homens, submissos, adoram

As mulheres, calças dos homens

e, enquanto, as suas ideias avante,

mini saias de cuequinha ao léu

E, os homens, aceitam e dão tudo

quando, elas, mulheres de língua afiada

e pernas abertas passam a ter razão

 

Ordenam e os homens trabalham,

alteram condutas, baixam e obedientes

 

Igualdade sim, submissão, nunca!

 

Nos tempos modernos, na vida doméstica,

homens lavam loiça, cozinham, limpam o pó;

vão ao supermercado, levam filhos à escola

Tudo bem, mas, em regime de ajuda,

partilha de serviços, nunca em exclusividade

 

Numa separação, divórcio, seja

qual for a motivação, culpabilidade

Quantos homens exigem pensão de alimentos,

mesmo, que ao longo, anos ganhem menos

empregos modestos; e mulheres, ganhem mais,

bons empregos, financeira futura superior

 

Os homens, que depois de corneados,

postos na rua de malas por costas

desempregados, receber de pensão alimentos

 

Hoje, em dia, existe violência doméstica,

diga-se, psicológica, os homens são vítimas

 

Quantos se choram?

Nenhuns, timidez, cobardia!

 

No mais curto espaço de tempo,

estádios de futebol esgotam

para as equipas de futebol feminino

do Benfica, Porto, Sporting, Real Madrid,

Barcelona, Manchesters e, de outros clubes

do mundo, jogar para as ligas milionárias

da “Champions Women's Football Europe”

 

As bancadas, vão encher mais homens

de olhos arregalados, a bater palmas

às pernas musculosas e mamas a saltitar

das craques de calções desportivos desenhados,

pelas estilistas da moda para as mulheres

Com pelo na venta, agora, no futebol

os homens de barba rija e de corpos tatuados

 

Às mulheres tesas e hirtas

que comandam homens de barba rija

 

Os homens gostam de vos saber líderes

nos empregos, na vida, mas, não planeiem

Igualdade, partilha, sim, casa ou na cama

 

Ou melhor (amigas) não finjam que gostam,

quando na verdade, adoram os apelidos.

E, profissionais dos homens quem dormir,

porquanto, sem experiência de um amigo:

"Acaba-se o dinheiro, acaba-se o amor".

João Pina

18.10.2019

Poema (des) inspirado


Prevejo, por perto, a decadência
do meu pobre, desde sempre, talento.
Pressinto, ninguém lê tais poemas,
serão lamentos a mais, demência,
ou desequilíbrios da alma ao relento,
frio da vida, assaz viver sem temas.

Revolta, penso, escrevo escabroso
ou saber, certo se da inspiração
vem, ou não, que satisfaça leitores
avulsos, lerem de gostar manhoso
tais poemas, de minha medicação,
petiscos de palavras com sabores.

Acabar um poema bem temperado.
Palavras da saga d'amor corneado.
Não é meu feitio, cheira a falseado.
Poesia, pintura, escrita, criação
de cultura, mentirosos da perfeição;

homens que finge ainda logração.

Que raio de poeta sem seguidores.
Que pessimista de maus sofredores.
Que poesias, só criar perdedores…


João Pina
16.10.2019

Amor poetiza beijos

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

 

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

 

És tu odeias-me

E não to censuro

Os traidores são colhidos

Na sua amásia cobiça

Até, agora, matado

Senãos fazem diferença

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

 

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

 

Porque se fruísse lambido

Coração reaveria veneno

Julgas que gente é boa

Mas, portanto, embora

Esquece-me, este sítio

 

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

O bom juiz não deve ser jovem

No entanto ancião aprendeu tarde

O que é a injustiça, sem tê-la sentido

Na sua alma; mas por tê-la alheia almas

 

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

Malandro, aí está

És um menino feio

Salta, quão fazes sempre

Santíssimo sacramento

 

Desviveu amo d’ amores viveremos

O erotismo são vadias, a poesia

O amor-próprio poetiza feia palavra

Vento balão verso de malandro

 

Poeta é um fingir que é dor amor

Que ele abraça eterna nunca perece alma

João Pina

14.10.2019

 

Um dia morte que ser?

Pus-me a imaginar

A minha própria morte

O dia de terminar

Uma vida sem sorte

 

Estou a chegar ao fim

Fui sempre o que quis ser

Não tenham pena de mim

No dia que falecer

 

Andei entre o mal e o bem

Entre o feliz e sofrimentos

Guerreiro e lutador também

Despeço-me sem lamentos

 

Antes de entrar no caixão

Fecho os olhos pra vida recordar

Uma vida com muita emoção

 

De alegrias e tristezas por contar

Pobre, rico, remediado

Diverti-me e amei pela vida fora

Muitas vezes senti-me um coitado

Às vezes mais, outras, como agora

 

Fui bom e mau estudante

Não acabei, fui cábula

Tal cavaleiro andante

Poeta e artista sem rábula

 

O curso dos livros por acabar

Diplomas da noite às carradas

Mestrados da vida pra dar

Doutoramentos nas porradas

 

Dias e noites como um Rei

Grandes almoços e jantaradas

Mulheres que muito amei

Muitas outras atraiçoadas

 

Dinheiro teve às mãos cheias

Dívidas também com fartura

Convivi com tudo a meias

Passei pelas ruas da amargura

 

Abastança para dar de comer

Também miséria envergonhada

Muitas vezes tive de recorrer

Os tratos de grande trapalhada

 

A favor e do contra, desalinhado

Contra governos, contras sistemas

Saí sempre muito magoado

Por não alinhar nos esquemas

 

Quiseram pagar-me e subornar

Políticos mal-intencionados

Governaram-se em vez de governar

Com os portugueses amargurados

 

Presidentes, deputados e ministros

Políticos são todos a mesma gente

Falam, falam e com ares sinistros

Mentem ao povo que consente

 

Política, mundo da democracia

E revolta da indignidade que relatei

Anos a fio a fugir à diplomacia

E muitos desgostos por que passei

 

Nesta antevisão da morte

Quero deixar o meu testamento

Aos herdeiros que sem sorte

Ficam histórias eternamente

 

Dinheiro e extratos bancários

É coisas que não vão ter

Muito menos bens imobiliários

Ficam as saudades... Até ver

 

Deixo palavras aos milhares

Em livros para ler e guardarem

Lembranças com muitos azares

Amor e saudade se me recordarem

 

Na história, penso, que ficarei

Um combatente incompreendido

Imperfeito pelo muito que amei

Jamais fui coitado e arrependido

 

Não quero mais lamentações

Tudo faz parte da viva vivida

Fiquem com gratas recordações

De quem não deu a vida perdida

 

Não chorem à frente do caixão

Chamem nomes e o que quiserem

Pensem que estarei sempre à mão

Despeçam-se, até já, se puderem

 

Agora, é de vez, vou partir

Graças a Deus, em pensamento

Despeço-me da vida a sorrir

E compreendam este tormento

 

Mas quando tal acontecer

Que seja assim, sem sofrimento

Um dia a morte terá que ser

Chegue e levem no momento

João Pina

13.10.2019

Portimão recebe primeiro concerto do Festival de Órgão do Algarve

 

Festival de Órgão do Algarve terá lugar no dia 1 de novembro na Igreja Matriz de Portimão,

Organista Gyula Szilágyi e o Coral Adágio na interpretação do Magnificat de João Rodrigues Esteves.

O órgão de tubos da Igreja Matriz de Portimão restaurado no ano transato está preparado para mais uma edição deste Festival que tem como objetivo continuar a conquistar público novo para usufruir de música para órgão, cativar munícipes para a preservação de instrumentos que são património, divulgar música portuguesa e erudita e espalhar pelo Algarve o entusiasmo pelos órgãos históricos.

 

 

 

Gyula Szilágyi estudou no Conservatório em Amsterdão, com Jacques van Oortmerssen e Hans van Nieuwkoop (órgão), Jan Marisse Huizing (piano) e Paul van Nevel (Música Antiga). Realizou inúmeros concertos em muitos órgãos históricos da Península Ibérica e participou em projetos de restauro de órgãos históricos em Jaén, Cádis e Sevilha. Conduziu cursos e seminários de interpretação. Em 2018, executou em sete concertos didáticos a Facultad Orgánica completa (69 tentos) de Francisco Correa de Arauxo. Obteve o seu Doutoramento em performance em órgão na Universidade de Música Liszt Ferenc, em Budapeste, com a dissertação “A Batalha - A vida de um género na arte do órgão ibérico”. É professor associado de órgão e de órgão litúrgico na Faculdade de Música da Universidade de Debrecen.

O Grupo Coral Adágio nasceu em Portimão em 1989. Inclui no repertório peças da Renascença à atualidade, da polifonia sacra aos espirituais negros, passando pela música popular, portuguesa e de outros países. Do seu percurso destacam-se deslocações aos Açores (1998), Itália (2000), Holanda e Alemanha (2002), Espanha (2002 e 2009), atuações em diversos programas de Rádio (RDP) e Televisão (RTP) e interpretação de missas e óperas de relevo. Realizaram concertos com a Orquestra do Algarve e com a Orquestra do Norte. Gravou em 2008 o seu primeiro CD exclusivo, (L)atitudeS. Foi agraciado com a Medalha de Mérito Municipal, grau Bronze (2002) e grau Prata (2008). Tem como diretor artístico o maestro António Alves Alferes Pereira.

António Alves terminou o Curso Geral de Piano no Conservatório do Algarve e a Licenciatura em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa. Completou o Mestrado em História Regional e Local (Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa), tendo defendido a sua tese sobre “A Sé de Faro - Homens e Acção Musical (1716/1738)”. Dedica-se há vários anos à direção coral, é professor de Educação Musical e leciona ainda na Academia de Música de Portimão.

No dia 8 de novembro, pelas 21h30 este espaço receberá também música de câmara para órgão e voz, respetivamente com André Ferreira e Teresa Duarte no programa “Do lamento à exaltação”.

André Ferreira iniciou os estudos de órgão com António Esteireiro no Instituto Gregoriano de Lisboa, continuando com Jos van der Kooy no Conservatório de Haia. É licenciado em Órgão pelo Conservatório de Amesterdão, onde estudou com Jacques van Oortmerssen, e trabalhou com Pieter van Dijk. Concluiu o Mestrado em Órgão da Escola Superior de Música de Lisboa, sob a orientação de João Vaz. Como solista ou integrado em diversos agrupamentos musicais já efetuou recitais em Portugal, Espanha, Itália e Holanda. Colabora como organista com a Paróquia de S. Tomás de Aquino e com a Paróquia de Santa Maria de Belém, Mosteiro dos Jerónimos. É professor de Órgão na Escola Diocesana de Música Sacra do Patriarcado de Lisboa, no Conservatório de Mafra e na Sé Catedral de Faro.

Teresa Duarte concluiu duas licenciaturas em Canto, na Escola Superior de Música de Lisboa e no Conservatorium van Amsterdam. Em Amesterdão, teve a oportunidade de trabalhar com Sasja Hunnego, Floris Visser, Ira Siff, Margreet Honig e Jos van Veldhoven, entre outros. Em ópera interpretou Elle (La Voix Humaine, Poulenc), Dido (Dido e Eneias, Purcell), Pamina (Die Zauberflöte, Mozart) e Suor Dolcina (Suor Angelica, Puccini). Como membro do Coro Gulbenkian, já foi dirigida por Michel Corboz, Lorenzo Viotti, Esa-Pekka Salonen, Philippe Herreweghe, John Nelson, Joana Carneiro, Lawrence Foster, Paul MacCreesh e Antoni Ros Marbà, entre outros. Teresa tem colaborado com vários ensembles de música de câmara, tendo uma preferência por repertório de Música Antiga.

De referir que a Associação Música XXI apresenta a 12ª edição do Festival de Órgão do Algarve, de 1 a 30 de novembro, nas Igrejas de Faro, Portimão, Loulé (Boliqueime) e Tavira. Serão 15 apresentações, com sete organistas e vários cantores/instrumentistas distribuídos por 12 concertos, um concerto pedagógico, uma apresentação de alunos da Escola de Órgão e uma missa acompanhada ao órgão.

Os concertos realizam-se às 21h30 e são de entrada livre.

O Festival de Órgão do Algarve 2019 conta com os apoios da Direção Regional de Cultura do Algarve e dos Municípios de Faro, Loulé, Portimão e Tavira, com o apoio à divulgação da Região de Turismo do Algarve e com os parceiros de comunicação Antena 2, Sul Informação e Rua FM. Conta ainda com a parceria do Cabido da Sé de Faro, da Ordem do Carmo de Faro, das Paróquias de Portimão, Boliqueime e Tavira e da Misericórdia de Tavira.

Página FB: https://www.facebook.com/festivalorgaoalgarve/

 

 

 

Poema (des) inspirado

 

Poema (des) inspirado

Ao jeito de confissão, ou que, penso a fundo, mentiras, não escrevo, saem de inspiração.. Poeta real não sabe, algum dia o viverei, sei que muito muito mais sonharei. Passar a mensagem um mundo melhor, terei alguma, coragem para contar, tudo de cor.

Que poeta alcançará. Mas quando tal acontecer seja assim, sem sofrimento.. Um dia a morte terá que ser; chegue e deverá no momento.

Nas horas mortas vida luz apaga afeições embargados sofridos de quem já não espera a vida

Poema (des) inspirado

Prevejo, por perto, a decadência
do meu pobre, desde sempre, talento.
Pressinto, ninguém lê tais poemas,
serão lamentos a mais, demência,
ou desequilíbrios da alma ao relento,
frio da vida, assaz viver sem temas.

Revolta, penso, escrevo escabroso 
ou saber, certo se da inspiração
vem, ou não, que satisfaça leitores
avulsos, lerem de gostar manhoso
tais poemas, de minha medicação,
petiscos de palavras com sabores.

Acabar um poema bem temperado.
Palavras da saga d'amor corneado.
Não é meu feitio, cheira a falseado.
Poesia, pintura, escrita, criação
de cultura, mentirosos da perfeição;

homens que finge ainda logração.

Que raio de poeta sem seguidores.
Que pessimista de maus sofredores.
Que poesias, só criar perdedores…

João Pina
16.10.2019

“Tesas” e hirta, rija, homens de barba rija?

Homens do meu povo

Não queiram ser

Iguais, outras e coincidência

Vivemos em democracia, amordaçada,

ameaçada na liderança, pelas mulheres

nas empresas, política, família, lares

Aos balcões dos bares, de cigarro da boca

e whisky; até nas camas do vício

arrastam-se das deusas do século XXI

As mulheres controlam o viver

em sociedade e, pelos vistos,

os homens, submissos, adoram

As mulheres, calças dos homens

e, enquanto, as suas ideias avante,

mini saias de cuequinha ao léu

E, os homens, aceitam e dão tudo

quando, elas, mulheres de língua afiada

e pernas abertas passam a ter razão

Ordenam e os homens trabalham,

alteram condutas, baixam e obedientes

Igualdade sim, submissão, nunca!

Nos tempos modernos, na vida doméstica,

homens lavam loiça, cozinham, limpam o pó;

vão ao supermercado, levam filhos à escola

Tudo bem, mas, em regime de ajuda,

partilha de serviços, nunca em exclusividade

Numa separação, divórcio, seja

qual for a motivação, culpabilidade

Quantos homens exigem pensão de alimentos,

mesmo, que ao longo, anos ganhem menos

empregos modestos; e mulheres, ganhem mais,

bons empregos, financeira futura superior

Os homens, que depois de corneados,

postos na rua de malas por costas

desempregados, receber de pensão alimentos

Hoje, em dia, existe violência doméstica,

diga-se, psicológica, os homens são vítimas

Quantos se choram?

Nenhuns, timidez, cobardia!

No mais curto espaço de tempo,

estádios de futebol esgotam

para as equipas de futebol feminino

do Benfica, Porto, Sporting, Real Madrid,

Barcelona, Manchesters e, de outros clubes

do mundo, jogar para as ligas milionárias

da “Champions Women's Football Europe”

As bancadas, vão encher mais homens

de olhos arregalados, a bater palmas

às pernas musculosas e mamas a saltitar

das craques de calções desportivos desenhados,

pelas estilistas da moda para as mulheres

Com pelo na venta, agora, no futebol

os homens de barba rija e de corpos tatuados

Às mulheres tesas e hirtas

que comandam homens de barba rija

Os homens gostam de vos saber líderes

nos empregos, na vida, mas, não planeiem

Igualdade, partilha, sim, casa ou na cama

Ou melhor (amigas) não finjam que gostam,

quando na verdade, adoram os apelidos.

E, profissionais dos homens quem dormir,

porquanto, sem experiência de um amigo:

"Acaba-se o dinheiro, acaba-se o amor".

João Pina

18.10.2019

Amor poetiza beijos

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

És tu odeias-me

E não to censuro

Os traidores são colhidos

Na sua amásia cobiça

Até, agora, matado

Senãos fazem diferença

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

Porque se fruísse lambido

Coração reaveria veneno

Julgas que gente é boa

Mas, portanto, embora

Esquece-me, este sítio

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

O bom juiz não deve ser jovem

No entanto ancião aprendeu tarde

O que é a injustiça, sem tê-la sentido

Na sua alma; mas por tê-la alheia almas

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

Malandro, aí está

És um menino feio

Salta, quão fazes sempre

Santíssimo sacramento

Desviveu amo d’ amores viveremos

O erotismo são vadias, a poesia

O amor-próprio poetiza feia palavra

Vento balão verso de malandro

Poeta é um fingir que é dor amor

Que ele abraça eterna nunca perece alma

João Pina

14.10.2019

Um dia morte que ser?

Pus-me a imaginar

A minha própria morte

O dia de terminar

Uma vida sem sorte

Estou a chegar ao fim

Fui sempre o que quis ser

Não tenham pena de mim

No dia que falecer

Andei entre o mal e o bem

Entre o feliz e sofrimentos

Guerreiro e lutador também

Despeço-me sem lamentos

Antes de entrar no caixão

Fecho os olhos pra vida recordar

Uma vida com muita emoção

De alegrias e tristezas por contar

Pobre, rico, remediado

Diverti-me e amei pela vida fora

Muitas vezes senti-me um coitado

Às vezes mais, outras, como agora

Fui bom e mau estudante

Não acabei, fui cábula

Tal cavaleiro andante

Poeta e artista sem rábula

O curso dos livros por acabar

Diplomas da noite às carradas

Mestrados da vida pra dar

Doutoramentos nas porradas

Dias e noites como um Rei

Grandes almoços e jantaradas

Mulheres que muito amei

Muitas outras atraiçoadas

Dinheiro teve às mãos cheias

Dívidas também com fartura

Convivi com tudo a meias

Passei pelas ruas da amargura

Abastança para dar de comer

Também miséria envergonhada

Muitas vezes tive de recorrer

Os tratos de grande trapalhada

A favor e do contra, desalinhado

Contra governos, contras sistemas

Saí sempre muito magoado

Por não alinhar nos esquemas

Quiseram pagar-me e subornar

Políticos mal-intencionados

Governaram-se em vez de governar

Com os portugueses amargurados

Presidentes, deputados e ministros

Políticos são todos a mesma gente

Falam, falam e com ares sinistros

Mentem ao povo que consente

Política, mundo da democracia

E revolta da indignidade que relatei

Anos a fio a fugir à diplomacia

E muitos desgostos por que passei

Nesta antevisão da morte

Quero deixar o meu testamento

Aos herdeiros que sem sorte

Ficam histórias eternamente

Dinheiro e extratos bancários

É coisas que não vão ter

Muito menos bens imobiliários

Ficam as saudades... Até ver

Deixo palavras aos milhares

Em livros para ler e guardarem

Lembranças com muitos azares

Amor e saudade se me recordarem

Na história, penso, que ficarei

Um combatente incompreendido

Imperfeito pelo muito que amei

Jamais fui coitado e arrependido

Não quero mais lamentações

Tudo faz parte da viva vivida

Fiquem com gratas recordações

De quem não deu a vida perdida

Não chorem à frente do caixão

Chamem nomes e o que quiserem

Pensem que estarei sempre à mão

Despeçam-se, até já, se puderem

Agora, é de vez, vou partir

Graças a Deus, em pensamento

Despeço-me da vida a sorrir

E compreendam este tormento

Mas quando tal acontecer

Que seja assim, sem sofrimento

Um dia a morte terá que ser

Chegue e levem no momento

João Pina

13.10.2019

Velho de um prémio

Ser velho não é desgosto

Mas sim atingir um posto

Como chegar ao sol-posto

Ser velho é um prémio

Deixou de ter assédio

Por vezes é um génio

Na rua olham com desdém

Para o velho sem vintém

Ele viveu muito e foi alguém

Quem critica não é ninguém

Nem sabe ao que vem

E o velho sabedoria tem

Ser velho é um prémio

Nem que seja de boémio

Mas para isso há remédio

Já viveu muitos anos

E também desenganos

Os outros, simples fulanos

Ser velho é um prémio

Ele já o ganhou, falando sério

Trabalhou, foi feliz, galdério

Criou, inventou, cometeu adultério

Recordações são um império

Numa vida cheia de mistério

O velho tem muito que contar

Histórias de amor de muito amar

O velho é um livro por acabar

Que todos os dias quer continuar

Não o olhem com olhos de terminar

Porque o velho tem muito para dar

João Pina

11.10.2019

Perdões sofrimentos!

À mulher!

Que tanto odeio d’ amar tanto

À mulher!

Que me aturam e dão cabo da cabeça

O que seria de mim sem elas por perto

O que serei sem elas todos os dias

Cada dia que passa mais dependente

Das mulheres da minha vida estou

Já perdi mãe e avós

Não sim que me percam

Dias mais tarde melhor

À mulher junto apago

Para destes filhos viver

Um beijo do tamanho do mundo

Com mil perdões sofrimentos

À mulher odeio amar tanto!

João Pina

10.10.2019

Poeta ou pateta

São poeta pensador
Audaz e pateta, sem grande valor
É um fez viva e não ganha
Se mesmo uma, quiçá perda

De viver por viver, ser pretexto


Felicidade perder

Afinal poeta será
ou um mentiroso
das palavras que dei,
de intrujão amoroso

Assumo como missão
escrever para o mundo
Ao jeito de confissão
ou que, penso a fundo
mentiras, não escrevo
saem de inspiração

Poeta real não sei,
algum dia o viverei,
sei que muito amei
muito mais sonharei

Passar a mensagem
um mundo melhor,
terei alguma, coragem
para contar, tudo de cor

Que poeta alcançarei
palavras amorosas,
pateta caminharei
mentes sonhadoras

Ou, mulher mistério

Onde andas, mulher mistério
que há dias que não te vejo,
nem no beco do amor enxergo,
tua voz quente e doce do teu olhar
banhado pela lua que te dá mais luz

Onde andas, mulher mistério
e tuas histórias de me contares
para sentir teus beijos e amares
Não vale a pena de mim fugires
amor, por ti voo para me acudires
Acorda, sim, meu mistério adultério
vem para meus braços para te beijar

Calada da noite fria dormente
horas semimortas, esperam a vida
quando o relógio bate a dez à hora
e, o tempo quase trava nas horas
que, nos passam pela dor da mente

Corpo meu descolorido canta
nesta noite no palco da cama
desfeita porque por inquilino
falta tantas noites sem-abrigo

Nas horas mortas vida luz apaga
afeições embargados sofridos
de quem já não espera a vida

João Pina
11.10 2019

Atrás do vendo que passa

Final de tarde

Apalpo o soprar do vento

Solto o pensamento

Viajo ao deus dará com amor que arde

O sol corre para lá do mar

Deixando jeitos de amar

Pela noite dentro ao relento

Vendo estrelas no firmamento

Neste final de tarde

Estou a sós sem lamentos

Não penso em tormentos

Sim na felicidade

Pura da idade

De saborear momentos

De quem sabe olhar o tempo

Enquanto a tarde não é final da vida

João Pina

9.10.2019

Recuso dias desaparecer

Apalpo d’ alma

Pensamento deprimido

Preciso dum comprimido

Para ter calma

Faço contas à vida

Valerá a pena trabalhar

Senti-la, vida, perdida

Com o país a desabar

Não sei não meus amigos

Vejo crianças a chorar

Avós perderem sentidos

E eu sem saber o que fazer

Se trabalhar, desistir de vez

Ser escravo, lutar para comer

Mandriar ou ter sensatez

Não sei não se devo combater

Estou cansado de querer viver

E muito mais ter de escrever

João Pina

8.10.2019

Eleições “gajos”… Palavras simples não rimam e críticas sociais…

Estamos fartos e cansados

Do governo e desta palhaçada

Estamos fartos e cansados

Do desgoverno e da trapalhada

Dos relatórios de estrangeiros

Que obrigam a mais austeridade

Como os verdadeiros carcereiros

Que roubam anos de dignidade

Estamos fartos de tanto sofrer

Não termos paz para trabalhar

Os “gajos” tiram-nos o viver

Levam-nos à fome e a mendigar

Por isso, embora, a bem ou a mal

Estamos cansados de tanto corte

Eleições... Não vos damos o aval

Embora já a correr ou a trote

Solitário d' alma,

que comigo entre pessoas,

invada decência meus família.

Desamparado residente de casa, terapia da fala.

Os problemas, quiçá, afectado “língua presa ou solta”,

atrapalhar essas funções... Além disso, nervoso

pessoas, ajudar a sempre melhorar a conversa.

De que, “não existe contigo um feito…” comunicação 

em pessoas entre neurónios, prévio que prevenção.

De passo, mais perturbações "terapia" da fala”

comunicação meio humana, “solitário d' alma”,

constrangida doença de estudo científico, contém “profissão.”

João Pina

5.10.2019

Assinar este feed RSS
×

Sign up to keep in touch!

Be the first to hear about special offers and exclusive deals from TechNews and our partners.

Check out our Privacy Policy & Terms of use
You can unsubscribe from email list at any time